Dia Mundial da Fotografia: o olhar de Joel Sartore sobre os animais do Zoo de São Paulo *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Fotógrafo da National Geographic esteve na instituição no último ano para registrar espécies ameaçadas de extinção que estão sob os cuidados da instituição
Há duas décadas, o fotógrafo americano
conservacionista Joel Sartore, da National Geographic, percorre zoológicos,
aquários e centros de pesquisa em diferentes países para dar visibilidade à
fauna em risco. A iniciativa deu origem ao Photo Ark, projeto que busca
documentar a diversidade animal e sensibilizar o público para a proteção da
biodiversidade.
Ao longo deste trabalho, Sartore já fotografou cerca de 18 mil
espécies em mais de 64 mil imagens. Como resultado, recebeu, em 2018, o título
de National Geographic Explorer of the Year. Também foi condecorado com a
Rungius Medal, em 2017, pelo National Museum of Wildlife Art, nos Estados
Unidos.
Em 2025, o fotógrafo passou pelo Zoológico de São Paulo, onde
retratou animais ameaçados que participam de projetos de reprodução e
conservação. As imagens agora integram o acervo do Photo Ark. No Dia
Mundial da Fotografia, celebrado nesta quarta-feira (19), o Zoo apresenta
alguns dos retratos feitos durante sua visita.
macaco-prego-galego
De pelagem dourada, o macaco-prego-galego (*Sapajus flavius*) é
um primata arborícola encontrado em áreas de floresta. A espécie se destaca
pela agilidade e pela capacidade de utilizar as mãos para manipular alimentos e
objetos, características associadas à sua inteligência e comportamento
exploratório. Classificado como Em Perigo pela União Internacional para a
Conservação da Natureza (IUCN).
macaco-aranha-da-testa-branca
O macaco-aranha-da-testa-branca (*Ateles marginatus*) se destaca
pelos membros longos e pela cauda preênsil, estruturas que permitem ao animal
se deslocar com agilidade pelas copas das árvores e inspiram o nome da espécie,
por se assemelharem a uma aranha. Classificado como Em Perigo pela União
Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
macaco-caiarara
Um dos primatas mais raros do mundo, o macaco-caiarara (*Cebus
kaapori*) apresenta hábitos diurnos e vive em grupos sociais, nos quais os
indivíduos estabelecem relações e desempenham diferentes papéis. Classificado
como Criticamente Ameaçado pela União Internacional para a Conservação da
Natureza (IUCN).
rã-arborícola-de-cabeça-larga-
A rã-arborícola-de-cabeça-larga-
perereca-castanhola
De hábitos predominantemente noturnos, a perereca-castanhola
(*Itapotihyla langsdorffii*) é uma espécie de anfíbio adaptada a ambientes de
vegetação, onde utiliza galhos e folhas como abrigo. Sua alimentação é composta
principalmente por pequenos invertebrados, como insetos. Classificada como
Pouco Preocupante pela União Internacional para a Conservação da Natureza
(IUCN).
perereca-das-folhagens
A perereca-das-folhagens (*Phyllomedusa distincta*) possui corpo
e coloração que favorecem a camuflagem entre folhas e galhos, uma estratégia
importante tanto para evitar predadores quanto para se aproximar de suas
presas. Classificada como Pouco Preocupante pela União Internacional para a
Conservação da Natureza (IUCN).
perereca-de-capacete
A perereca-de-capacete (*Nyctimantis brunoi*) é uma espécie de
anfíbio que se caracteriza pelo formato robusto da cabeça. De hábitos
predominantemente noturnos, sua reprodução está associada a ambientes úmidos,
onde ocorre o desenvolvimento dos girinos. Classificada como Pouco Preocupante
pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
jiboia-arco-íris
A jiboia-arco-íris (*Epicrates assisi*) é uma serpente conhecida
pelo brilho iridescente de suas escamas, que pode produzir diferentes tonalidades
quando seu corpo é iluminado. Essa característica está relacionada à estrutura
microscópica das escamas e dá origem ao nome popular da espécie. Classificada
como Pouco Preocupante pela União Internacional para a Conservação da Natureza
(IUCN).
cobra-cipó-verde
De corpo delgado e alongado, a cobra-cipó-verde (*Philodryas
olfersii*) possui coloração verde que contribui para a camuflagem em meio à
vegetação, tornando-a pouco perceptível no ambiente. De hábitos
predominantemente diurnos, alimenta-se de pequenos vertebrados, como lagartos,
anfíbios e aves. Classificada como Pouco Preocupante pela União Internacional
para a Conservação da Natureza (IUCN).
ararinha-azul
Símbolo da conservação da fauna brasileira, a ararinha-azul
(*Cyanopsitta spixii*) é uma das aves mais emblemáticas do país. Nativa da
Caatinga, a espécie foi considerada extinta na natureza no início dos anos
2000, em consequência principalmente da perda de habitat e da captura ilegal
para o tráfico de animais silvestres. Atualmente, o Zoo São Paulo integra o
programa de conservação que busca recuperar a população e possibilitar seu
retorno à natureza, mantendo 27 indivíduos em seu Centro de Conservação.
Classificada como Extinta na Natureza pela União Internacional para a
Conservação da Natureza (IUCN).
gavião-pombo
O gavião-pombo (*Pseudastur polionotus*) é uma ave de rapina que
se destaca pelo corpo robusto, pelas asas largas e pela capacidade de realizar
voos ágeis entre a vegetação. Apesar do nome popular, não se trata de um pombo,
mas de uma espécie pertencente à família dos gaviões e águias. De hábitos
predominantemente diurnos, alimenta-se de pequenos vertebrados e outros
animais, desempenhando importante papel no equilíbrio dos ecossistemas ao atuar
como predador. Classificado como Preocupante pela União Internacional para a
Conservação da Natureza (IUCN).
bicho-pau
Com corpo alongado e aparência semelhante a galhos e folhas, o
bicho-pau (*Cladomorphus phyllinus*) é um inseto conhecido por sua
extraordinária capacidade de camuflagem. Essa característica permite que passe
despercebido entre a vegetação, uma importante estratégia de defesa contra
predadores. Durante o dia, costuma permanecer imóvel entre os galhos,
reforçando a semelhança com a vegetação ao redor. Classificado como Não
Avaliado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
caracol-da-mata-atlântica
Encontrado em ambientes úmidos e florestais, o caracol-da-Mata
Atlântica (*Megalobulimus paranaguensis*) é um molusco terrestre que apresenta
importante relação com a dinâmica dos ecossistemas. Seu corpo é protegido por
uma concha, que funciona como abrigo e auxilia na proteção contra a perda de
água e outros fatores ambientais. De deslocamento lento, utiliza o muco
produzido pelo próprio corpo para facilitar a movimentação sobre diferentes
superfícies. Classificado como Não Avaliado pela União Internacional para a
Conservação da Natureza (IUCN).
saíra-lagarta
A saíra-lagarta (*Tangara desmaresti*) é uma ave com plumagem de
cores vivas em amarelo, verde e azul. Sua dieta é composta principalmente por
frutos, sementes e pequenos invertebrados, incluindo lagartas, que ajudam a
explicar seu nome popular. Classificada como Pouco Preocupante pela União
Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
araponga
Conhecida pelo canto metálico e estridente, a araponga
(*Procnias nudicollis*) é uma ave típica brasileira. O som produzido pelo
macho, que pode ser ouvido a grandes distâncias, é uma das características mais
marcantes da espécie. Classificada como Em Perigo pela União Internacional para
a Conservação da Natureza (IUCN).
pássaro-preto-soldado
O pássaro-preto-soldado (*Pseudoleistes guirahuro*) é uma ave de
porte médio, conhecida pela plumagem predominantemente escura no dorso e
amarela na barriga. Pode ser observado em áreas de mata da Argentina ao sul de
Mato Grosso do Sul e Goiás, além de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito
Federal. Classificado como Pouco Preocupante pela União Internacional para a
Conservação da Natureza (IUCN).
seriema-de-perna-preta
A seriema-de-perna-preta (*Chunga burmeisteri*) é uma ave
terrestre de grande porte, reconhecida pelas pernas longas, pelo pescoço
alongado e pelo bico forte e curvo. Apesar de ser capaz de voar, passa grande
parte do tempo no solo, onde se desloca com rapidez em busca de alimento.
Classificada como Pouco Preocupante pela União Internacional para a Conservação
da Natureza (IUCN).
aranha-caranguejeira
Grandes e peludas, as aranhas-caranguejeiras (*Theraphosidae
sp.*) desempenham importante papel nos ecossistemas. Apesar do tamanho,
apresentam comportamento discreto e evitam o contato com seres humanos. De
hábitos predominantemente terrestres e noturnos, as caranguejeiras são
predadoras e alimentam-se principalmente de insetos e outros pequenos animais.
Classificadas como Não Avaliadas pela União Internacional para a Conservação da
Natureza (IUCN).
Créditos: Vivian |
Imprensa - Zoológico
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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