Vânia Mignone celebra três décadas de parceria com a Casa Triângulo *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Julho
de 2026 - A partir de 8 de agosto, a Casa
Triângulo apresenta Sem Palavras,
individual de Vânia Mignone. A mostra celebra os 30 anos de
parceria entre a artista e a galeria, reunindo um conjunto de 17 pinturas
inéditas em pequenos, médios e grandes formatos. O conjunto evidencia a
continuidade de uma produção que, ao longo de mais de três décadas, consolidou
um dos vocabulários visuais mais singulares da pintura brasileira
contemporânea.
Vânia Mignone constrói imagens que parecem surgir de um lugar ao
mesmo tempo íntimo e impessoal, como se viessem de uma memória que não pertence
inteiramente a ninguém e, justamente por isso, pudesse pertencer a todos. Em
sua obra, o mundo é feito de fragmentos: árvores, estradas, pássaros, figuras
humanas, postes, torres, horizontes e palavras. Nada se oferece como narrativa
fechada. Cada pintura é um foco de tensão, onde o banal, o onírico,
o afetivo e o inquietante coexistem com uma naturalidade
perturbadora.
Há algo de singular na maneira como Mignone transforma a
pintura em acontecimento psíquico. Suas cenas têm a nitidez de um flagrante e,
ao mesmo tempo, a instabilidade de uma lembrança em formação. São imagens que
parecem arrancadas do fluxo da vida, mas que, ao serem pintadas, deixam
de registrar o mundo para revelar sua zona mais ambígua: aquela em que o
familiar se torna estranho, em que a ternura convive com a ameaça, em que o
humor e o desconforto ocupam o mesmo espaço. Sua obra não descreve o real; ela
o desloca, abrindo fendas por onde escapam desejo, medo, vertigem, silêncio e
vigília.
As palavras não funcionam como legenda, mas como matéria
emocional da imagem: “NOITE”, “SOLIDÃO”, “UM PERIGO SEMPRE”, “NA CURVA DA
ESTRADA”, “PAÍS DO FUTURO”, “O ABISMO”, “ESPERAMOS”, “NUVEM” e
“ACONTECIMENTOS”. Elas não explicam o que vemos; elas alteram o modo como
vemos. Ao mesmo tempo, árvores, estradas, pássaros, torres e figuras humanas
aparecem como emblemas de estados interiores, quase como se cada elemento — fosse
— depurado até se tornar signo de uma experiência mental ou afetiva. Há nessa
operação uma rara precisão: Vânia não ilustra sentimentos, inventa para
eles uma forma.
Também é muito forte o modo como esses trabalhos afirmam sua
presença. O uso do MDF e da colagem faz com que cada pintura possua uma
materialidade muito própria, reforçando a sensação de que estamos diante de
imagens densas, compactas, quase encapsuladas, como se cada uma guardasse um
pequeno teatro interior. Vê-las é menos decifrá-las do que entrar em sua
atmosfera. E talvez seja justamente aí que esteja a força da obra de Vânia
Mignone: na capacidade de fazer da pintura um lugar onde o visível nunca se
esgota no que mostra, porque está sempre vibrando com aquilo que mal consegue
dizer.
Sobre a artista
Vânia Mignone (1967,
Campinas, Brasil) vive e trabalha em Campinas. É Bacharel em Publicidade e
Propaganda pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas e Bacharel em
Educação Artística pela UNICAMP, Campinas, Brasil.
Entre suas exposições individuais destacam-se: A Esperança
Equilibrista, curadoria de Lilia Schwarcz, Casa Triângulo, São
Paulo, Brasil (2024); Vânia Mignone: De tudo se faz canção, curadoria de
Priscyla Gomes, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo e Palácio das Artes, Belo
Horizonte, Brasil (2023); Ecos, Museu de Artes Visuais da UNICAMP, Campinas
(2019); Eu
poderia ficar quieta mas não vou, curadoria de Danillo Villa, SESC
Presidente Prudente, Presidente Prudente (2017); Casa Daros, curadoria de
Hans-Michael Herzog, Rio de Janeiro; Cenários, curadoria de Ana Magalhães, Museu de Arte
Contemporânea da USP, São Paulo (2014).
Participou de diversas exposições coletivas como: Un acto de ver que se despliega: Colección Susana y Ricardo Steinbruch, curadoria de Manuel Borja-Villel e Beatriz Martínez Hijago, Museo Reina Sofía, Madrid; Novas Aquisiçõesa , curadoria de Valéria Piccoli, Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo (2022); Por um sopro de fúria e esperança – Uma declaração de emergência climática, curadoria de Galciani Neves e Natalie Unterstell, Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia, São Paulo; Crônicas Cariocas para Adiar o Fim do Mundo, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro; Língua Solta, curadoria de Moacir dos Anjos, Museu da Língua Portuguesa, São Paulo; 1981/2021: Arte Contemporânea Brasileira na Coleção Andrea e José Olympio Pereira, curadoria de Raphael Fonseca, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, Brasil, (2021); Dia, noite, noite Coleção Andrea e José Olympio Pereira, curadoria de Júlia Rebouças, São Paulo, Brasil (2020); Itinerâncias da 33ª Bienal de São Paulo - Afinidades Afetivas, curadoria de Gabriel Pérez-Barreiro, Campinas, Brasília, Porto Alegre e Vitória, Brasil (2019); Inequívoco, Fundación Canaria para el Desarrollo de la Pintura, Las Palmas de Gran Canaria (2019); Mulheres na Coleção do MAR, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro; Mínimo, Múltiplo, Comum, curadoria de José Augusto Ribeiro, Pinacoteca, São Paulo; 33ª Bienal de São Paulo - Afinidades Afetivas, curadoria de Gabriel Pérez-Barreiro, Fundação Bienal, São Paulo (2018); Modos de Ver o Brasil: Itaú Cultural 30 anos, curadoria de Paulo Herkenhoff, Thais Rivitti e Leno Veras, Oca, São Paulo (2017). As obras da artista estão presentes em coleções como: The UBS Art Collection; Instituto Inhotim, Brumadinho; Museu de Arte Contemporânea da USP; Museu de Arte Moderna de São Paulo; Museu Afro Brasil; Pinacoteca do Estado de São Paulo; Coleção Gilberto Chateaubriand - Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Banco Itaú; Museu de Arte Brasileira da FAAP; Fundación Canaria para el Desarollo de la Pintura, Instituto Inhotim, entre outras.
Sobre a Casa Triângulo
A Casa Triângulo, fundada em 1988, por Ricardo Trevisan,
consolidou-se como uma das mais importantes galerias de arte contemporânea do
Brasil.
O programa da galeria é reconhecido por apresentar mostras
antológicas de seus artistas estabelecidos, além de revelar e consolidar a
carreira de vários artistas jovens e/ou emergentes. Constantemente os apoiamos
em apresentar exposições de escala institucional, reafirmando a galeria como um
local livre e experimental, conquistando uma posição notória na cena artística
internacional.
Em março de 2016, a Casa Triângulo inaugurou uma nova sede nos
Jardins, em São Paulo. O edifício da galeria, com aproximadamente 500 m2,
projetado pelo Metro Arquitetos Associados, tem forte presença urbana. O salão
principal se estende para o exterior da galeria em direção à calçada, criando
uma praça junto ao ambiente externo, permitindo o uso dos agradáveis espaços ao
ar livre para exposições ou eventos.
A arquitetura tem traços retos, como uma grande caixa suspensa,
de planos translúcidos embaixo e opacos em cima, dando a impressão de flutuar.
O desenho e os materiais contemporâneos estão alinhados à personalidade da
galeria, em uma sintonia perfeita entre estrutura e conteúdo, arquitetura e
arte.
Serviço
Vânia Mignone – Sem
Palavras
Abertura: 08 de agosto das 11h às 15h
Período da exposição: de 11 de agosto a 19 de setembro de 2026
Local: Casa Triângulo
Endereço: Rua Estados Unidos 1324, Jardins, São Paulo
Horário de funcionamento: de terça a sexta das 10h às 19h e
sábado das 10h às 17h
Site: www.casatriangulo.com
E-mail: info@casatriangulo.com
Telefone: 11 3167-5621
Créditos: Edgard França |
Cor Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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