Uriah Heep: 25 anos de “Acoustically Driven”
![]() |
| "Acoustically Driven", o 'unplugged' do Uriah Heep, que completa 25 anos em 2026. |
No último dia 12 de junho, o registro ao vivo “Acoustically Driven”, do Uriah Heep, completou 25 anos de lançamento. O material foi filmado ao vivo e, além dos músicos do grupo, há as presenças de uma orquestra e de um coro. Lançado em VHS/DVD pela Classic Rock Legends, o registro foi produzido por Pip Williams, assim como o lançamento em CD, que saiu pela Phantom Records. O show foi gravado no Mermaid Theatre, em Londres, no dia 9 de dezembro de 2000.
Na
virada do século, o Uriah Heep deu uma ‘desplugada’ para uma apresentação
acústica. Com uma reputação construída ao longo dos anos como uma das bandas
mais barulhentas do Heavy Metal, a banda britânica embarcou em uma jogada
corajosa, mas inspirada.
Os
membros da banda foram acompanhados no palco por um quarteto de cordas, um trio
de apoio feminino e algumas outras “surpresas”. Mick Box toca violão o tempo
todo e baixo acústico Trevor Boulder.
O
set list é formado por um magnífico mescla de todas as fases do grupo, indo
desde “Lady In Black”,
de “Salisbury”
(1971) até “The
Golden Palace”, de “Sonic
Origami” (1998), contudo, com direito a deixar alguns
clássicos de fora. No entanto, os resultados são absolutamente sensacionais.
O
ousado projeto, capitaneado pelo tecladista Phil Lanzon e pelo guitarrista Mick
Box, mesclava alguns clássicos com algumas surpresas e o mais bacana é que o
registro fugiu um pouco dos manjados “unpluggeds” que, naquele período, estava
na moda (especialmente em países como o Brasil). Mas, o principal “beneficiado”
por esse tipo de apresentação foi o vocalista Bernie Shaw, pois todos os seus
dotes vocais brilharam, sempre com muita técnica e feeling, isso já fica
evidente logo de cara, com “Why
Did You Go?”.
Alguns
temas voltaram ao repertório do grupo depois de um bom tempo, como “Echoes In The Dark”
e “Wonderwold”,
que tiveram um reconhecimento instantâneo, pois, Ken Hensley tocou fielmente à
maneira em que foi escrita. Vale enaltecer também as execuções perfeitas de “Traveller In Time”
e a maravilhosa “Lady
In Black” (aliás, toda vez que toca essa música, sempre
soltamos o tal “ah, ah, ah, ah….”). Já temas como “Different World” e “More Fool You” que não perderam o peso por conta
da presença de violões.
Outro
ponto positivo da obra é o acompanhamento de um backing vocal maravilhoso.
Aliás, uma delas, Kim Chandler, mostrou ser uma excelente flautista,
especialmente em “The
Easy Road” e a citada “The Golden Palace” que, apesar de ser um dos temas
mais novos da banda, se encaixou perfeitamente em meio aos clássicos.
A
interpretação de Shaw em “Come
Back To Me” é arrepiante. E, claro, o álbum finaliza com um
ótimo medley com as clássicas “The Wizard/Paradise/Circle Of Hands”, sendo que
nessa última, tem a participação especialíssima de Ian Anderson, que também
toca flauta em “Blind
Eye”.
Um
álbum realmente incrível, que mostra que Uriah Heep está de volta ao seu
melhor. E, de fato, o Uriah Heep é um dos primeiros grupos de rock progressivo
britânico que se tornou tão importante e influente quanto o Yes, esse CD é uma
prova disso. E, além disso: a diferença é que o Uriah Heep faz um som ainda
mais pesado.
Enfim,
é um ótimo registro ao vivo para quem pouco conhece ou não tenha nada dessa
brilhante banda.
A
seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.
Por
Jorge Almeida

Comentários
Postar um comentário