Paysandu: campeão da Copa Verde 2026
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| O Paysandu goleou o Anápolis e levou a Copa Verde 2026. Créditos: @paysandu |
O Paysandu reverteu o cenário desfavorável da final da Copa Verde 2026 e goleou o Anápolis por 4 a 0, no Mangueirão, em Belém, e conquistou a competição pela sexta vez neste domingo (7). Os gols do Papão foram marcados por Kleiton Pego, Castro e dois de Ítalo. Com 5 a 3 no agregado, o bicolor paraense não só ficou com a taça como confirmou sua presença na terceira fase da Copa do Brasil 2027.
Com o estádio cheio, o
Paysandu começou indo com tudo para cima do Anápolis. Antes do primeiro minuto,
Thayllon recebeu na direita, bateu forte no canto e o goleiro Ravel espalmou
para escanteio. Em seguida, a um minuto, Marcinho tentou pegar a sobra e
isolou. Dois minutos mais tarde, Edílson cruzou da direita, Thayllon tentou de
bicicleta e mandou à esquerda do goleiro do time goiano.
A primeira investida dos
visitantes veio aos sete minutos. Matheus Lagoa tocou para Fernando Viana na
entrada da área, o atacante chutou forte, a bola sumiu demais. Cinco minutos
mais tarde, a falta foi cobrada em direção da área do bicolor, Fernando Viana
desviou de cabeça e mandou por cima do travessão do goleiro Gabriel Mesquita.
Em resposta, Kleiton Pego fez boa jogada individual pela direita, foi à linha
de fundo e carimbou a marcação. Após o escanteio ensaiado, Marcinho passou para
Edílson, que cruzou na grande área, Quintana cabeceou e mandou a pelota por
cima da trave.
Depois de início
acelerado, o Paysandu deu uma diminuída no ritmo, com a torcida passando a
vaiar o time por conta dos passes errados. Enquanto o Tricolor da Comarca
adiantou suas linhas. Aos 23, em outro levantamento na área, Gustavo Henrique
tentou de bike, mas sem direção. Logo em seguida, aos 24, o Papão sofreu uma
baixa: Quintana sentiu a panturrilha e precisou ser substituído por Bruno
Bispo.
Depois, aos 29, Matheus
Lagoa encontrou Gustavo Henrique na grande área e o camisa 27 chutou em cima do
goleiro Gabriel Mesquita, que fechou bem o ângulo. O jogo ficou equilibrado no meio-de-campo.
Mais tarde, aos 35, Pedro Henrique levantou da direita, Juninho cabeceou, mas a
pelota desviou na marcação e foi para escanteio.
No minuto seguinte,
Marcinho cobrou escanteio fechado e o goleiro Ravel fez a defesa em dois tempos
após a tentativa do gol olímpico do camisa 10 bicolor. O Papão da Curuzu seguiu
em cima. Aos 39, Castro tentou de longe e Ravel defendeu sem dificuldades.
Contudo, no minuto seguinte, Marcinho acionou Kleiton Pego que, do meio da rua,
deu um chutaço e mandou no canto direito do Ravel para abrir o placar. Belo
gol.
O gol motivou o Paysandu,
que foi para cima. Aos 45, Edílson cruzou da direita, Juninho matou no peito,
acertou um belo chute na trave, a bola bateu em Tayllon e, no rebote, Castro
chutou e Ravel fez uma defesaça, porém, o lance foi invalidado porque, segundo
o árbitro, a pelota havia batido no braço do camisa 19 do Papão. O árbitro
tocantinense Alisson Sidnei Furtado deu quatro minutos de acréscimos. Os
anfitriões até tentaram ampliar ainda no primeiro tempo, mas o juiz encerrou o tempo
adicional dentro do prazo prometido.
Para o segundo tempo, o
técnico Evaristo Piza voltou com duas mudanças em sua equipe: Kauan Guilherme e
Gonçalo nos lugares de Rubinho e Gustavo Henrique. O Paysandu voltou mais
agressivo, rondando a área do Anápolis e conseguiu chegar ao segundo gol com
Castro. Aos seis minutos, a bola foi levantada na área dos goianos, Juninho
tirou, Marcinho deu uma "fatiada", Tayllon deu uma
"casquinha" e o zagueiro Castro apareceu no segundo pau e mandou para
as redes. O VAR foi acionado, mas o gol foi confirmado, portanto, tudo igual no
agregado: 3 a 3.
O jogo ficou pegado. Aos
11, a bola foi alçada na área do Paysandu, Fernando Viana cabeceou fraco,
Gabriel Mesquita ia fazer uma defesa simples, soltou a pelota, quase se
complicou, mas a recuperou a posse em
seguida. O bicolor tentou imprimir seu ritmo na partida, ficando exposto aos
contragolpes do Galo da Comarca. Aos 20, Fernandinho foi lançado, partiu em
direção do gol, chutou em cima de Gabriel Mesquita, porém, o lance estava
invalidado por impedimento do substituto de Fernando Viana.
Cinco minutos depois,
Marcinho cobrou o escanteio rapidamente, Kleiton Pego cabeceou firme, Ravel
defendeu parcialmente e, no rebote, Juninho tentou e o goleiro desviou para
escanteio. O time paraense seguiu com mais posse de bola, mas chegando menos à
meta adversária. Aos 32, Edílson cruzou fechado demais e saiu pela linha de
fundo. Dois minutos depois, em sua primeira participação no jogo, Thalyson
recebeu na entrada da grande área, chutou no gol, mas pegou fraco e Ravel pegou
sem dificuldades. Em resposta, aos 35, Rodriguinho recebeu cruzamento da
direita, tentou finalizar pelo alto, mas a redonda saiu sem direção e foi para
fora. Posteriormente, aos 37, a falta foi cobrada da direita, Igor Souza
cabeceou firme e Gabriel Mesquita fez uma grande defesa. O assistente
(equivocadamente) assinalou impedimento. No lance seguinte, aos 38, Kleiton
Pego ganhou na velocidade, bateu para o meio da área e Ravel defendeu como pode
e salvou o Anápolis.
Nos minutos finais, o
Papão seguiu rondando a área do Anápolis. Aos 44, Lucas Cardoso cobrou
escanteio na área e Ítalo cabeceou por cima.
O árbitro Alisson Sidnei
Furtado deu seis minutos de acréscimos. Aos 45, em boa jogada pela esquerda,
Kleiton Pego foi acionado em profundidade, o camisa 75 foi à linha de fundo,
rolou para trás, Ítalo dividiu com Rafael Costa e a pelota passou por baixo do
goleiro Ravel. O Anápolis, de forma atabalhoada, foi para cima tentando
descontar, mas, aos 49 minutos, Marcinho foi lançado na esquerda, livre,
avançou, entrou na área, viu Ítalo acompanhando a jogada, tocou para o camisa 9
que só tocou para o gol vazio e confirmar a goleada... e o título.
Logo após o gol, o árbitro
encerrou a partida. Fim de jogo no Mangueirão: Paysandu 4, Anápolis 0. O Papão
é o campeão da Copa Verde 2026, o sexto de sua história, mantendo a sua
hegemonia na competição.
A seguir, o resumo da
campanha dos campeões e a ficha técnica da decisão.
Data
- Jogo - Local:
Fase
de Grupos (Grupo A):
24/03 - Paysandu (PA) 3x1
GAS (RR) - Modelão, Castanhal (PA)
31/03 - Guaporé (RO) 1x0
Paysandu (PA) - Cassolão, Rolim de Moura (RO)
09/04 - Nacional (AM) 7x0
Paysandu (PA) - Arena da Amazônia, Manaus (AM)
15/04 - Paysandu (PA) 2x1
Independência (AC) - Curuzu, Belém (PA)
29/04 - Trem (AP) 0x3
Paysandu (PA) - Augusto Nunes, Santana (AP)
Semifinal:
06/05 - Águia de Marabá
(PA) 1x5 Paysandu (PA) - Zinho de Oliveira, Marabá (PA)
Final
(Copa Norte):
20/05 - Paysandu (PA) 1x0
Nacional (AM) - Mangueirão, Belém (PA)
28/05 - Nacional (AM) 2x4Paysandu (PA) - Carlos Zamith, Manaus (AM)
Final (Copa Verde):
04/06 - Anápolis (GO) 3x1
Paysandu (PA) - Jonas Duarte, Anápolis (GO)
07/06 - Paysandu (PA) 4x0
Anápolis (GO) - Mangueirão, Belém (PA)
FICHA
TÉCNICA: PAYSANDU (PA) 4x0 ANÁPOLIS (GO)
Competição/Fase: Copa
Verde 2026 - final (2° jogo)
Local:
Estádio Estadual Jornalista Edgar Proença (Estádio Olímpico do
Pará/Mangueirão), Belém (PA)
Data: 7 de
junho de 2026, domingo - 18h30 (horário de Brasília)
Árbitro:
Alisson Sidnei Furtado (TO)
Assistentes:
Cipriano da Silva Sousa (TO) e Fábio Pereira (TO)
Cartões
Amarelos: Taylon, Pedro Henrique e Ítalo (Paysandu); Fernando Viana, Ravel,
Rubinho, Gustavo Henrique e Mila (Anápolis)
Gols:
Kleiton Pego, aos 40 min do 1° tempo (1-0); e Castro, aos 6 min (2-0); Ítalo,
aos 45 min (3-0) e aos 49 min do 2° tempo (4-0)
PAYSANDU
(PA): 12.Gabriel Mesquita; 2.Edílson, 15.Castro, 3.Yeferson Quintana
(14.Bruno Bispo) e 31.Facundo Bonifazi (99.Lucas Cardoso); 8.Caio Mello,
39.Pedro Henrique (23.Brian Macapá) e 10.Marcinho; 19.Tayllon (30.Thalyson),
75.Kleiton Pego e 98.Juninho (9.Ítalo). Técnico:
Júnior Rocha
ANÁPOLIS
(GO): 31.Ravel; 2.Rubinho (15.Kauan Guilherme), 3.Igor Souza, 4.Rafael
Costa e 6.Leonan; 13.Kauan Martins, 5.Mila, 10.Juninho (26.Cássio Gabriel) e
27.Gustavo Henrique (9.Gonçalo Fornari); 7.Matheus Lagoa (21.Rodriguinho) e
19.Fernando Viana (11.Fernadinho). Técnico:
Evaristo Piza
Parabéns ao Paysandu Sport
Club pelo título.
Por Jorge Almeida

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