Instituto Tomie Ohtake apresenta Sheila Hicks: O que que é isso? *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Mostra reúne cerca de 30 obras de mais de seis décadas de produção da artista norte-americana, referência internacional das práticas têxteis, além de uma instalação inédita concebida especialmente para a exposição.
Ministério da Cultura, Bradesco e Instituto
Tomie Ohtake apresentam Sheila Hicks
– O que que é isso?, exposição dedicada à artista
norte-americana Sheila Hicks (Nebraska, Estados Unidos,
1934), uma das principais referências internacionais na expansão das práticas
têxteis na arte contemporânea. Com curadoria de Ana Roman, Luis
Pérez-Oramas e Paulo Miyada, a mostra ocupa duas salas do
Instituto, entre 28 de agosto e 25 de outubro de 2026, reunindo um
amplo conjunto de obras produzidas ao longo de mais de seis décadas, entre
trabalhos históricos, obras recentes e uma instalação inédita concebida
especialmente para a exposição. Sheila Hicks – O que que é isso? acontece
paralelamente à exposição Contrarregra, dedicada à artista Tatiana Blass, cuja
produção parte da pintura e se expande para diferentes linguagens, investigando
as relações entre matéria, espaço, luz e tempo.
Desenvolvida em
estreito diálogo com Hicks, a mostra acompanha sua pesquisa sobre o fio como
matéria, estrutura e forma de pensamento, em uma prática que atravessa
fronteiras entre pintura, escultura, design e artes têxteis. São cerca de 30
obras produzidas nas últimas seis décadas, entre pequenas tecelagens, relevos,
esculturas e instalações de escala arquitetônica. O conjunto inclui ainda
fotografias realizadas pela artista e pelo fotógrafo chileno Sergio
Larrain durante viagens pela América Latina, no final dos
anos 1950, e um núcleo de têxteis andinos, referências fundamentais para a
formação e o desenvolvimento da prática da artista.
O título O que que é
isso? toma emprestada uma pergunta feita pelo então professor
Josef Albers à jovem estudante Sheila Hicks, durante sua formação na Yale
University, nos Estados Unidos. Ao encontrar a aluna experimentando um tear
improvisado, Albers perguntou: Was ist das, girl? (“O que que é isso, garota?”).
A indagação tornou-se ponto de partida para uma investigação que, desde então,
acompanha toda a trajetória da artista. Para além de nomear a exposição, a
pergunta sintetiza uma prática baseada na experimentação, na curiosidade pelos
modos de fazer e na recusa em submeter sua produção a definições rígidas.
Ao lado de trabalhos
de grandes dimensões, como The Soft Side of my Nature e a grande
instalação Aprentizaje
de la Victoria, a exposição apresenta também alguns exemplares
dos Minimes,
pequenas tecelagens que a artista vem realizando desde o início de sua
trajetória. Os primeiros surgiram de teares improvisados com chassis de pintura
e serviram como campo de experimentação com materiais, cores e técnicas
observadas em têxteis pré-incaicos. Os mesmos procedimentos de atenção à cor, à
textura, à densidade e à organização dos fios reaparecem nas obras monumentais,
nas quais a multiplicação de elementos transforma linhas individuais em volumes
que se relacionam diretamente com o corpo e a arquitetura.
Entre os trabalhos
apresentados estão também as Lianes, série desenvolvida por Hicks desde os anos
1960, formadas por longos cordões de fibras suspensos no espaço. As obras
assumem diferentes configurações de acordo com o local em que são instaladas.
Nelas, o fio deixa de estar submetido à trama para ganhar espessura, peso e
extensão, estabelecendo relações com a gravidade, a arquitetura e o
deslocamento do corpo pelo espaço.
A relação de Hicks
com as tradições têxteis das Américas aparece ainda em um conjunto de peças
andinas, cedidas temporariamente ao Museu de Arte de São Paulo Assis
Chateaubriand (MASP) por meio do Comodato MASP Landmann. O interesse da artista por
esses objetos começou durante sua formação em Yale e ganhou outra dimensão a
partir de 1957, quando percorreu países da América do Sul, visitando coleções
arqueológicas, sítios históricos e contextos nos quais práticas de tecelagem
permaneciam vivas. Produzidas em diferentes épocas e regiões dos Andes, as
peças evidenciam a diversidade de técnicas, materiais, escalas e funções que
Hicks encontrou nessa produção, e que se tornaria uma referência contínua em
sua pesquisa.
Simultaneamente à
exposição no Instituto Tomie Ohtake, a Nara Roesler
São Paulo apresenta, a partir de 29 de agosto, a
exposição Autobiografia
de um fio, com curadoria de Luis Pérez-Oramas,
diretor artístico da Nara Roesler. Foram selecionados mais de vinte trabalhos
recentes e inéditos de Sheila Hicks, produzidos desde 2017, que percorrem as
diferentes tipologias de sua produção. A relação entre Pérez-Oramas e Hicks se
iniciou quando o curador a convidou para participar da 30ª Bienal de São Paulo,
em 2012, primeira apresentação dos trabalhos da artista no Brasil. Juntas, as
duas mostras oferecem ao público dimensões distintas e complementares da obra
de Sheila Hicks, e serão acompanhadas por uma publicação
conjunta do Instituto Tomie Ohtake e da Nara Roesler
Books.
A exposição Sheila Hicks
– O que que é isso? é uma realização do Ministério da
Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e do
Instituto Tomie Ohtake. A mostra é apresentada pelo Bradesco e
conta com os apoios da BMA Advogados na cota Bronze e da Nara Roesler.
Serviço:
Sheila
Hicks – O que que é isso?
28 de agosto a 25 de
outubro de 2026
De terça a domingo,
das 11h às 19h [última entrada até 18h]
Entrada franca
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201
(Entrada pela Rua Coropé, 88) – Pinheiros – SP
Metrô mais próximo:
Estação Faria Lima/Linha 4 – Amarela
Telefone: 11 2245
1900
Site: institutotomieohtake.org.br
Facebook: facebook.com/inst.tomie.ohtake
Instagram: @institutotomieohtake
Youtube: https://www.youtube.com/@
Loja: www.lojatomie.org.br
Créditos: Martim Pelisson
| Instituto Tomie Ohtake
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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