"Espaços Guardados": Ballester dedica série inédita ao Complexo Cultural Brasiliana USP *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Exposição reúne fotografias inéditas produzidas pelo artista espanhol durante suas duas últimas viagens a São Paulo e homenageia o arquiteto Eduardo de Almeida
Agosto
de 2026 - A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin recebe,
a partir de 6 de agosto, a exposição José Manuel
Ballester: Espaços Guardados, com curadoria de Luiz Armando
Bagolin. Produzida durante duas viagens do artista espanhol a
São Paulo, em 2024, a mostra reúne um conjunto inédito de fotografias do Complexo
Cultural Brasiliana USP e presta homenagem póstuma ao
arquiteto Eduardo de Almeida, um dos autores do projeto. Realizadas sem a
presença humana, as imagens deslocam o olhar para uma arquitetura que
normalmente ocupa o pano de fundo da experiência do visitante e fazem dela o
tema central da série.
Formado em arquitetura, Ballester desenvolve há décadas uma
pesquisa sobre as relações entre imagem, espaço e ausência. Reconhecido
internacionalmente pela série Espacios Ocultos, na qual remove digitalmente as figuras
humanas de obras célebres da história da arte para revelar os ambientes que
sustentam suas narrativas, o artista transfere esse interesse para o Complexo
Cultural Brasiliana USP. Em vez de intervir sobre imagens existentes, percorre
a Biblioteca Brasiliana e o Instituto de Estudos Brasileiros vazios,
registrando a presença silenciosa de seus espaços.
As fotografias destacam o concreto aparente, os grandes vãos, a
luz filtrada pelos brises, as escadas e a torre envidraçada que abriga a
coleção da biblioteca. Sem a circulação cotidiana de pessoas, elementos
habitualmente percebidos como suporte ganham autonomia visual e revelam
aspectos pouco observados do conjunto arquitetônico.
Realizadas durante as passagens de Ballester por São Paulo, as
obras apresentam o Complexo Cultural Brasiliana USP a partir de uma perspectiva
pouco usual. Mais do que documentar um edifício, o artista convida o público a
observar aquilo que sustenta e acolhe um dos mais importantes acervos dedicados
à cultura brasileira. Em vez de dirigir o olhar para o patrimônio preservado
pela Biblioteca Brasiliana e pelo Instituto de Estudos Brasileiros, a série
volta a atenção para os espaços que tornam possível sua existência.
O título da exposição faz referência à vocação dessas
instituições para a guarda e a preservação de livros, documentos e pesquisas.
Ao eleger ambientes vazios como tema de suas imagens, Ballester transforma
esses espaços, tradicionalmente associados aos acervos, em objeto de
contemplação.
A montagem reforça o diálogo entre fotografia e arquitetura. Parte das obras será instalada nos mesmos ambientes retratados pelo artista, criando uma relação direta entre imagem e espaço expositivo. Em alguns casos, a fotografia ocupará a própria superfície que registra, aproximando representação e realidade e ampliando a experiência proposta pela mostra.
Sobre o curador
Luiz Armando Bagolin é livre-docente em História da Arte
Brasileira e doutor em filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas da Universidade de São Paulo. No Programa de Pós-Graduação do Instituto
de Estudos Brasileiros (IEB/USP), coordena pesquisas sobre teorias da arte, da
Renascença à produção brasileira. Foi diretor da Biblioteca Mário de Andrade e
curador de diversas exposições e do Prêmio Jabuti. Suas publicações, que
articulam arte, linguagem, retórica e filosofia, consolidam-no como um dos estudiosos
mais relevantes do campo no país.
Serviço
José Manuel Ballester: Espaços Guardados
Curadoria: Luiz Armando
Bagolin
Endereço: Rua da
Biblioteca, 21 – Cidade Universitária, São Paulo - SP
Abertura: 6 de agosto
Período expositivo: 6 de agosto a 25 de setembro
Horário:segunda-feira a
sexta-feira, das 8h30 às 20h30 | Sábado das 9:00 as 13:00
Domingos e feriados, fechado
Entrada gratuita
Classificação: livre
Acesso para pessoas com mobilidade reduzida
Créditos: Edgard França |
Cor Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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