É a época da Festa Literária Internacional de Paraty, por Daisy Gouveia*

 

Foto meramente ilustrativa.

Cidade cheia, ruas transbordando de leitores e autores. Chego e fico sabendo que a minha reserva para a pousada havia sido cancelada. Sim! Cancelada, e sem nenhum aviso do aplicativo! E agora?

Em meio à situação difícil, começo minha maratona de bater de porta em porta, até que encontro alguém disposto a me ajudar. Tudo certo, me dirijo à pousada onde imagino que já estejam me esperando, mas sou avisada de que não há vagas.
— Mas acabei de falar com a Luara e ela me disse que tinha um quarto disponível!
— Pois é, tínhamos mesmo, mas acabou de ser locado...
Desespero outra vez?
— Olha aqui, a reserva foi feita por uma tal de Daisy Gouveia...
— Que bom! Sou eu mesma!

Instalada, saio para a cidade cheia de vontade de mergulhar em uma das mesas. Se você se programou e calculou o tempo de fila para cada encontro, para cada mesa escolhida, talvez tenha conseguido assistir ao que queria. Afinal, as filas são como as da Disney: enormes. Só que aqui não existe "fura-fila" ou ingresso rápido; tudo é feito com paciência, sem a certeza de conseguir um lugar, mas com a mesma quietude que a própria leitura exige.

Os encontros acontecem, a alegria de ver em carne e osso quem você já é íntimo, através das leituras, se realiza e até uma foto para guardar ou postar e uma dedicatória com seu nome você pode conseguir.

A sorte estava do meu lado e encontrei assento na mesa em que Djaimilia Pereira de Almeida e Kamel Daoud, com mediação de Adriana Ferreira Silva, conversavam sobre suas obras. Ouvir Djaimilia é sair inspirada para escrever... Ela fala do seu livro, O Livro do Pai, sobre as memórias que não tem e que o pai não teria deixado, mas que ela queria e precisava escrever. Então inventa, completa e escreve.

Outra mesa incrível reuniu autoras estrangeiras que trouxeram seus processos de escrita: a americana Katie Kitamura e a espanhola Marta Pérez-Carbonell, com uma mediação BRILHANTE de Gabriela Mayer — quero ser ela quando crescer!

Fica a reflexão: tudo na literatura é verdade? O quanto de mentira existe na literatura? Deixo a pergunta para você, meu leitor, aqui e agora.

Finalizo com Drauzio Varella, em uma mesa onde a vida foi celebrada como uma festa. A finitude, que é certa, pode ser vivida — e podemos sair dela da forma como desejamos. Será? Que a finitude de cada um seja plena e suave, de acordo com as escolhas que fazemos todos os dias.
Animada para a próxima! E prometo: com mais organização.

*Sobre Daisy Gouveia
Daisy Gouveia é apresentadora, escritora, influenciadora digital e criadora do Clube de Leitura da Daisy. Com 66 anos, usa as redes sociais para incentivar as pessoas, principalmente as mulheres, a adotarem o hábito da leitura.

Com 35 anos de experiência na área da moda, escreveu o livro 'Costurando Minha História' onde conta sua trajetória e fala sobre sua reinvenção profissional, estimulando as pessoas que também querem mudar.

Instagram: @daisygouveiaoficial

Agradecimentos: Letícia Lemos | Matéria Primma

** Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Obrigado, Messi!

Confira o cartaz e trailer oficiais de 'Era Uma Vez Minha 1ª Vez', adaptação do livro de Thalita Rebouças *

Programação gratuita celebra o Dia dos Pais em agosto: shopping promove show ao vivo, jogaderia e exposição de miniaturas de carros *