Sinopse de “Bussunda – A Vida do Casseta”
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| Capa do livro de Guilherme Fiuza que traz a biografia do mais carismático integrante do Casseta & Planeta |
Hoje, 17 de junho, todos estão a acompanhar os jogos da Copa do Mundo, nessa mesma data, há exatos 20 anos, o Brasil chorava a perda de um dos mais carismáticos humoristas de todos os tempos: Bussunda, o eterno “casseta”, que morreu aos 43 anos na Alemanha durante a cobertura do mundial que rolava em solo germânico. Então, como forma de relembrarmos do saudoso comediante, vamos destacar a respeito da obra biográfica do humorista.
A
biografia escrita pelo jornalista Guilherme Fiuza foi lançada em 2010 pela
Editora Objetiva conta a história de Cláudio Besserman Vianna, mais conhecido
como Bussunda, e traz também um pouco da história dos demais componentes do
Casseta & Planeta.
O
caçula dos três filhos de Luís Guilherme Viana e Helena Besserman Viana nascera
no Rio de Janeiro em 25 de junho de 1962. Ao longo de sua infância até parte da
vida adulta, Bussunda, cujo apelido ganhara na adolescência na colônia de
férias de Kinderland, não tinha interesse pelos estudos. A princípio, a alcunha
original era “Besserman Sujismundo”, depois “Bessermundo” e, finalmente,
“Bussunda”. Embora o próprio dissesse algumas vezes que o apelido que o tornara
famoso vem de duas coisas que ele mais gostava – começava com “bus” e terminava
com “unda”.
Na
adolescência, Bussunda conseguiu a façanha de ser reprovado com nota zero em
todas as matérias. Ainda assim, no vestibular ficou em penúltimo lugar no
segundo semestre no curso de comunicação da UFRJ. E, no universo acadêmico,
chegou a ser o ganhador de “pior estudante” da universidade. Antes disso, seus
pais o matricularam em uma escola de inglês e o malandro Cláudio aproveitava o
tempo do curso para ir terminar o resto do sono em algum banco de rua do Rio de
Janeiro.
A
carreira de Bussunda teve início no final dos anos 1970 como redator do jornal
humorístico “Casseta Popular”, fundado por Beto Silva, Marcelo Madureira e
Hélio de la Peña, em 1978. O periódico fez sucesso por mesclar humor escrachado
com a crítica política e de comportamento. Na época, Bussunda era estudante de
jornalismo da UFRJ. O jornal daria origem à revista de mesmo nome e viria a se
tornar um dos embriões do Casseta & Planeta.
Na
década de 1980, Bussunda e seus colegas que viriam a ser os “cassetas”
começaram a ter as primeiras aparições na TV e apresentações de espetáculos. Em
1988, fora contratado para ser redator da TV Pirata. Ainda, no mesmo ano,
Bussunda se tornou o destaque natural do show “Eu Vou Tirar Você Desse Lugar”,
feito em sociedade com o pessoal do Planeta Diário (mais tarde, Banda Casseta
& Planeta). A parceria se estenderia aos programas “Doris para Maiores”
(1991) e “Casseta & Planeta, Urgente!”, a partir de 1992.
Apesar
de terem sido contratados pela principal emissora do país, Bussunda continuou a
atuar como cronista e jornalista independente, como colaborador de publicações
esportivas como Placar e Lance!. Além disso, foi garoto propaganda da Cerveja
Antarctica.
A
obra de Guilherme também destaca que, apesar de ser uma pessoa extremamente
carismática e querida por todos, Bussunda era também uma pessoa tímida e não
era um exímio paquerador. Mas, em 1989, se casara com a jornalista Angélica
Nascimento, com quem teve a sua única filha, Júlia, nascida em 1993. A paixão
pelo Flamengo também não escapou da biografia.
No
livro, o autor relata que, no começo, o comediante não tinha dinheiro nem para
comer ou andar de ônibus, mas quando a fama veio, permaneceu o mesmo sujeito
simples e debochado. Aliás, de tão debochado que era, o cidadão Cláudio vivia
Bussunda fora do ar e vice-versa.
Enfim,
Guilherme Fiuza emergiu em um livro o retrato definitivo de um personagem
peculiar, que arrebatou o país com seu jeito anárquico, bonachão e, ao mesmo
tempo, extremamente amado.
A
seguir, a ficha técnica da obra.
Por
Jorge Almeida

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