Espetáculo inédito une obra de Piazzolla e Arthur Barbosa para criar Multiverso de Marias *
![]() |
| Foto meramente ilustrativa. |
Cantata cênica onde música, teatro e dança atravessam universos tem apenas duas apresentações, nos dias 22 e 23 de agosto. A contralto Angela Diel interpreta as duas protagonistas, ao lado de Raul Voges, ator, bailarino e coreógrafo, e de Iessa Medeiros, bailarina e atriz. Concepção é de Arthur Barbosa.
Existem personagens que permanecem vivas muito além
das obras que lhes deram origem. Elas atravessam o tempo, dialogam com
diferentes gerações e continuam a revelar novas interpretações sobre a condição
humana. Em Multiverso
de Marias, esse encontro torna-se realidade.
Concebido pelo maestro Arthur
Barbosa, o espetáculo estabelece um diálogo inédito entre duas
personagens fundamentais da criação musical latino-americana: Maria de
Buenos Aires, concebida por Astor Piazzolla e Horácio Ferrer, e
a Maria da
ópera contemporânea Operita Violoncello, composta por Arthur Barbosa,
com textos do libreto de Álvaro Santi e Florbela Espanca.
Separadas por décadas, por diferentes linguagens
musicais e por universos dramáticos aparentemente inconciliáveis, essas duas
mulheres encontram-se em cena para construir outra narrativa. Não se trata de
uma adaptação, tampouco de uma montagem das duas obras. Multiverso de
Marias cria uma dramaturgia própria, onde ambas coexistem,
confrontam-se, reconhecem-se e, finalmente, revelam que compartilham uma mesma
essência.
O espetáculo transforma o palco em um território de
passagem entre realidade e imaginação, memória e identidade, onde a música
deixa de ser apenas suporte dramático para tornar-se personagem ativa da
narrativa.
Construído como um concerto
cênico, o espetáculo reúne canto lírico, música de câmara,
teatro narrativo e dança contemporânea em uma linguagem que dissolve as
fronteiras tradicionais entre concerto, ópera e performance. Cada elemento
possui função dramatúrgica própria e participa da construção de uma experiência
artística integrada.
A contralto Angela Diel interpreta
as duas protagonistas, transitando entre universos emocionais distintos sem
abandonar a unidade dramática da obra. Sua atuação vocal e cênica revela duas
mulheres que, embora concebidas por compositores diferentes, compartilham
desejos, conflitos e possibilidades de transformação.
Ao seu lado, Raul Voges, ator,
bailarino e coreógrafo, interpreta as figuras narradoras que atravessam ambas
as histórias, funcionando como mediador entre os mundos criados por Piazzolla e
Barbosa. Sua presença não conduz apenas a narrativa; ela constrói pontes entre
tempos, espaços e símbolos.
A bailarina e atriz Iessa
Medeiros representa a dimensão invisível dessas
personagens. Sua dança traduz aquilo que escapa às palavras e à música:
memória, desejo, identidade, sonho e permanência. Sua presença física
estabelece uma camada poética que amplia o significado da obra e aproxima o
público do universo interior das protagonistas.
Musicalmente, o espetáculo apresenta uma elaboração
singular. Obras de Astor Piazzolla e Arthur
Barbosa são reorganizadas em uma arquitetura dramatúrgica
contínua, especialmente rearranjada pelo próprio compositor para uma formação
camerística composta por cordas, madeiras, metais e percussão.
O resultado não é uma sucessão de números musicais,
mas uma narrativa sonora única, em que tango, música de concerto contemporânea
e escrita operística dialogam com absoluta naturalidade.
A iluminação participa dessa construção dramatúrgica
como linguagem narrativa. Luzes quentes e frias, sombras, vazios e contrastes
desenham visualmente a existência simultânea dos dois universos, conduzindo o
olhar do espectador por um percurso sensorial que acompanha a evolução dramática
da obra.
Com aproximadamente sessenta minutos de duração, sem
intervalo e executado integralmente ao vivo, Multiverso de Marias propõe
uma experiência imersiva em que música, palavra, gesto e movimento se tornam
inseparáveis.
Ao reunir duas personagens femininas emblemáticas em
uma mesma criação artística, Arthur Barbosa realiza mais do que um encontro
entre repertórios. Constrói uma reflexão contemporânea sobre o feminino
latino-americano, revelando mulheres fortes, contraditórias, independentes e
profundamente humanas.
Nesse sentido, o espetáculo transcende a homenagem
às obras de origem para afirmar uma nova criação artística, capaz de dialogar
simultaneamente com a tradição operística, a música de concerto contemporânea e
as linguagens cênicas do século XXI.
Multiverso de Marias é,
acima de tudo, um espetáculo sobre encontros: entre compositor e intérprete;
entre tradição e contemporaneidade; entre música e teatro; entre realidade e
imaginação; entre duas mulheres que pertencem a mundos diferentes, mas que
compartilham a mesma voz.
MULTIVERSO
de MARIAS
Concepção, Direção Musical, Arranjos, Regência
- ARTHUR
BARBOSA
Solista, Contralto - ANGELA DIEL
Direção Artística, Coreografias, Ator, Bailarino
- RAUL
VOGES
Codireção Artística, Coreografias, Atriz, Bailarina
- IESSA
MEDEIROS
Músicos -
Violinos - GIOVANI DOS SANTOS e WESLEY
FERREIRA
Viola - JOÃO SENNA
Violoncelo - TÁCIO VIEIRA e RAFAEL COSTA
Contrabaixo - CARLOS TORRECILHAS
Oboé - ÉRICO MARQUES
Flauta - HENRIQUE AMADO
Trompete - JÉZER SILVA
Percussão - JORGE MATTE
Textos de: Horácio Ferrer, Álvaro Santi e
Florbela Espanca.
Projeto de Iluminação - NARA MAIA
Produção Executiva - EDISON NUNES
Assessoria de Imprensa - ADRIANE COSTA
SERVIÇO
MULTIVERSO
de MARIAS
Concerto
Cênico com música de Astor Piazzolla e Arthur Barbosa
Data: 22 e 23 de agosto de 2026 (sexta-feira e sábado)
Horário: 19h
Local: TEATRO OFICINA OLGA REVERBEL - Complexo Multipalco Eva Sopher
Endereço: Rua Riachuelo, 1089 - Centro Histórico - Porto Alegre – RS
Duração: 60 minutos (sem intervalo)
Classificação Indicativa: 16 anos
Ingressos: Theatro
São Pedro (ou) Inteira: R$
50,00 Meia-entrada: R$ 25,00
Link: https://theatrosaopedro.
Realização: CLUBE ARTE PARA TODOS
Sobre
o espetáculo
Multiverso de Marias é uma criação original do
compositor maestro Arthur Barbosa que reúne música de concerto, canto lírico,
teatro e dança em uma dramaturgia inédita inspirada nas personagens Maria de
Buenos Aires, de Astor Piazzolla, e Maria, da ópera Operita Violoncello. A obra
investiga a força simbólica do feminino latino-americano por meio de uma
linguagem cênica contemporânea, aproximando tradição e criação autoral.
Créditos: Adriane Costa
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

Comentários
Postar um comentário