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| Foto meramente ilustrativa. |
Inspirado na poesia de Geni Guimarães e na prosa de Marcelino
Freire, solo dirigido por Renato Farias ganha sua primeira montagem presencial
no dia 22 de agosto, no Centro Histórico de São Paulo
A poesia de Geni Guimarães, a
prosa de Marcelino
Freire e a força cênica da consagrada atriz Olívia Araújo se
encontram no palco da Arena B3, no Centro Histórico de São Paulo, no
espetáculo “Voar é o Que Me Põe de Pé”, que estreia
presencialmente no próximo sábado, 22 de agosto, com sessões às 14h30 e 17h.
Com ingressos
a partir de R$ 5, a montagem reforça a proposta de
democratização do acesso à cultura e aproxima o público de uma obra que transforma
memória, afeto, ancestralidade e cotidiano em poesia.
Com direção de Renato Farias, o solo tem sua dramaturgia
construída a partir do diálogo entre a obra de dois importantes nomes da
literatura brasileira contemporânea: a poesia de Geni Guimarães e a prosa de
Marcelino Freire. Uma primeira versão do trabalho foi apresentada durante a
pandemia, dentro do projeto Teatro em Casa, e agora a montagem chega pela
primeira vez ao encontro presencial com o público.
Em cena, Olívia Araújo dá corpo e voz a uma personagem-poeta que revisita suas
memórias, saudades e histórias familiares. Para ela, tudo pode se transformar
em matéria-prima para a poesia: o tempo, o vento, os sons, os cheiros, as
dores, os amores e os pequenos acontecimentos da vida cotidiana.
É desse olhar para aquilo que muitas vezes passa despercebido que nasce a força
do espetáculo. “Voar é o Que Me Põe de Pé” propõe enxergar a
poesia não como algo distante, mas como uma possibilidade presente na vida de
todos — até mesmo na simplicidade de quem observa o mundo através da fumaça de
uma xícara de café.
Marcelino Freire define o espetáculo como “a trajetória de uma poeta
defendendo o direito de cada palavra, o lirismo de suas escolhas”.
Sobre a protagonista, acrescenta: “Aqui, na interpretação de Olívia Araújo, uma atriz que sabe o
tamanho dos versos, o peso de cada gesto, a emoção à pele da flor”.
A parceria entre Olívia e Marcelino atravessa anos e diferentes trabalhos.
Para a atriz, o encontro com a obra de Geni Guimarães acrescentou uma nova
dimensão a essa trajetória. “O Marcelino é um amigo de muitos anos. Já tive a
alegria de montar textos dele algumas vezes. Juntou o convite do André Acioli
com a vontade de trabalhar com o Renato Farias e surgiu essa oportunidade de
visitar esse novo texto. Até porque ele se completa com a poesia da Geni, que
me comove muito e coloca o poema ao alcance de todos”, afirma Olívia Araújo.
Poesia,
representatividade e reconhecimento
Além de celebrar a força da palavra, a montagem lança luz sobre a trajetória
e a produção literária de Geni Guimarães, escritora, poeta e professora cuja
obra ocupa lugar fundamental na literatura negra brasileira.
O diretor Renato Farias, que recentemente dirigiu no Rio de Janeiro o
espetáculo Ponciá
– Conceição Evaristo, destaca que levar a poesia de Geni ao palco
também significa contribuir para ampliar o reconhecimento de uma geração de
escritoras negras brasileiras que durante décadas não recebeu a visibilidade
correspondente à importância de sua produção.
“É um privilégio trabalhar com uma atriz como a Olívia, que tem uma entrega
primorosa em tudo o que faz”, afirma Renato Farias. “É
preciso ainda buscar esse reconhecimento para a poesia de Geni. Ela, assim como
Conceição Evaristo e Miriam Alves, é representante de uma geração de mulheres
que só recentemente passaram a ter maior visibilidade. E isso fala muito de
como a nossa sociedade perpetua o racismo.”
Ao reunir literatura e teatro, “Voar é o Que Me Põe de Pé” transforma o
palco em território de memória e reconhecimento, aproximando o espectador de
uma poesia que nasce das experiências familiares, da ancestralidade e das
pequenas cenas do cotidiano.
Teatro
a partir de R$ 5 no Centro de São Paulo
A estreia na Arena B3 ganha ainda um componente importante: a possibilidade
de assistir ao espetáculo com ingressos a partir de R$ 5. Localizada na Praça Antônio
Prado, no Centro Histórico, a Arena B3 amplia, com a
iniciativa, o acesso do público a uma produção protagonizada por uma das mais
reconhecidas atrizes brasileiras e construída a partir da obra de importantes
autores da literatura nacional.
A apresentação integra uma visão de cultura que busca aproximar diferentes
públicos das artes cênicas e fortalecer a ocupação cultural do Centro de São
Paulo, tendo a acessibilidade de preços como uma das ferramentas para ampliar
esse encontro.
SERVIÇO
VOAR
É O QUE ME PÕE DE PÉ
Com Olívia
Araújo
Dramaturgia a partir das obras de Geni Guimarães e Marcelino Freire
Direção: Renato
Farias
Data: 22
de agosto
Horários: sábado,
às 14h30 e 17h
Ingressos: R$ 5 e R$ 10
Classificação: Livre
Arena B3
Praça Antônio Prado, 48 – Centro Histórico de São Paulo
Sobre a B3
A B3, a bolsa do Brasil, tem o compromisso de apoiar a
democratização do acesso à cultura por meio de parcerias e patrocínios que
facilitem o acesso da sociedade a esses espaços. Em 2023, a bolsa do Brasil
apoiou 25 projetos e possibilitou que mais de 95 mil pessoas acessassem os sete
museus patrocinados, inclusive por meio do oferecimento de dias de gratuidade.
Entre as instituições apoiadas estão o MASP, a Pinacoteca de São Paulo, o MIS,
o Museu Judaico e o MUB3, na capital paulista; o Instituto Inhotim, em Minas
Gerais; e o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Além das gratuidades, a bolsa
do Brasil patrocina uma série de iniciativas culturais, como musicais, eventos
e exposições.
Sobre a Aventura
Fundada em 2008 e liderada por Aniela Jordan,
diretora artística e produção geral, Luiz Calainho,
diretor de marketing e negócios, e Giulia Jordan, diretora geral de venues, a
Aventura é referência na produção de espetáculos de alta qualidade e tornou o
mercado de teatro musical um dos principais segmentos da economia criativa no
Brasil.
São mais de 40 produções, entre espetáculos inéditos e versões
da Broadway. Ao todo, foram mais de 3,8 mil apresentações, cerca de 4,5 milhões
de espectadores e mais de 16 mil empregos diretos e indiretos gerados.
Sobre o Instituto Evoé
O Instituto Evoé é uma organização sem fins lucrativos que
utiliza a cultura como ferramenta de inclusão, formação e desenvolvimento
social. Criado em 2019, atua na gestão de equipamentos culturais e na
realização de projetos que ampliam o acesso à arte, promovem a formação de
profissionais e fortalecem a economia criativa.
Em colaboração com a Aventura, administra importantes espaços
culturais e desenvolve iniciativas que conectam programação artística,
acessibilidade, educação e impacto social, contribuindo para tornar a cultura
mais acessível e relevante para diferentes públicos.
Créditos: Marcus Vinícius
| MV Dias Magalhães
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa
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