Nando Reis e Os Infernais: 20 anos de “Sim e Não”
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| "Sim e Não", o sexto disco solo de Nando Reis, que completa 20 anos em 2026. |
No último mês de abril, o álbum “Sim e Não”, de Nando Reis e Os Infernais, completou 20 anos de lançamento. O álbum saiu pela Universal Music e foi produzido pelo próprio músico e Chico Neves. A gravação do disco foi feita no Estúdio 304, no Rio de Janeiro, entre janeiro e fevereiro de 2006.
O disco mantém aquele estilo de música que Nando conduz até hoje em sua carreira solo, ou seja, menos rock, mais baladas com MPB, tanto que, pelo menos seis faixas se enquadram nessa pegada, abordando o amor e inspiração ligados às pessoas mais próximas. No caso da obra, é nítido que pelo menos duas, em especial, motivaram o compositor: Nani, sua ex-mulher e mãe de seu filho Ismael, e sua filha Zoé.
A
obra apresenta boas músicas, como melodiosa “Sim”, uma música belíssima e uma leveza que marca
o trabalho do cantor. Outra boa pedida do play é “Sou Dela”, com pop dançante e que tem a presença
de um coro. Uma das melhores canções do disco aparece na terceira faixa: “N”, uma música
romântica em que o interlocutor exalta a mulher amada que, no caso, pode ter
sido inspirada em Nani, afinal, não é à toa que a faixa tem o verso “Nossos nomes que têm o N como
elo”.
O
disco ainda tem “Monóico”,
em que Nando faz uma, digamos, inversão de papéis no ato sexual com a mulher.
Já na balada “Nos
Seus Olhos”, o destaque fica para o bonito arranjo de cordas
feito por Lincoln Olivetti, que também executou a função em “Para Luzir o Dia”.
O rock volta em “Santa
Maria”, que merece atenção pela bela guitarra tocada por Carlos
Pontual. Um dos pontos altos da obra vem com a grandiosa “Espatódea”, que
Nando Reis fez em homenagem a sua filha Zoé que, dos quatro filhos de Nando até
então, é ruiva como o pai.
Na
parte final de “Sim
e Não”, mais músicas românticas com estilo acústico, como a já
citada “Para Luzir o Dia”,
além de “Como Se o Mar”,
que tem a presença de metais com os arranjos também de Olivetti e “Pra Ela Voltar”.
A penúltima faixa é “Caneco
70”, em que Nando fala das suas aventuranças nas estradas,
citando momentos passados em diversas cidades do país, mas destacando que
nasceu, cresceu e morrerá em São Paulo. E, para finalizar, “Ti Amo”, uma valsinha
cantada em italiano apenas com o nome da música, com direito a uma faixa
escondida no fim.
Vale
destacar que “Sim e Não” foi o
primeiro trabalho que Nando Reis compôs sem influência do álcool e outras
drogas.
Guardadas
as devidas proporções, nesse disco, Nando parece ter se inspirado nas músicas
românticas de Roberto Carlos na década de 1970 e, não à toa, que o ex-titã
lançou “Não Sou Nenhum Roberto, Mas as
Vezes Chego Perto” (2019), seu disco de covers do “Rei”.
O
disco é basicamente aquilo que é a carreira solo de Nando Reis: músicas
românticas, um hit aqui e outro ali e, assim como os outros álbuns, tem seus
altos e baixos.
A
seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.
Por
Jorge Almeida

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