Surubim e os Pocomã lança "Peixes dos Milagres", álbum que transforma o sertão do Rio São Francisco em música contemporânea *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Novo trabalho já está disponível nas plataformas digitais e apresenta o conceito de "Barrobeat", sonoridade que conecta as tradições musicais do Norte de Minas a linguagens contemporâneas.
Já está disponível nas principais plataformas de
streaming "Peixes dos Milagres", segundo álbum da
banda Surubim
e os Pocomã. Gravado integralmente em processo analógico no
estúdio Forest Lab, em Paty do Alferes (RJ), o trabalho marca uma nova etapa na
trajetória do grupo mineiro ao aprofundar a identidade sonora que seus
integrantes definem como Barrobeat — uma linguagem musical que nasce
das margens do Rio São Francisco e aproxima ritmos tradicionais do sertão
norte-mineiro de referências contemporâneas como jazz, funk, pop e Manguebeat.
Formada em 2022, a banda estreou em disco no ano
seguinte com o álbum ao vivo Surubim e os Pocomã – Ao Vivo. Agora, após cerca de
três anos de composição, experimentação e apresentações pelo país, o grupo
chega ao primeiro trabalho de estúdio sem abrir mão da espontaneidade que
caracteriza seus shows.
"O Barrobeat nasce do barro, das águas do Rio
São Francisco e da cultura barranqueira. É uma música profundamente enraizada
no território, mas que dialoga com o mundo", define a banda.
Com cinco faixas, Peixes dos Milagres tem
como eixo central a fé — não apenas em sua dimensão religiosa, mas como
expressão de pertencimento, resistência e esperança. As canções homenageiam
personagens reais do sertão norte-mineiro, como a liderança comunitária Nádia,
a benzedeira Dona Zezé e Dona Joana Alves de Mello, avó do compositor Pedro
Surubim, cuja voz inspira a faixa Não Nado Só. O disco também percorre paisagens,
memórias e tradições ligadas ao Rio São Francisco, ao Cerrado e ao território
barranqueiro.
O título do álbum dialoga diretamente com "Milagre
dos Peixes", obra emblemática de Milton Nascimento. Mas,
em vez de narrar o milagre a partir de quem o testemunha, a banda propõe uma
inversão de perspectiva.
"Se Milton cantou Minas Gerais e a música
mineira em Milagre
dos Peixes, nós queremos contar essa história a partir dos próprios
peixes. É um olhar de dentro do rio, do sertão e do Brasil profundo",
destaca Pedro Surubim, vocalista da banda.
Entre as figuras que influenciam a banda estão nomes
como Marku Ribas e Tuta Bastos - artistas que representam uma forma de fazer
música conectada às raízes do São Francisco e abertas ao mundo. “Mas também
dialogamos com nomes fundamentais da música brasileira, como Gilberto Gil e
Djavan, e com a força do Manguebeat, especialmente Chico Science & Nação
Zumbi, reforça o vocalista.
A opção por uma gravação inteiramente analógica
também traduz a busca da banda por autenticidade, fugindo de recursos
facilitadores amplamente utilizados pela indústria, principalmente após a
chegada a Inteligência Artificial. Registrado em apenas dois dias, o álbum foi
gravado com todos os músicos tocando juntos, preservando a dinâmica e a
organicidade das performances ao vivo. A produção musical é assinada pelos
próprios integrantes — Pedro Surubim, Danilo Guinu e Pedroca Neves —, com engenharia
de áudio de Lisciel Franco e participação especial do percussionista Jander
Magalhães, integrante da Black Rio.
Mais do que um novo disco, Peixes dos Milagres apresenta uma maneira singular de compreender a música produzida no Norte de Minas. Ao aproximar tradições populares, ancestralidade e experimentação sonora, o Surubim e os Pocomã reafirma a potência criativa do sertão e propõe uma escuta que conecta o Rio São Francisco ao mundo.
Surubim
e os Pocomã - @surubimeospocoma
Formado em 2022, o Surubim e os
Pocomã é um grupo do Norte de Minas Gerais que transforma
as sonoridades do território barranqueiro em uma linguagem musical própria,
batizada de Barrobeat. Inspirada pelas tradições culturais das
margens do Rio São Francisco, a banda conecta ritmos como lundu, Folia de Reis
e toadas dos Catopês a referências contemporâneas da música brasileira e
mundial, construindo uma obra que une ancestralidade, experimentação e
identidade regional. Após a estreia com o álbum Surubim e os
Pocomã – Ao Vivo (2023), o trio consolida seu amadurecimento
artístico com Peixes dos Milagres, reafirmando sua proposta de
apresentar o sertão norte-mineiro como um território criativo, pulsante e
conectado ao mundo.
"Peixes
dos Milagres" já está disponível em todas as plataformas digitais.
Créditos: Fábio Gomides | A Dupla Informação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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