Ninguém é inocente e todos correm perigo neste romance policial ambientado no Nordeste *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Escrito por André L. Nakamura, o livro "Carcaças de Feras" transforma cidades brasileiras em território de confrontos entre pessoas poderosas
A trilogia Espíritos Vadios, assinada por André L.
Nakamura, narra uma briga pelo controle de
territórios no interior da Paraíba após a morte de dois coronéis. A batalha
pelo poder, que envolve hackers, advogados, mentalistas, mafiosos,
profissionais do sexo, policiais, agentes políticos e famílias ricas
devido ao coronelismo, culmina no terceiro e último livro da saga, Carcaças de
Feras.
Ao dar continuidade à história iniciada em Antros
de Raposas e Fogo
na Fornalha, o autor apresenta reviravoltas
dramáticas que envolvem principalmente as cidades fictícias de Campo das Brisas
e Pontes Reais, no interior da Paraíba. Mas o enredo também percorre
Pernambuco, Ceará, Sergipe e Rio Grande do Norte para mostrar de que
maneira as situações impactam as vidas de pessoas em
diferentes lugares, numa cadeia sucessiva de eventos.
Momentos depois, as
histórias sobre o cangaço que ela
já ouvira lhe voltam, cheias, à memória de repente saudosa. As
narrativas de painho, os versos de poetas de cordel, os filmes, as
músicas, os cabras xaxando... Ai! Painho dançava um xaxado como o
quê! As mulheres cangaceiras, o rapto de Sila, que depois passou a gostar
de seu raptor, Zé Sereno. Dadá, “mais homem que muitos dos homens”, a
espontânea adesão de Maria de Déa ao temido bando da caatinga, a Maria
do Lampião, a Maria que Sila não achava bonita. (Carcaças de
Feras, p. 41)
Com um tom policial, a nova
obra potencializa elementos característicos da trama, como a
corrupção, os golpes baixos, a hipocrisia e, sobretudo, o deboche. Nesta
continuação, fecha-se o cerco para encontrar um misterioso jogador que
fomenta a autodestruição de inimigos na guerra pelo poder.
Os personagens envolvidos são extravagantes,
complexos, imprevisíveis e por vezes até divertidos. Mas todos têm uma
característica em comum: eles desafiam os limites da moral ao
transitarem entre a marginalidade, o crime organizado e as instituições
públicas. A diferença de Carcaças de Feras para os
outros livros, porém, reside na transformação
dos protagonistas. Se antes eles foram obrigados a caçar para não se
tornarem uma presa fácil, agora eles já aprenderam as regras do jogo.
Nesta guerra sem definições precisas sobre qual é o
lado certo e o errado, há Dom Luciano, um homem que agora quer
ter o próprio domínio da região; Valquíria, uma mulher
explosiva que segue o legado do marido; Marcília, uma figura
perigosa e também viúva de um coronel; e Amâncio, um
magnata com dinheiro para comprar até mesmo as vidas de outros.
“Todos somos vilões e heróis em diversas
intensidades, dependendo das circunstâncias. Sempre transitamos nessa fronteira
sinuosa e incerta, de um lado para outro, às vezes sem nem nos
darmos conta. Embora a esculhambação seja predominante no livro,
creio que o conteúdo possibilita a percepção de que a consciência crítica
merece constante atenção, mesmo diante de discursos e de fatos que pareçam
engraçados”, afirma o escritor.
FICHA
TÉCNICA
Título: Espíritos
Vadios (Livro 3)
Subtítulo: Carcaças
de Feras
Autor: André
L. Nakamura
ISBN: 978-65-84222-60-1
Páginas: 459
Preço: R$
67,50 (físico)
Onde
comprar: Clube de Autores
Sobre
o autor: André Luiz Nakamura é
escritor, advogado e ex-procurador jurídico da Prefeitura de
Olímpia/SP, com mais de 20 anos de experiência no serviço público. É formado em
Jornalismo, Letras e Publicidade, experiências que se refletem na riqueza de
diálogos e nas complexidades de suas obras. Ao longo da carreira, também foi
Coordenador Geral do Setor de Folclore e Diretor Executivo do Anuário de
Folclore de Olímpia, em que publicou diversos artigos sobre cultura popular. A
trilogia Espíritos Vadios,
Instagram: @andrenakamura.
Facebook: André L. Namura
Créditos: Maria Clara Menezes | LC Agência de Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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