Mostra "Mariana Rocha: Espaco profundo" apresenta pinturas recentes tomadas pela forca do cósmico n'A Gentil Carioca São Paulo *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Em sua primeira individual na
unidade paulista da galeria, artista amplia sua investigação sobre o corpo e o
universo marinho em direção ao cosmos
A Gentil Carioca São Paulo apresenta a individual
“Mariana Rocha: Espaço profundo”, a partir de 15 de agosto de 2026, às 11h, na
Travessa Dona Paula, 108, em Higienópolis. Primeira mostra da artista na
unidade paulista da galeria, a exposição reúne 13 pinturas inéditas,
realizadas em acrílica e pastel oleoso sobre tela, e conta com texto crítico do
professor, pesquisador e curador adjunto da 36a Bienal de São Paulo, André
Pitol.
Às 11h30, Mariana Rocha e André Pitol participam de uma conversa sobre a
exposição e a pesquisa da artista.
Em sua pesquisa, Mariana Rocha investiga questões relacionadas ao corpo, à
memória e ao feminino a partir de referências ao universo marinho. Nesta nova
exposição, porém, essa investigação se amplia em direção ao cosmos, um
assunto que já aparecia anteriormente de forma mais tímida e que agora ganha
maior presença, especialmente nos títulos das obras, como “Vapor d’água no
espaço profundo”, 2026, e “Penugem, penumbra II”, 2026.
Se antes o mar permeava a relação da artista com o corpo e com as águas, agora
essa dimensão se expande para outras paisagens e profundidades. Permanecem a
formação de corpos e paisagens imaginários, que partem do real para alcançar
o mistério. Corpo e cosmos aparecem como universos que se aproximam, enquanto
as superfícies das pinturas se dobram e se transformam, como em um origami.
Mariana investiga ainda a existência de um mar dentro do próprio corpo,
entendendo ambos como universos equiparáveis em suas composições e
profundidades abissais. Essa relação se estende à fauna marinha,
especialmente aos animais classificados como moluscos, que fazem parte do
repertório de imagens e referências da artista.
A aproximação entre corpo e cosmos também estabelece uma relação entre a
pintura e as tecnologias de visualização daquilo que não pode ser visto a olho
nu, seja no campo metafórico ou fisiológico. A opacidade interna dos corpos e a
complexidade dos processos que sustentam a vida fazem da pintura um espaço de
experimentação, no qual Mariana Rocha testa, improvisa e cria novas relações
possíveis entre corpos, paisagens e cosmos.
Para André Pitol, essa transformação pode ser entendida como uma mudança de
direção no trabalho da artista: “essa virada de pescoço para cima, de dentro
para o alto” evidencia a relação entre a matéria corporal e aquilo que rege os
corpos, ainda que permaneça intimamente ligado ao gesto, ao movimento e à
vontade.
Em 2026, Mariana Rocha foi selecionada para uma residência artística no El
Espacio 23/The 55 Project, em Miami, nos Estados Unidos, prevista para novembro
deste ano.
Sobre Mariana Rocha
Nasceu em Niterói/RJ, em 1988, onde vive e trabalha até hoje. Graduada em Artes
Visuais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2013) e possui Mestrado
em Artes Visuais pela mesma instituição (2021). Suas exposições individuais
incluem “Desde Sempre o Mar", em 2025, n’A Gentil Carioca e “Entrelaços”,
em 2016, na Sala José Cândido de Carvalho.
Participou também das exposições coletivas “You Must Change Your Life”, em
2026, na 16th Gwangju Biennale, na Coreia do Sul; “Concordar em Discordar”, em
2025, n’ A Gentil Carioca Rio de Janeiro e São Paulo; “Tromba d´água”, em 2025,
no Museu do Amanhã; “Pequenas Pinturas III”, em 2025m no Auroras, em São Paulo;
“Era uma vez: Visões do Céu e da Terra”, em 2024, na Pinacoteca do Estado de
São Paulo; “Geometria crepuscular”, em 2024, na Galeria A Gentil Carioca, no
Rio de Janeiro; “Espelhos d’água viva”, em 2024, no Solar dos Abacaxis, no Rio
de Janeiro; “Dos Brasis - Arte e pensamento negro”, em 2024, no SESC
Belenzinho, em São Paulo, e no SESC Quitandinha, em Petrópolis, no Rio de
Janeiro; “Por enquanto: os primeiros 40 anos”, em 2022, no Centro de Artes da
UFF, em Niterói, no Rio de Janeiro; “Ações inscritas, histórias reescritas”, em
2020, na Diáspora Galeria, em São Paulo; “Todo barulho que transborda do meu
silêncio”, em 2020, no Memorial Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro; “A seco”, em
2019, no Espaço de Intervenção Cultural Tipografia, no Rio de Janeiro; “Vivendo
sob o fogo”, em 2019, no Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio de Janeiro;
“Indícios”, em 2018, no Paço Imperial, no Rio de Janeiro;
2017-2018 | 24º Salão de Artes Plásticas de Praia Grande, em São Paulo;
“Latinas”, em 2016, no SESC Ramos, no Rio de Janeiro; 15º Salão de Arte de
Guarulhos, em 2016, em São Paulo e Mostra Bienal CAIXA de Novos Artistas, 2015-2016,
que passou por Curitiba, São Paulo, Brasília, Fortaleza, Recife, Salvador e Rio
de Janeiro.
Participou de duas residências artísticas, sendo elas El Espacio 23/The 55
Project, em 2026, em Miami, nos E.U.A. e no Instituto MECA, em 2024, em Niterói,
no Rio de Janeiro.
Recebeu o Prêmio Erika Ferreira de Criação e Desenvolvimento, em 2020 –
Vencedora Secretaria Municipal das Culturas de Niterói, no Rio de Janeiro;
Melhor pesquisa artística - III Encontro de Estudantes de Graduação em Artes do
Estado do Rio de Janeiro (PEGA), em 2019 – Vencedora, no Rio de Janeiro e
Menção honrosa na 23ª Semana de Iniciação Científica da Universidade do Estado
do Rio de Mariana Rocha Niterói (UERJ), em 2019, no Rio de Janeiro.
Suas obras integram as coleções da Pinacoteca do Estado de São Paulo e no
Instituto Inhotim, em Minas Gerais.
Serviço
“Mariana Rocha: Espaço profundo”
Texto crítico: André Pitol
Abertura: 15 de agosto de 2026 (sábado), 11h
Conversa: Mariana Rocha e André Pitol, às 11h30
Em cartaz: 17 de agosto a 24 de outubro de 2026
Visitação: Segunda a sexta, 10h às 19h e Sábado, 11h às 17h
Local: A Gentil Carioca São Paulo
Travessa Dona Paula, 108 – Higienópolis, São Paulo/SP - 01239-05
Créditos: Erico | Marmiroli Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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