Van Halen: 45 anos de “Fair Warning”
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| "Fair Warning", do Van Halen, completa 45 anos de lançamento em 2026. |
Na última quarta-feira, 29 de abril, o quarto disco do Van Halen, “Fair Warning”, completa exatos 45 anos de lançamento. Gravado entre março e início de abril de 1981 no Sunset Sound, em Los Angeles, a obra teve a produção assinada por Ted Templeman e lançado pela Warner Bros.
Durante
as gravações do álbum, os primeiros problemas entre os integrantes começaram a
aparecer, especialmente na criação de canções, por conta do ego de seus
integrantes. Pois, enquanto Eddie Van Halen queria partir para uma linha de
músicas mais sérias, sombrias e complexas, David Lee Roth desejava manter a pegada
mais pop e “festeira” que marcou os dois últimos trabalhos da banda. O play foi
o primeiro trabalho dos caras em que foi utilizado sintetizadores, que foram
tocados originalmente por Eddie.
A
obra começa com “Mean
Street”, que fala a respeito da vida noturna, com riffs
desprovidos e cheios de punch, além do ótimo backing vocal e do baixo marcante
de Michael Anthony. Depois, em “Dirty Movies”, Eddie faz uma ‘intro’ fantástica,
na letra há insinuações sexuais, versos cativantes, com uma técnica rítmica absurda
e com direito a salva de palmas no meio. O terceiro tema é “Sinner’s Swing”,
cujo desempenho vocal de David Lee Roth é sensacional e uma pegada Heavy que
beira o NWOHMB. Na sequência, o lado A termina com “Hear About It Later”, que apresenta uma bela
melodia, especialmente um ótimo solo de Eddie Van Halen, um dos mais inspirados
desde “Eruption”.
A
segunda parte do play vem com a cabulosa “Unchained”, que Eddie nos brinda com riffs sólidos
à lá Keith Richards e Roth leva ao ouvinte outra excelente performance vocal. A
sexta canção é “Push
Comes To Shove”, que apresenta um desfiladeiro de tapping bem
feitos e foi uma forma bem divertida dos caras “homenagearem” à Disco Music,
seria uma espécie de “Miss
You”, versão Van Halen. Em seguida, aparece a descontraída “So This Is Love?”,
com destaques para as estupendas guitarras de Eddie e a ótima “cozinha” de Alex
e Anthony. A penúltima faixa é a instrumental “Sunday Afternoon In The Park”, um tema
instrumental capitaneado pelos sintetizadores que deixam a atmosfera densa e
sombria, contrastando com a pegada alto astral das faixas anteriores. E, por
fim, “One Foot Out The Door”,
que é quase um Heavy Metal, onde os sintetizadores da faixa anterior se
mantiveram, mas que não tem o mesmo destaque como o efeito da guitarra.
Claro
que não podemos deixar de falar da capa, que traz uma obra intitulada “O Labirinto”, do
pintor canadense William Korelek, que foi ilustrada durante o período em que
ele se tratava de esquizofrenia e que representa a árdua infância vivida em seu
País durante A Grande Depressão, a crise financeira que começou em 1929 e
terminou no final da década seguinte em virtude da Primeira Guerra Mundial
(1939-1945).
Curiosamente,
dos álbuns da era Roth, “Fair
Warning” foi o menos vendido da banda, porém, para muitos fãs, ele
é considerado o melhor disco do grupo, pois a banda estava no auge, apesar de
que, na época, Eddie Van Halen enfrentava problemas por conta da bebedeira
excessiva e o consumo abusivo de cocaína.
Quanto
ao desempenho dos músicos, Eddie mostrou o quanto ele é bom nas cordas,
desfilando muito feeling e punch; Michael Anthony arrebentou nas linhas de
baixo que é bem presente e nítido no álbum, deixando a “cozinha” toda preparada
para o ótimo Alex Van Halen detonar na bateria. E, por fim, David Lee Roth teve
um desempenho vocal no disco que beirou à perfeição, parecia que Diamond Dave
fazia do ofício a sua diversão.
É
um disco altamente recomendado e ter o ‘repeat’ acionado. Mais que recomendado.
A
seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.
Por
Jorge Almeida

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