Dia Internacional dos Povos Indígenas: seis álbuns revelam a diversidade da música dos povos originários brasileiros *
![]() |
| Foto meramente ilustrativa. |
Seleção da Nikita Music reúne trabalhos de diferentes povos e territórios e destaca cantos tradicionais, línguas indígenas, ancestralidade e novas sonoridades
São
Paulo, agosto de 2026 - Em celebração ao Dia Internacional dos Povos
Indígenas, celebrado em 9 de agosto, a Nikita Music apresenta
uma seleção de seis álbuns que ajudam a revelar a diversidade cultural e
musical dos povos originários brasileiros. Disponíveis nas plataformas digitais,
os trabalhos reúnem artistas e coletivos de diferentes povos e territórios, com
repertórios que passam por cantos tradicionais, idiomas indígenas,
espiritualidade, relação com a natureza, memória e protagonismo feminino. A
seleção inclui Cantos Yawanawá, do Coletivo da Aldeia Nova
Esperança; Aîbaibu
Kayawai – Mulheres que Curam, de Siriani Txana Huni Kuin; Kiribasáwa
Yúri Yí-Itá (A Força Que Vem Das Águas), das Suraras do
Tapajós; Encantos
da Floresta, de Metsapa Huni Kuin; Awa Fena, de AwaPay
& Pekuruny; e Cantigas de Roda Ancestrais, dos Marujinhos Pataxó.
Para Felippe Llerena, diretor-executivo da Nikita Music,
a circulação desses repertórios no ambiente digital amplia as possibilidades de
acesso a manifestações culturais que carregam conhecimentos e memórias
transmitidos entre gerações. “A música indígena brasileira tem uma riqueza que
se manifesta de diferentes formas, seja nos cantos tradicionais, nas línguas,
nos rituais ou nas novas criações que dialogam com a produção contemporânea.
Reunir esses trabalhos em uma seleção é também uma forma de apresentar essa
diversidade ao público e contribuir para que essas vozes encontrem novos
espaços de escuta”, afirma.
A dimensão dessa diversidade é evidenciada pelos
dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O Censo Demográfico 2022, cujos resultados sobre etnias e línguas indígenas
foram divulgados em 2025 e atualizados em 2026, identificou 391 etnias, povos
ou grupos indígenas no Brasil e 295 línguas indígenas faladas ou utilizadas nos
domicílios. O levantamento registrou ainda 1.694.836 pessoas indígenas no país,
sendo que 51,2% viviam na Amazônia Legal. Os números ajudam a dimensionar a
variedade de culturas, territórios e formas de expressão que compõem a
população indígena brasileira e que também se refletem em sua produção musical.
Entre os trabalhos selecionados, Cantos
Yawanawá, gravado por integrantes do povo Yawanawá, reúne cantos
tradicionais transmitidos entre gerações e relacionados a rituais, celebrações
e momentos de fortalecimento da identidade cultural. Já Aîbaibu
Kayawai – Mulheres que Curam, interpretado pela cantora e liderança
indígena Siriani Txana Huni Kuin, evidencia o protagonismo feminino na
preservação de saberes ancestrais, com canções que abordam a força das
mulheres, os conhecimentos tradicionais de cura e a espiritualidade Huni Kuin,
em repertório cantado em língua indígena e português.
A relação entre música, território e preservação
ambiental aparece em Kiribasáwa Yúri Yí-Itá (A Força Que Vem Das Águas),
primeiro álbum do coletivo feminino Suraras do Tapajós, formado por mulheres
indígenas da região do Baixo Tapajós. O trabalho combina cantos tradicionais,
instrumentos ancestrais e sonoridades contemporâneas para abordar a proteção
das águas, a preservação ambiental, a ancestralidade e o empoderamento
feminino. Em Encantos
da Floresta, Metsapa Huni Kuin parte da relação espiritual entre o
povo Huni Kuin e a floresta para apresentar cantos tradicionais ligados à
natureza, aos ensinamentos dos ancestrais e aos conhecimentos transmitidos
pelas lideranças indígenas.
A seleção também contempla produções que aproximam
tradição e contemporaneidade. Resultado da parceria entre os artistas indígenas
AwaPay e Pekuruny, Awa Fena apresenta composições que dialogam com
as tradições do povo indígena ao mesmo tempo em que incorporam elementos
contemporâneos de produção musical. Já Cantigas de Roda Ancestrais, dos Marujinhos Pataxó,
resgata cantigas utilizadas em atividades coletivas, brincadeiras e celebrações
comunitárias, reforçando o papel da oralidade e da música na transmissão da
memória cultural às novas gerações.
A diversidade linguística registrada pelo IBGE
também ajuda a dimensionar a importância da preservação e da circulação desses
repertórios. Segundo o Censo 2022, o número de línguas indígenas identificadas
passou de 274, em 2010, para 295 em 2022, considerando pessoas indígenas com
dois anos ou mais. O levantamento registrou 474.856 falantes de línguas
indígenas nessa faixa etária e mostrou que, entre as pessoas indígenas de cinco
anos ou mais, o número de falantes de línguas indígenas dentro das Terras
Indígenas passou de 293.853, em 2010, para 433.980, em 2022. Para o IBGE, os
dados oferecem um retrato da diversidade étnica e linguística dos povos
indígenas residentes no país.
Nesse contexto, a presença de artistas e repertórios
indígenas nas plataformas digitais cria novas possibilidades de circulação para
produções que preservam cantos, idiomas, narrativas e conhecimentos
tradicionais. “Quando essas produções chegam às plataformas digitais, elas
passam a fazer parte de um espaço de circulação que pode aproximar diferentes
públicos dessas histórias, línguas e formas de compreender o mundo. Nosso
trabalho é ajudar a ampliar esse acesso sem perder de vista a identidade e a
origem de cada manifestação”, destaca Felippe Llerena.
Mais do que registros fonográficos, os seis álbuns
evidenciam como a música indígena está ligada à memória coletiva, à
espiritualidade, aos rituais, à relação com a natureza e à transmissão de
conhecimentos entre gerações. Ao reunir produções de diferentes povos e
territórios, a seleção da Nikita Music chama atenção para a pluralidade
das culturas indígenas brasileiras e para a importância de ampliar a
visibilidade de seus artistas e suas obras em novos espaços de escuta.
Ouça
os álbuns selecionados:
Sobre
a Nikita Music
A Nikita Music Digital é uma empresa brasileira
especializada em distribuição digital de música e monetização. Seu fundador,
Felippe Llerena, é um profissional pioneiro no mercado da música independente e
distribuição digital no Brasil. A empresa oferece serviços de distribuição de
música digital para gravadoras, produtoras, empresários e artistas
independentes, possibilitando a presença em centenas de plataformas de
streaming ao redor do mundo. Além disso, a Nikita Music Digital oferece suporte
no pitching para inclusão em playlists e promoção no lançamento de novas
músicas. Para mais informações, acesse: https://www.nikita.
Créditos: Gabriel Moreira
| Mention Net
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

Comentários
Postar um comentário