Uriah Heep: 25 anos de “Electrically Driven”
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| "Electrically Driven", do Uriah Heep, completa 25 anos de lançamento em 2026. |
O Uriah Heep é uma daquelas bandas que detém
uma enormidade de álbuns ao vivo lançados, mas que nenhum deles, porém, é igual
ao incomparável “Uriah Heep Live” (1973), mas existem alguns bons
registros ‘lives’, como o “Acoustically Driven” e o “Live In Europe 1979” (1986), por exemplo.
Mas, em “Electrically Driven”,
o vocalista Bernie Shaw não comprometeu a sua performance e tentou soar o mais
fiel possível ao saudoso David Byron, especialmente nos clássicos da fase do
finado vocalista. No entanto, uma das cartas na manga do grupo está nas
guitarras de Mick Box (o único integrante da formação original presente na
banda até hoje!) e a bateria precisa do também saudoso Lee Kerslake.
Claro que o repertório é focado no material
dos anos 1970, mas contém algo mais recentes, e “Between Two Worlds”
e “I Hear Voices”, ambas de “Sonic Origami” (1998), além de temas esquecidos
como o mediano cover “Come Away Melinda”, gravado no ‘debut’ da
banda em 1970.
No entanto, vários hinos da banda são muito
bem executados, com alguns temas menos conhecidos do grande público, como a
pesada “Universal Wheels”, uma das melhores músicas do Uriah
Heep na fase “pós-Byron”.
Outros destaques ficam por conta de “Circus” e “Blind Eye”, pois
ambas têm a participação especial de Ian Anderson, do Jethro Tull, na flauta.
Ele também se junto ao grupo durante o set de “Acoustically Driven”.
Mas a participação de Anderson foi extremamente agradável na música a ponto de
acharmos que as faixas, especialmente a ‘intro’ de “Circus”,
foi revisitada pelo Tull.
Mas o deleite fica por conta das quatro
últimas faixas da obra. “Sunrise”, que ficou
excelente, enquanto “Gipsy”, apesar de ter ficado boa,
pecou por ter sido reduzida a meros três minutos, a épica “July Morning”, que foi brilhantemente interpretada aqui
e, por fim, a não menos ótima “Easy Livin’”.
Embora tenha deixado alguns clássicos de fora,
esse registro ao vivo é uma viagem muito agradável no repertório do Uriah Heep.
E, sim, a capa foi desenhada por Roger Dean, o mesmo que assina a arte da capa
do clássico “Demons And Wizards” (1972).
A seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.
Ian Anderson: flauta em “Circus” e “Blind Eye“
Por Jorge Almeida

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