FAAP promove “Open Studio” para mostrar processos artísticos da Residência Artística no Edifício Lutetia, no centro de São Paulo *
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| Foto meramente ilustrativa. |
A residência artística da universidade existe há 21 anos e abre suas portas para o público conhecer o trabalho de 10 artistas brasileiros e estrangeiros
No
dia 13 de junho de 2026, sábado, das 12h às 17h,
a Residência Artística FAAP - São Paulo realiza o segundo
‘open studio’ do semestre em sua sede, o Edifício Lutetia, na Praça do
Patriarca. O programa ‘open studio’ acontece duas vezes por semestre no prédio
histórico da Praça do Patriarca e é uma oportunidade para alunos e visitantes
conhecerem os estúdios onde os artistas residentes vivem e trabalham pelo
período de dois a cinco meses.
Eles
compartilham detalhes de suas pesquisas e experiências na cidade, e o público
pode conhecer melhor o prédio histórico da residência, um dos mais antigos de São
Paulo, projetado pelo escritório do arquiteto Ramos de Azevedo.
Os
10 residentes são: Abel Mota (Porto, Portugal), Bernabé
Arévalo (Buenos Aires, Argentina), Daniel Fernández (Ecatepec
de Morelos, México), Gabriel Ribeiro (Rio de Janeiro,
Brasil), Isabel Cordovil (Lisboa, Portugal), Junia
Penido (Minas Gerais, Brasil), Mauricio Igor (Santa
Catarina, Brasil), Minda Andrén (Viena, Áustria), Pedro
Besugo (Lisboa, Portugal) e Sergio Arias Martinez (Manizales,
Colômbia).
A Residência
Artística FAAP – São Paulo tem como objetivo oferecer um espaço
privilegiado para troca de experiências na área de artes visuais. O espaço
possui dez amplos estúdios para acomodar os artistas que participam do programa
a partir de processo seletivo realizado a cada semestre. O Programa foi criado
em 2005 e, desde então, recebe artistas nacionais e internacionais todos os
semestres. Mais de 450 artistas de todos os continentes já passaram pelo
programa que, além de participações individuais, tem desenvolvido projeto em
parcerias institucionais, desde sua criação.
Na mesma ocasião haverá o encerramento da exposição “Verve” que conta com a participação de Ana Carolina Bastos, Claudete Benitez, Cora Horz, Laura Giordano, Marilia Cunha de Souza e Marina Rodrilla, artistas e formadas nos cursos de artes visuais – bacharelado e licenciatura, do Centro Universitário Armando Alvares Penteado. No espaço expositivo às 14h as artistas promoverão um encontro para discutir aspectos relativos à exposição.
Mini bio dos artistas residentes
Abel Mota (1999, Porto – Portugal)
vive e trabalha entre o Porto e Braga, Portugal. É licenciado em Pintura pela
Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (2021). Já fez exposições
individuais em Portugal e Espanha. O seu trabalho utiliza o desenho e a pintura,
fazendo intersecções com referências do folclore ibérico e sul-americano, do
cinema do Leste Europeu, da cerâmica tradicional e do imaginário digital.
Bernabé Arévalo (1984, Cidade da Guatemala
– Guatemala) vive e trabalha em Buenos Aires, Argentina. É graduado no
bacharelado em Pintura pela Universidad de Arte (2015). Expôs na Guatemala e
Buenos Aires. O seu trabalho e pesquisa concentram-se na pintura como um
maquinário de símbolos que incorporam o imaginário e a memória coletiva de uma
comunidade e de um país.
Daniel C. Fernández (1997, Ecatepec – México)
vive e trabalha em Ecatepec, México. É licenciado em Artes Visuais pela
Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM, 2020). Já expôs em diversas
localidades do México, incluindo o Museo de la Ciudad. Por meio de diversas
inscrições sobre objetos recuperados, o artista investiga os processos de
urbanização e transformação da paisagem urbana e as narrativas que se constroem
em torno do habitar, da hostilidade urbana, dos trajetos e dos percursos.
Gabriel Ribeiro (1990, Rio de Janeiro –
Brasil) vive e trabalha em Lisboa, Portugal. É graduado em Fine Art Practice
pelo Chelsea College of Arts (2014), em Londres, e mestre em Escultura pela
Faculdade de Belas-Artes de Lisboa (2020). Atualmente, é doutorando em
Escultura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. Expôs em galerias em Lisboa
e no Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro. Seu trabalho investiga a
noção de duração através da escultura e da fotografia sem câmera, explorando
processos e estratégias para a emergência de uma matéria vibrante. Os
materiais, escolhidos em função de cada projeto, permitem que a escultura e as
imagens fotográficas se desenvolvam a partir de comportamentos próprios, assim
como por transformações contínuas provocadas pelo ambiente.
Isabel Cordovil (1994, Lisboa – Portugal)
vive e trabalha em Lisboa, Portugal. É graduada em Arte Multimédia pela
Faculdade de Belas Artes de Lisboa (2017) e possui um MFA em Artes Visuais pela
HEAD Genève, na Suíça (2019). Realizou exposições individuais em diversas instituições
portuguesas, entre as quais o Museu de Arte Contemporânea de Elvas. O seu
trabalho transita entre instalação, escultura, fotografia e vídeo. Ela busca
reinventar mitos, folclore, imaginário religioso, literatura, paisagens
oníricas e o inconsciente coletivo.
Junia Penido (1997, Belo Horizonte –
Brasil) vive e trabalha em Belo Horizonte, Brasil. É pintora e graduada em
Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (2023). Já
participou de exposições no Museu de Arte Contemporânea da USP, além de
galerias em São Paulo e Rio de Janeiro. Suas pinturas se desenvolvem a partir
do aumento e deslocamento da iconografia, com o objetivo de evocar situações de
estranheza e ambiguidade. A artista explora o método da transposição de recursos
de imagens, fotografias e filmes digitais — como sequências de tomadas,
iluminação, texturas e ângulos — para a pintura.
Mauricio Igor (1995, Belém – Brasil)
vive e trabalha entre Belém e Florianópolis, Brasil. É graduado em Artes
Visuais pela Universidade Federal do Pará (2020), mestre em Processos
Artísticos Contemporâneos pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2023)
e atualmente doutorando pela mesma área e instituição. Já expôs em São Paulo,
Belém e Rio de Janeiro. Seu trabalho investiga as relações complexas da
Amazônia com o Brasil e o mundo por meio de fotografias, performances, vídeos,
textos, intervenções, instalações e pinturas. Atualmente, sua pesquisa se volta
às espiritualidades afro-indígenas presentes na Amazônia.
Minda Andrén (1990, Gotemburgo –
Suécia) vive e trabalha em Viena, Áustria. É formada pela Academia de Belas
Artes de Viena (2021). Participou de exposições na Áustria e Austrália. Suas
pinturas abordam intimidade, desejo, bem-estar e a relação do corpo com o seu
entorno. São retratos narrativos e abstratos que questionam o que as imagens
podem oferecer diante das mudanças tecnológicas e ecológicas, e como elas
afetam nossa percepção do eu e da identidade.
Pedro Besugo (1971, Setúbal – Portugal)
vive e trabalha em Lisboa, Portugal. É graduado em Artes Plásticas — Escultura
pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (2001) e mestre em
Ensino das Artes Visuais pela Universidade Lusófona, Lisboa (2011). Já expôs no
Japão, na China e em Portugal. Seu trabalho e pesquisa tratam do desenho
enquanto estrutura de pensamento e de construção, investigando mapas, plantas,
rotas, cidades e sistemas de organização do território. Atua entre desenho,
pintura e escultura, compreendendo o desenho como uma matriz que se expande no
espaço e pode assumir dimensão tridimensional.
Sergio Arias Martinez (2000, Manizales –
Colômbia) vive e trabalha em Manizales, Colômbia. É graduado em Artes Plásticas
pela Universidade de Caldas (2025) e mestrando em Artes pela Universidade de
Caldas. Expôs em diversas instituições, centros culturais e museus na Colômbia.
O artista utiliza técnicas como tecelagem, gravura, escultura têxtil e mídia
digital, empregando materiais orgânicos e fibras naturais. Seu trabalho e
pesquisa tratam da consciência da própria identidade, partindo de
desconstruções sociais através da expressão, do gênero e da personificação das
coisas.
Mais
informações: www.faap.br/residencia-artistica.
Serviço
Open Studio - Residência Artística FAAP - São Paulo
Dia 13 de junho de 2026, das 12h às 17h
Residência Artística FAAP – Edifício Lutetia
Praça do Patriarca, 78 – Sé
Exposição “Verve, também estremecida”
Até 13 de junho de 2026
Visitação: de segunda a sexta-feira, das 11h às 17h,
com última entrada às 16h30
Fechado aos sábados, domingos e feriados
Entrada gratuita
Créditos: Paula Corrêa | Buriti Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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