Copa do Mundo 2026 reacende investimentos e projeta movimentar US$ 10,5 bilhões em publicidade global *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Com alta de investimentos previstos, evento exige das marcas antecipação, integração de canais e uso intensivo de dados para transformar métricas em vendas
Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, a corrida pela
atenção do público e pelos espaços mais valiosos de comunicação já mobiliza o
mercado publicitário global. Com previsão de movimentar cerca de US$ 10,5
bilhões em investimentos em publicidade, segundo a WARC Media, o torneio deve se consolidar como
um dos maiores eventos para marcas e anunciantes desde 2018, em um cenário
marcado pela fragmentação do consumo de conteúdo, avanço das plataformas
digitais e crescente demanda por mensuração de resultados.
Para especialistas, o principal erro das marcas
ainda é tratar o evento como uma oportunidade concentrada apenas durante os
jogos. “A Copa não é mais um evento de mídia concentrada. Ela é um ecossistema
de atenção distribuída”, afirma Bruno Almeida, CEO da US Media.
Quem
esperar o jogo iniciar vai pagar mais caro
O consumo de conteúdo relacionado à Copa já começou
a crescer meses antes do apito inicial. A FIFA registrou mais de 500 milhões de
solicitações de ingressos ainda na fase inicial do torneio, enquanto pesquisas
relacionadas ao evento vêm registrando alta antecipada no Google Trends e no
consumo de produtos ligados à competição.
“O crescimento antecipado da audiência faz com que
as marcas comecem a disputar inventário premium muito antes da bola rolar. Isso
aumenta a pressão sobre mídia de alta qualidade e encarece os espaços mais
estratégicos conforme o evento se aproxima”, comenta o executivo.
Alcance
não é resultado e a Copa vai deixar isso evidente
Com potencial de atingir 6 bilhões de espectadores,
segundo a FIFA, a Copa de 2026 reforça uma mudança estrutural: métricas
isoladas como alcance, impressões ou recall já não são suficientes para
capturar o impacto real de uma campanha. A jornada do consumidor tornou-se não
linear: ele assiste ao jogo na TV, pesquisa no celular, interage nas redes
sociais, consome conteúdo de creators e pode converter dias depois em outro
ambiente.
Hoje, de acordo com o estudo "O Brasileiro e a
Copa" realizado pela Data-Makers, 54% dos fãs utilizam
múltiplas telas durante os jogos, tornando a experiência simultânea, contínua e
distribuída. Nesse contexto, modelos baseados apenas em último clique ou em uma
única plataforma perdem relevância. A análise passa a exigir uma visão
integrada, considerando indicadores como brand lift, search lift, tráfego
qualificado, intenção de compra e impacto real em vendas.
“A pergunta deixou de ser quantas pessoas viram a
campanha. É quantas avançaram na jornada e passaram a considerar a marca”,
afirma Almeida.
A
TV ainda é dominante, mas já não sustenta a estratégia sozinha
O comportamento do consumidor também vem redefinindo
o papel dos canais. Segundo dados da Kantar, embora a TV aberta ainda seja
dominante, com 85% dos brasileiros acompanhando jogos por esse meio, ela já não
sustenta sozinha uma estratégia completa. A audiência se distribui entre
múltiplas plataformas, incluindo TV por assinatura (39%), streaming (31%) e
redes sociais (23%), exigindo uma abordagem integrada.
O streaming e a TV conectada ampliam a capacidade de
mensuração e personalização, enquanto redes sociais funcionam como extensão da
experiência, capturando a atenção em tempo real e estimulando conversas.
“Plataformas especializadas em conteúdos de futebol
como Onefootball, publishers e ecossistemas de fandom tendem a ganhar
protagonismo por capturar o consumidor em momentos de alta predisposição emocional,
quando ele não está apenas consumindo mídia, mas vivenciando o tema”, conclui
Almeida.
Créditos: Letícia Olivares | Motim.CC
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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