Museu Afro Brasil Emanoel Araujo promove encontro com Mariana Calle sobre graffiti, cidade e território *
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| Créditos: divulgação |
Artista visual e muralista participa de conversa mediada por Vera Nunes no dia 15 de agosto; atividade integra a Jornada do Patrimônio e acontece no espaço expositivo de "Ginga - A Celebração do Futebol na arte Afro-atlântica" que fica em cartaz até dia 30 de agosto
São Paulo, agosto de 2026 - O Museu Afro
Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e
Indústria Criativas do Estado de São Paulo, com gestão da Associação Museu Afro
Brasil – Organização Social de Cultura (AMAB), promove, no dia 15
de agosto, das 16h às 17h, o encontro “A cidade pelo olhar de Mariana
Calle – diálogos sobre Graffiti”, com a artista visual e muralista Mariana
Calle. A atividade acontece no espaço expositivo de “Ginga - A
Celebração do Futebol na arte Afro-atlântica”, no Parque Ibirapuera, com
mediação de Vera Nunes e classificação livre.
O encontro propõe uma conversa sobre a trajetória de
Mariana Calle como grafiteira e sua relação com a cidade de São Paulo,
entendida como suporte, plataforma e inspiração para a produção artística. A
partir dessa perspectiva, serão abordadas questões relacionadas ao território,
à presença feminina nas artes e às questões raciais que atravessam as práticas
de artistas que têm a rua como espaço primordial de criação.
A atividade integra duas frentes da programação
cultural do Museu: “Evento temático – Jornada do Patrimônio” e “Encontro
com Artista”.
Arte, memória e território
Aos 28 anos e radicada em São Paulo, Mariana
Calle é artista visual e muralista. Sua produção investiga as relações
entre memória, ancestralidade afro-brasileira, cotidiano periférico e
construção de identidades negras, articulando arte urbana, pintura mural e
narrativas visuais de caráter social e afetivo.
Seu trabalho dialoga com temas como pertencimento,
comunidade, religiosidades de matriz africana, cultura popular e resistência
cultural. Com atuação em espaços públicos, instituições culturais e projetos
comunitários, Mariana compreende a arte como instrumento de memória e
transformação e desenvolve trabalhos que relacionam legados ancestrais às
experiências negras no Brasil contemporâneo.
Essa relação entre cidade, território e identidade
também está presente em “Entre Territórios: Cartografia de um país em
jogo”, obra de Mariana Calle que integra a exposição “Ginga - A
Celebração do Futebol na arte Afro-atlantica””. Produzido em 2026 com tinta
acrílica e spray sobre parede, o trabalho desloca a narrativa do futebol dos
grandes estádios e ídolos esportivos para a rua, a favela e os corpos que constroem
cotidianamente outras representações do Brasil.
Na composição, uma mulher negra observa a comunidade
de uma perspectiva elevada e ocupa o eixo central da pintura. A rua e a
periferia aparecem como espaços de convivência, memória, pertencimento e produção
cultural. A obra propõe, assim, uma reflexão sobre quais sujeitos e territórios
participam da construção das imagens e narrativas sobre o país.
Ao trazer essas questões para uma conversa aberta
com o público, “A cidade pelo olhar de Mariana Calle” amplia o
debate sobre a arte urbana como forma de expressão e sobre a cidade como espaço
de produção de memória, identidade e representação.
Serviço
A cidade pelo olhar de Mariana
Calle – diálogos sobre Graffiti
Data: 15 de agosto de 2026
Horário: das 16h às 17h
Convidada: Mariana Calle
Mediação: Vera
Nunes
Local: Espaço expositivo de “Ginga” – Museu Afro Brasil Emanoel
Araujo
Endereço: Parque Ibirapuera – São Paulo (SP) | Portão 10.
Classificação: Livre
Sobre o Museu
Afro Brasil Emanoel Araujo
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo é uma instituição
da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São
Paulo, administrada pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de
Cultura. Inaugurado em 2004, a partir da coleção particular do seu fundador,
Emanoel Araujo (1940-2022), o museu é um espaço de história, memória e arte.
Localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, dentro do mais famoso parque de
São Paulo, o Parque Ibirapuera, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo conserva, em
cerca de 12 mil m², um acervo museológico com mais de 20 mil obras,
apresentando diversos aspectos dos universos culturais africanos e
afro-brasileiro e abordando temas como religiosidade, arte e história, a partir
das contribuições da população negra para a construção da sociedade brasileira
e da cultura nacional. O museu exibe parte deste acervo na exposição de longa
duração e realiza exposições temporárias.
Créditos: Marcela Lima | 4F Com
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa
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