Nos 130 anos de Guignard, obra exibida uma única vez em 1943 reaparece em leilão *
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| Coleção Errante/Divulgação |
Grande Leilão Coleção Errante acontece em 25 de agosto, reúne 60
obras de nomes como Guignard, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Djanira e
terá exposição aberta ao público em Belo Horizonte
Uma obra de Alberto da Veiga Guignard exibida ao
público uma única vez, em 1943, está entre os destaques do Grande Leilão
Coleção Errante, que será realizado em 25 de agosto
de 2026, às 20h, em formato virtual, com transmissão ao vivo
pela Plataforma
Leilões BR. Em um ano que marca os 130 anos de nascimento do
artista, o pregão reúne 60 obras produzidas entre 1925 e 1998, com trabalhos de
nomes fundamentais da arte brasileira. Antes do leilão, o conjunto poderá ser
visitado pelo público entre os dias 19 e 25 de agosto, na Rugendas Galeria de
Arte, no Belvedere Mall, em Belo Horizonte.
Entre os principais destaques está “Retrato de
Vera Anunziata” (1943), de Guignard, uma das três obras
escolhidas pelo artista para o Salão Nacional de Belas Artes daquele ano. Desde
então, a pintura permaneceu fora do circuito expositivo. Seu reaparecimento
ocorre em um momento simbólico da trajetória do artista, que, em 1944, mudou-se
para Belo Horizonte a convite do então prefeito Juscelino Kubitschek, onde
fundou a Escola de Belas Artes e passou a exercer papel decisivo na formação de
uma nova geração de artistas mineiros.
O núcleo de retratos reúne ainda “Retrato de
Lupe Deane” (1944), também de Guignard, apresentado na
retrospectiva do artista realizada pelo Museu de Arte Moderna do Rio de
Janeiro, em 1974, e posteriormente na exposição O Olhar
Modernista de JK, em 2006. A pintura ganha outra dimensão quando
observada ao lado de um retrato da mesma personagem produzido em 1941 por seu
marido, o pintor Percy Deane, também integrante do leilão.
Outro trabalho de interesse histórico é “Retrato de
Dora” (1934), de Anita Malfatti, apresentado no II Salão
Paulista de Belas Artes, em 1935. A obra voltou a despertar atenção a partir de
pesquisas recentes conduzidas pelo Cecor/UFMG, que identificaram a existência
de um nu oculto sob a pintura atualmente visível.
O conjunto inclui ainda “Retrato do
Motta” (1959), de Djanira, reproduzido em publicação oficial do
Ministério da Educação e Cultura e apresentado na retrospectiva da artista
realizada no Museu Nacional de Belas Artes. No verso da tela, uma dedicatória
ao poeta José Shaw da Motta e Silva, último marido de Djanira, acrescenta uma
dimensão biográfica ao trabalho.
A seleção reúne, além dos retratos, obras de Tarsila do
Amaral, algumas reproduzidas em seu catálogo raisonné; um óleo
realizado em Nova York por Milton Dacosta, em 1945; e trabalhos de Anatol
Wladyslaw, Ivan Serpa, Maria Leontina, Emeric Marcier, Enrico Bianco, Glauco
Rodrigues, Regina Vater, Miguel Rio Branco e Aldemir Martins,
entre diversos outros artistas. O período abrangido pelo acervo permite
acompanhar diferentes momentos da produção artística brasileira ao longo de
mais de sete décadas.
Formada ao longo de dez anos pelo empresário e
colecionador mineiro Vinicius Veloso, a Coleção Errante foi concebida a
partir da circulação das obras por exposições e empréstimos a diferentes
públicos e instituições. A decisão de colocar parte do acervo em leilão
acompanha uma nova etapa do projeto, com maior direcionamento para a produção
contemporânea e a manutenção de obras consideradas estruturantes para essa
narrativa.
“Depois de dez anos formando esse acervo, chegou o
momento de permitir que parte dessas obras siga novos caminhos. Quero
concentrar meu trabalho na produção contemporânea, mantendo na coleção apenas
obras fundamentais para essa narrativa, sem perder de vista a história que cada
uma delas carrega”, afirma Vinicius Veloso.
A trajetória das obras é um dos eixos da seleção.
Além da autoria e do período de produção, o conjunto reúne trabalhos com
participação em salões, retrospectivas, bienais e exposições museológicas, além
de peças reproduzidas em livros, catálogos raisonné e publicações especializadas.
A apresentação das obras durante o período de visitação permitirá ao público
conhecer também informações sobre procedência, histórico expositivo e
documentação associada a cada trabalho.
A exposição que antecede o pregão será realizada
na Rugendas
Galeria de Arte, no Belvedere Mall, entre 19 e 25 de agosto. O
leilão será conduzido pelo marchand Vitor Braga, em transmissão ao vivo pela Plataforma
Leilões BR.
SERVIÇO:
Grande
Leilão Coleção Errante
Exposição: 19
a 25 de agosto de 2026
Horário: segunda
a sexta, das 11h às 19h; sábado e domingo, das 10h às 15h
Local: Rugendas
Galeria de Arte – Belvedere Mall (Espaço Térreo)
Endereço: Av.
Luiz Paulo Franco, 1011, lojas 70 e 79 – Belvedere – Belo Horizonte (MG)
Leilão
virtual: 25 de agosto de 2026
Horário: 20h
Formato: transmissão
ao vivo pela Plataforma Leilões BR
Informações: (31)
3286-4282 | (31) 99916-2783 | (31) 97186-0990
E-mail: galeria@vitorbraga.com.br
Site: www.rugendasvitorbraga.com.br
Créditos: Laryssa Braga | Romano Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa
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