Ave Lola estreia Lucrécia, espetáculo que propõe uma travessia poética sobre memória, identidade e finitude *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Resultado de dois anos de pesquisa, nova montagem leva ao palco, pela primeira vez, uma protagonista interpretada por uma marionete híbrida.
A Ave Lola estreia no dia 19 de agosto,
em Curitiba, Lucrécia
- espetáculo inédito que marca um novo capítulo da pesquisa
artística da companhia. A montagem acompanha uma mulher que, momentos antes de
ser levada para um lar de idosos, refugia-se em seu guarda-roupa e embarca em
uma travessia entre memórias, delírios e imaginação.
A história começa quando a assistência social chega
à casa de Lucrécia para cumprir uma determinação judicial que a levará para um
lar de idosos. Diante da possibilidade de deixar sua casa, ela decide
esconder-se dentro do guarda-roupa. É nesse espaço íntimo e simbólico que a
personagem revisita lembranças, reencontra afetos de sua própria história e
mergulha em um universo onde objetos ganham vida e realidade e ficção passam a
coexistir.
Com poucos diálogos e uma narrativa conduzida
sobretudo por imagens, movimento e música executada ao vivo, Lucrécia convida
o público a refletir sobre o envelhecimento, a finitude, a autonomia, a
permanência da identidade e o significado da casa como espaço onde o universo
simbólico de uma vida ganha materialidade.
Uma
linguagem construída para contar essa história
Interpretada por uma marionete híbrida - que integra
o boneco ao corpo da atriz Helena Tezza -, Lucrécia ganha uma presença
cênica que amplia as possibilidades narrativas do espetáculo. Enquanto Helena
dá vida à protagonista, Wenry Bueno interpreta os diferentes personagens que
atravessam suas memórias. A montagem combina atuação, movimento e música
executada ao vivo pelos músicos da trupe Arthur Jaime e Breno Monte Serrat.
Mais do que acompanhar a ação, a trilha constrói uma dramaturgia sonora e
amplia a experiência poética da narrativa.
"A marionete
consegue fazer coisas que um corpo humano não faz. Ela voa, ganha amplitude e
desaparece se quiser. Essa liberdade amplia a experiência poética do espetáculo
e nos permite entrar no universo interior de Lucrécia",
explica a diretora e dramaturga Ana Rosa Genari Tezza.
Uma
pesquisa que amadurece
A linguagem das marionetes acompanha a trajetória da
Ave Lola desde sua fundação e já esteve presente em espetáculos como Sozinho com
Romeu e Julieta e Cão Vadio. Em Lucrécia, porém, ela assume pela primeira vez o
protagonismo da narrativa, resultado de um processo de pesquisa desenvolvido ao
longo de dois anos.
Parte desse processo aconteceu durante residências
artísticas na Bélgica, com as marionetistas Tita Iacobelli e Natacha Belova, e
em Curitiba, com o chileno Jaime Lorca, referências internacionais na linguagem
do teatro de animação. O intercâmbio aprofundou uma investigação que já vinha
sendo desenvolvida continuamente pela companhia.
O
que permanece de uma vida?
Mais do que falar sobre envelhecimento, Lucrécia propõe
uma reflexão sobre memória, identidade e pertencimento. Ao acompanhar a
travessia da personagem, o espetáculo convida o público a olhar para aquilo que
constitui uma vida: os rituais cotidianos, os afetos, as escolhas, os objetos
que guardamos e a casa como o lugar onde nossa história se constrói.
"Lucrécia fala
sobre o momento em que uma vida começa a se transformar em memória. Escolhemos
olhar para aquilo que nos torna únicos: a casa onde vivemos, os rituais que
construímos, os objetos que escolhemos guardar, as pessoas que amamos. Quando tudo
isso nos é retirado, o que permanece da nossa identidade?", reflete
Ana Rosa.
Sobre
a Ave Lola
Fundada em Curitiba em 2010, a Ave Lola é uma
companhia de teatro dedicada à pesquisa de linguagem, à criação autoral e ao
trabalho continuado em trupe. Em 15 anos de trajetória, conquistou 35 prêmios,
entre eles Shell e Gralha Azul, e levou seus espetáculos a diferentes cidades
do Brasil e do exterior. Em 2026, vive um momento de especial reconhecimento,
após temporadas no Rio de Janeiro e no Sesc São Paulo e duas indicações ao 37º
Prêmio Shell por Sonho de uma Noite de Verão: Ana Rosa Tezza, em
Direção, e Ana Rosa Tezza e Helena Tezza, em Figurino.
Apoios
e patrocínios
A montagem e temporada do espetáculo Lucrécia são
uma realização do Ministério da Cultura e da Ave Lola, por meio da Lei Federal
de Incentivo à Cultura. O projeto tem como instituição beneficiada o Hospital
Pequeno Príncipe e conta com o patrocínio de DHL Global Forwarding, BrasPine,
Cimento Itambé, Detronic, PASA, Reivax, Postos Pelanda, Palmasola, Master
Cargas Brasil, Worker, Greca Asfaltos, Frameport, LEW LARA/TBWA, Grupo Mig,
Grupo Incopostes, Grupo Bagattoli, Stampa Food, Artely Móveis, Dr. Lava Tudo,
Sol Vinil Distribuidora, Fanem, Stang Distribuidora e LFC Inox.
Direção: Ana Rosa Genari Tezza
Dramaturgia: Ana Rosa Genari Tezza e equipe criativa
Assistência de direção: Cesar Matheus
Elenco: Helena Tezza e Wenry Bueno
Direção musical e músicos: Arthur Jaime e Breno Monte Serrat
Criação e construção de bonecos: Eduardo Santos
Cenário: Daniel Pinha
Figurino: Eduardo Giacomini
Iluminação: Beto Bruel e Rodrigo Ziolkowski
Preparação corporal e coreografia: Ane Adade
Fotografias: André Tezza
Direção executiva: Entre Mundos Produções Artísticas
Direção de produção: Dara van Doorn, Elza Forte da Silva Carneiro e Laura Tezza
Créditos: Viviane Granato | Literal Link
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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