Museu Lasar Segall recebe a mostra coletiva "Do museu ao ateliê, do ateliê ao museu: o que a gráfica pode imaginar?" *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Com curadoria de Luiz Armando Bagolin, a exposição reúne doze artistas e celebra a gravura a partir do histórico ateliê coletivo que funciona na casa de Segall, na Vila Mariana, desde 1989
A exposição “Do museu ao ateliê, do ateliê ao
museu:o que a gráfica pode imaginar?”, com curadoria de Luiz Armando Bagolin,
segue até 19 de outubro de 2026 no Museu Lasar Segall, no bairro da Vila
Mariana, em São Paulo.
Reunindo gravuras de doze artistas visuais — Amália Barrio, Cláudio Caropreso,
Comtrario Pereira, Francisco Maringelli, Paulo Penna, PF Cozinha da Gravura
(Tauany de Freitas e Ana Luiza Perrella), Pedro Pessoa, Rafael Kenji, Raphael
Giannini, Ulysses Bôscolo e Zizi Baptista —, a mostra celebra o fazer gráfico
em seu campo expandido, que vai da gravura em metal e da xilogravura à
monotipia e ao desenho.
No centro da exposição está o ateliê de gravura como espaço coletivo de
trabalho: o lugar onde a imagem não nasce pronta, mas se constrói por etapas, é
reimpressa e se transforma a cada passagem pela matriz. Os doze artistas
partilham essa prática comum — muitos deles formados ou atuantes em ateliês de
gravura de São Paulo — e trazem para a sala um recorte dessa produção feita a
muitas mãos.
A escolha do Museu Lasar Segall tem sentido preciso. A casa que foi residência
e ateliê do pintor abriga, há décadas, um ateliê coletivo de gravura em plena
atividade. Expor ali é aproximar as obras do próprio lugar em que muitas delas
foram pensadas e impressas, e lembrar que o museu, antes e além de sala de
exposição, é também um espaço de fazer.
“‘Do museu ao ateliê, do ateliê ao museu’ não é um percurso que proponho: o
primeiro trajeto é o que a casa vê quando se vira para dentro; o segundo, o que
estas obras já fazem quando entram no acervo. E há um terceiro, que dispensa a
sala: do lado de fora, a gráfica se cola ao muro, exposta ao tempo e a quem
passa”, afirma o curador Luiz Armando Bagolin.
Sobre
os artistas
Amália
Barrio é artista visual, formada pela Universidade
Estadual de Campinas. Sua pesquisa parte da relação entre fotografia e gravura,
investigando a imagem fotográfica como linguagem gráfica. A paisagem natural
constitui o principal eixo de seu trabalho, desenvolvida por meio de processos
de impressão e experimentações com transparências, sobreposições, formas e cor.
Seu interesse está na construção de imagens que transitam entre diferentes
técnicas e suportes, explorando as possibilidades gráficas.
Cláudio
Caropreso nasceu em 1975, em São José dos Campos, onde
vive e trabalha. Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de
Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Vale do Paraíba. Pós-Graduado em
Arte, Educação e Tecnologias Contemporâneas pela Universidade de Brasília. Como
artista, desenvolve pesquisa com procedimentos ligados à gravura em relevo
colorida e a processos criativos.
Comtrario
Pereira nasceu em 1993, em São Caetano do Sul. Desenvolve,
desde 2018, uma pesquisa em torno da matéria (principalmente tinta de parede e
seu próprio sangue, por ele mesmo retirado) para dar corpo à sua investigação
central: a violência institucional. Esgarçando e expandindo o termo,
centralizado em agentes ou instituições do Estado que causam sofrimento físico,
psicológico, moral e/ou patrimonial, aprofunda seu olhar nas instituições
sociais que estabelecemos enquanto sociedade: trabalho, amigos, família, relacionamentos
e com nós mesmos.
Francisco
Maringelli nasceu em São Paulo, onde vive e trabalha e
onde atua como artista gravador, pintor e professor. Formação: Arquitetura e
Urbanismo (FAUUSP, 1979-1984) e Artes Plásticas (ECA-USP, 1984-1990), com
frequência dos ateliês do Museu Lasar Segall (1980-81). Mostras individuais:
“Os estigmas da palma da mão, as crateras no meio da rua e o rombo do coração”
(Atelier Piratininga, São Paulo, 2025); “Maringelli: Percurso Gráfico” (Caixa
Cultural Sé, SP, 2012); “Um Pouco do Retrato de Todos Nós” (Oficina Cultural
Oswald de Andrade, SP, 2012). Mostras coletivas: “Fabulações Matriciais”
(Espaço Cultural Sesc, Rio/Flamengo, RJ); “Gravura na Ponta da Faca”
(Hemeroteca da Biblioteca Mário de Andrade, São Paulo, 2016); além de participações
na Galeria Gravura Brasileira, na Graphias-Casa da Gravura, na Galeria Mezanino
e nas Mostras da Gravura Cidade de Curitiba, de 1986 a 2000. Recebeu a Bolsa
Vitae de Artes Visuais / Grandes Formatos na Gravura em Relevo (1995), com
projeto exposto no CCSP.
Paulo
Penna nasceu em 1970, em São Paulo, onde vive e trabalha.
Doutor em artes visuais pela USP, fez estudos de pós-graduação na Byam Shaw
School of Arts, em Londres, e pós-doutorado na Universidade do Quebec em
Montreal e na USP, na área de artes visuais. É proprietário, com Adalgisa
Campos, da Casateliê, espaço independente de produção, ensino e venda de arte
em São Paulo. Tem seu trabalho regularmente exposto no Brasil e no exterior,
com destaque para as individuais “Corpo, mapeamentos” (Galeria Gravura
Brasileira), “Desenho, fluxo, imagem” (Oficinas Culturais Oswald de Andrade) e
“Figuren aus Brasilien” (Galerie Wildeshausen, Alemanha). Participa
regularmente de coletivas, entre elas “Gravura Extrema — Europalia Brasil” (Le
Centre de la Gravure et de l’Image Imprimée, La Louvière, Bélgica) e “Do Cordel
à Galeria” (MASP). É professor dos cursos de Artes Visuais da FAAP e do Centro
Universitário Belas Artes e coordena o Ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall.
PF
Cozinha da Gravura (2024, São Paulo) é um coletivo formado
por Tauany de Freitas e Ana Luiza Perrella. Desenvolvem em conjunto trabalhos
de gravura como extensão das reflexões que pesquisam individualmente e como
forma de estreitar o diálogo sobre o fazer gráfico. Os trabalhos do coletivo
participaram de projetos como a 6ª edição do PQF (Portões Que Falam), bienal de
arte urbana que ocupa quatro quarteirões de Santo André, além de ações
educativas na exposição “O Paisagismo Modernista na Produção Artística de Lasar
Segall”.
Pedro
Pessoa nasceu em 1986, em São Paulo, onde vive e trabalha.
Interessa-se pelas coisas da natureza e nunca parou de desenhar. De 2004 a
2008, frequenta o curso de design gráfico do Senac, onde desenvolve trabalhos
em ilustração, animação e quadrinhos. Passou a frequentar e a movimentar o
ateliê de gravura, onde encontra um ambiente de desenvolvimento pessoal e
artístico, e o professor Ernesto Bonato, que o incentiva na busca pelo desenho
de observação e pelo corte das goivas na madeira. Em 2007, passa a ser residente
no Atelier Piratininga, desenvolvendo com mais afinco uma obra gráfica em
xilogravura e gravura em metal. Estuda e trabalha nos ateliês do Museu Lasar
Segall e do Instituto Tomie Ohtake. É artista membro do Atelier Piratininga
desde 2011, onde coordena as atividades educativas e promove exposições,
oficinas, cursos e palestras.
Rafael
Kenji nasceu em São Paulo, em 1987, onde vive e trabalha.
Artista visual, é mestrando em Poéticas Visuais pela Escola de Comunicação e
Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e bacharel em Design pelo Centro
Universitário SENAC (2010). Desde 2010, dedica sua pesquisa artística
principalmente às linguagens do desenho e da gravura. Em sua obra está sempre
presente a observação do tempo, dos movimentos cíclicos, de vida, morte e
recomeço, e o interesse pela transformação da matéria. Em sua pesquisa recente,
“Corpos desenhados pela água”, esses elementos são permeados por aspectos da
história social e pela relação entre natureza e cultura. Realizou mostras no
Brasil e no exterior — Espanha, França, Itália, Peru, Argentina, China,
Bulgária e EUA.
Raphael
Giannini nasceu em São Paulo, onde vive e trabalha.
Formado em 2009 pelo Centro Universitário Belas Artes no curso de Artes
Visuais, onde teve aulas de gravura com Augusto Sampaio, Katia Salvany e Paulo
Penna. Concluiu uma pós-graduação em educação pela mesma instituição em 2010.
Desde então, dedica-se à arte-educação, atuando em diversas instituições
culturais. Em 2014, chega ao Atelier Piratininga, onde retoma a produção com
aulas de Ulysses Bôscolo e Julia Goeldi. Desenvolve pesquisa sobre gravuras de
pequeno formato, com matrizes cujo lado maior não ultrapassa 10 cm.
Ulysses
Bôscolo de Paula nasceu em 1977, em São Paulo, onde vive e
trabalha. Formou-se em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado
(FAAP). Mestre em Artes Visuais pela Escola de Comunicação e Artes da ECA/USP,
sob orientação do Prof. Dr. Luiz Claudio Mubarac. Atualmente desenvolve seu
projeto de doutorado na UNICAMP, sob orientação de Luise Weiss. Sua produção
abrange gravuras, pinturas, objetos, fotografias, vídeos, colagens, esculturas
e ilustrações de livros, com destaque para a ilustração de “Os Irmãos
Karamázov”, de Dostoiévski (Ed. 34, 2008). Recebeu prêmios de residência
artística na 15ª Biennale Internationale de la Gravure de Sarcelles e na Cité
Internationale des Arts, em Paris, pelo programa de intercâmbio da FAAP. Em
2017, foi indicado ao Prêmio PIPA e, em 2020, ao Programa Itaú Cultural.
Zizi
Baptista (Ana Elisa Dias Baptista) é artista visual e
gravadora, formada em Licenciatura Plena - FAAP e mestre em Peritagem e
Precificação de Obras de Arte pela Faculdade Santa Úrsula. Com trajetória de
mais de três décadas dedicadas às artes visuais, desenvolve um trabalho
reconhecido pela excelência técnica na gravura e pela pesquisa poética de sua
produção. Participou de importantes exposições individuais e coletivas no
Brasil e no exterior, com mostras em países como Estados Unidos, México,
Itália, Portugal, Alemanha, França e Holanda. Recebeu diversos prêmios em
salões de arte contemporânea e possui obras em acervos públicos e
institucionais, entre eles o Museu de Arte Contemporânea de Campinas, a Casa do
Olhar, a Prefeitura de Guarulhos e o HCor. Sua produção transita entre a
gravura, o desenho e projetos ligados às artes cênicas, consolidando uma
atuação marcada pelo diálogo entre técnica, memória e experimentação.
Serviço
Mostra
“Do museu ao ateliê, do ateliê ao museu: o que a gráfica pode imaginar?”
curadoria: Luiz
Armando Bagolin
artistas
visuais: Amália Barrio, Cláudio Caropreso, Comtrario
Pereira, Francisco Maringelli, Paulo Penna, PF Cozinha da Gravura (Tauany de
Freitas e Ana Luiza Perrella), Pedro Pessoa, Rafael Kenji, Raphael Giannini,
Ulysses Bôscolo e Zizi Baptista
período: 22
de julho a 19 de outubro de 2026
visitação: quarta
a segunda, das 11h às 19h
entrada: gratuita
e livre
Local: Museu
Lasar Segall
Rua Berta, 111, Vila Mariana, São Paulo/SP 04120-040
tel: (11)
2159 0400
email: info@mls.gov.br
site: www.mls.gov.br
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sociais
Museu Lasar Segall @museu_lasar_segall
Luiz Armando Bagolin @labagolin
Amália Barrio @amaliabarrio
Cláudio Caropreso @caropresoxilogravura
Comtraario Pereira @comtrario
Francisco Maringelli @franciscomaringelli
Paulo Penna @paulocpenna1970
PF Cozinha da Gravura (Tauany de Freitas e Ana Luiza Perrella) @pf.cozinhadagravura
Pedro Pessoa @pedro_pessoa1
Rafael Kenji @kenji.rafa
Raphael Giannini @raphael_com_ph_
Ulysses Bôscolo @ulyssesbo
Zizi Baptista @zizibaptista
Créditos: Erico | Marmiroli Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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