Do Abismo à Liberdade: escritora que sobreviveu a feminicídio lança livro que alerta para sinais invisíveis de abuso *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Nélly Trindade transforma lançamento de livro em movimento de conscientização sobre violência invisível contra mulheres
Depois de reunir leitores em Florianópolis para o
lançamento de Do Abismo à Liberdade – 20 sinais de um relacionamento abusivo que
ninguém percebe até ser tarde demais, a escritora Nélly
Trindade reforça um propósito que vai além da literatura:
transformar sua experiência como sobrevivente de uma tentativa de feminicídio
em uma ferramenta de conscientização para impedir que outras mulheres cheguem
ao mesmo destino.
Publicado pela Emó Editora, o
livro nasceu da experiência pessoal da autora e aborda comportamentos
frequentemente naturalizados nas relações afetivas, como controle, manipulação,
isolamento, culpa e desqualificação, sinais que podem anteceder formas mais
graves de violência.
"O controle e a desqualificação foram alguns
dos sinais que vivi antes da violência extrema. Resolvi escrever este livro
para que outras mulheres consigam reconhecer esses comportamentos antes que
seja tarde demais", afirma Nélly.
Segundo a autora, a violência emocional costuma se
instalar de forma silenciosa.
"Os sinais são quase como um tsunami. Eles
chegam devagar e, quando percebemos, a onda já destruiu muita coisa."
Dados do Senado Federal mostram que o Brasil
registrou 1.568 vítimas de feminicídio em 2025, maior número da série histórica
desde a tipificação desse crime, o equivalente a uma média de quatro mulheres
assassinadas por dia.
Para Nélly, o enfrentamento desse cenário passa
necessariamente pela identificação precoce dos relacionamentos abusivos.
"A sociedade ainda normaliza muitas formas de
abuso. Existe uma raiz que começa na infância e influencia a maneira como
entendemos afeto, respeito e limites. O livro ajuda a compreender essas origens
e a reconhecer situações que muitas vezes permanecem invisíveis."
Desde o lançamento, a obra tem ampliado o diálogo
sobre violência psicológica, fortalecimento feminino e prevenção ao
feminicídio, consolidando um movimento de conscientização que pretende alcançar
mulheres, famílias, profissionais da saúde, educadores e instituições
comprometidas com o enfrentamento da violência de gênero.
Mais do que compartilhar uma história de
sobrevivência, a autora espera contribuir para que outras mulheres encontrem
informação, acolhimento e coragem para interromper ciclos de violência antes
que eles evoluam para situações irreversíveis.
Créditos: Agência 2205wv
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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