Maria Nepomuceno apresenta exposição individual, até agosto, n'A Gentil Carioca São Paulo *
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| Foto meramente ilustrativa. |
A artista tem obras em instituições como Solomon R. Guggenheim Museum; Museum of Fine Arts Boston; Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM-RJ; MASP; Guggenheim Abu Dhabi; National Gallery of Canada; MAM-Bahia e Instituto Inhotim
A Gentil Carioca São Paulo apresenta a individual “∞
∞ (infinita infinito)”, da artista visual Maria Nepomuceno, até o dia 01 de
agosto de 2026, na Travessa Dona Paula, 108. Com texto crítico de Laura Lima, a
exposição investiga formas orgânicas e relacionais de existência, em que corpo,
matéria, cor e espaço se tornam sistemas vivos de conexão, transformação e
continuidade. Serão apresentadas cerca de dez obras inéditas, realizadas
especialmente para a mostra, que marca a segunda exposição individual da
artista na capital paulista.
Com apenas uma peça de chão — diferentemente do início de sua produção, quando
essa lógica espacial se organizava de outra maneira —, os trabalhos agora
ganham força para se erguer e ocupar majoritariamente as paredes, mesmo
preservando um “corpo mole”, como a própria artista costuma definir. Como em um
estudo sobre gravidade e expansão, as obras parecem transformar-se
continuamente: uma matéria que se converte em outra, que abraça outra, que
tensiona o espaço em direção a novos deslocamentos.
As esculturas sugerem movimento, como se fossem dotadas de vida própria. A
sensação de pulsação emerge das construções em espiral, das costuras, dos
fluxos cromáticos e das tensões entre peso e suspensão. São formas que parecem
expandir-se e contrair-se continuamente, como organismos em permanente mutação.
Continuidade
O trabalho de Maria Nepomuceno opera em constante transformação, como se cada
exposição carregasse desdobramentos da anterior. Não se trata da repetição de
uma mesma mostra, mas da construção de uma linha contínua de investigação
formal, cromática e espacial. Cordas, contas, tramas e transições lentas de cor
reaparecem como elementos recorrentes, conectando diferentes momentos de sua
produção por meio de mudanças graduais.
Há questões que a artista transporta de uma exposição para outra, desenvolvendo
determinadas pesquisas estéticas e ampliando sentidos ao longo do tempo. A
relação com a cor, por exemplo, tornou-se também um modo de estruturar o
próprio fazer. Se antes predominavam tons muito quentes e avermelhados, outras camadas
cromáticas passaram a surgir gradualmente, alterando o ponto de partida de cada
trabalho. Em muitos casos, a obra nasce primeiro da cor, antes mesmo do tema.
Existe, assim, uma corporeidade escultórica construída a partir de uma lógica
cromática próxima da pintura.
Sensorial
Nas obras da artista, não há começo nem fim definidos. As passagens lentas de
cor interessam cada vez mais à artista carioca. Em determinados trabalhos, um
núcleo branco se desloca lentamente para o rosa e depois para o azul, atravessado
por pequenas contas que avançam até as bordas como uma explosão em câmera
lenta. Tons de laranja, vermelho, rosa e azul — presentes de maneira potente na
mostra — parecem expandir-se de forma gradual, criando uma experiência
simultaneamente tátil, sensorial e imersiva.
Parceria
galeria Sardenberg
No segundo piso da galeria, acontece a mostra “José Bento: Mão amiga", em
colaboração com a galeria Sardenberg, que também fica localizada na Travessa
Dona Paula, em Higienópolis. Ele apresenta um conjunto de esculturas inéditas
que evocam utensílios domésticos, alimentação e escassez. Colheres monumentais,
pratos escavados em troncos antigos e recipientes preenchidos por sementes
aparecem ao lado de uma escultura hiper-realista de um barril de petróleo talhado
em madeira maciça. Ele ocupa também os imóveis no número 134 e 29 (mais
recente) da galeria Sardenberg.
Sobre
Maria Nepomuceno
Artista brasileira, vive e trabalha na cidade do Rio de Janeiro. Dedica-se a
instalações, esculturas, desenho e pintura, criando organismos em tramas que
englobam tecido, contas de colar, corda, palha, argila, cerâmica, madeira,
plantas e diversos outros materiais. Por vezes, incorpora também objetos de uso
cotidiano e artesania popular, sobretudo oriundos do Brasil. A partir de
pesquisas e viagens, Maria integra referências de práticas coletivas de
comunidades indígenas, de tecelãs e do Carnaval em suas obras, como forma de
interlocução com o espaço, o tempo e a diversidade cultural. Em sua produção
escultórica, é recorrente a combinação de cores vibrantes e o equilíbrio de
volumes como propulsores de um anacronismo entre tempos — uma espécie de
matemática viva, na qual suas formas incorporam um raciocínio poético e afetivo
intenso.
Em 2025, a artista participa da 24a edição da Bienal de Arte Paiz, intitulada
“El Árbol del Mundo”, em Antigua, Guatemala. Também integra as exposições
coletivas “Concordar em Discordar”, n’A Gentil Carioca, São Paulo, Brasil,
“Dengo, Delírio e o Direito de Amar”, no Solar dos Abacaxis, no Rio de Janeiro,
Brasil, “Material Witness”, no Rubell Museum, em Washington D.C, EUA e “Folia”,
na Abdülmecid Efendi Mansion, em Istambul, Turquia.
Em 2024, a artista participou das exposições coletivas como “Nasci de Uma Flor”
Nichido Contemporary Art, Tóquio, Japão. Em 2023, participou das exposições
coletivas “To Weave the Sky: Textile Abstractions from the Jorge M. Pérez
Collection”, no El Espacio 23 em Miami, EUA e “Corpo Botânico”, no Pavilhão
Victor Brecheret (Parque da Catacumba, Rio de Janeiro, Brasil). No mesmo ano,
ainda participou da exposição "Maria Nepomuceno & Valentina Liernur
Condo São Paulo 2023", n'A Gentil Carioca, em São Paulo.
Suas exposições individuais incluem “Big Bang Boca", no Instituto Artium,
em São Paulo; “Dentro e Fora Infinitamente", SCAD Museum of Art, Georgia,
EUA; "Roda das Encantadas", Sikkema Jenkins & Co, Nova York, EUA;
"Cordão Forte", Lugar Comum, Salvador, Brasil (2022);
"Refloresta", The Portico Library, Manchester, Reino Unido (2021); "Pelo
Amor...", A Gentil Carioca, Rio de Janeiro, Brasil (2018);
"Afetosynteses", Stavanger Kunstmuseum, Stavanger, Noruega (2017).
Participou também das exposições coletivas "A Trama da Terra que
Treme", A Gentil Carioca, São Paulo, Brasil; "Novos Horizontes -
Inside Brazil's Contemporary Art Scene Vol. 1", Nichido Contemporary Art,
Tokyo, Japão; "Forest: Wake this ground", Arnolfini Arts, Bristol,
Reino Unido; "Threading the Needle", The Church Sag Harbor, Nova
York, EUA (2022); "Bumbum Paticumbum Prugurundum", A Gentil Carioca,
São Paulo, Brasil; "Ichihara Art x Mix 2020+", Ichihara, Japão
(2021); "My Body, My Rules", Pérez Art Museum, Miami, EUA; "Já
estava assim quando eu cheguei", Ron Mandos, Amsterdam, Holanda;
"Collection of Catherine Petitgas", Museum of Contemporary Art MOCO,
Montpellier, França (2020); entre outras.
Suas obras integram as coleções do Solomon R. Guggenheim Museum (EUA); Museum
of Fine Arts Boston (EUA); Coleção Gilberto Chateaubriand – Museu de Arte
Moderna do Rio de Janeiro (Brasil); Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
(Brasil); Rubell Museum (EUA); Allen Memorial Art Museum (EUA); Guggenheim Abu
Dhabi (Emirados Árabes Unidos); National Gallery of Canada (Canadá); Hirshhorn
Museum and Sculpture Garden (EUA); Museu de Arte do Rio (Brasil); Museu de Arte
Moderna da Bahia (Brasil); Instituto Inhotim (Brasil), dentre outros.
Serviço
“∞
∞ (infinita infinito) Maria Nepomuceno”
Texto
crítico: Laura Lima
“José
Bento: Mão amiga"
Em
cartaz: 23 de maio a 01 de agosto de 2026
Visitação: De
segunda a sexta, das 10h às 19h
Sábado, das 11h às 17h
Local: A
Gentil Carioca São Paulo
Travessa Dona Paula, 108 – Higienópolis, São Paulo/SP - 01239-050
Créditos: Érico | Marmiroli Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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