Uriah Heep: 25 anos de “Electrically Driven”

"Electrically Driven", do Uriah Heep, completa 25 anos de lançamento em 2026.

No último dia 22 de maio, o álbum “Electrically Driven”, do Uriah Heep, completou 25 anos de lançamento. Trata-se de um registro ao vivo da banda registrado em um show realizado no Astoria, em Londres, no dia 23 de março de 2001. Produzido por Pip Williams, no disco foi lançado pela Classic Rock Legends.

O Uriah Heep é uma daquelas bandas que detém uma enormidade de álbuns ao vivo lançados, mas que nenhum deles, porém, é igual ao incomparável “Uriah Heep Live” (1973), mas existem alguns bons registros ‘lives’, como o “Acoustically Driven” e o “Live In Europe 1979” (1986), por exemplo.

Mas, em “Electrically Driven”, o vocalista Bernie Shaw não comprometeu a sua performance e tentou soar o mais fiel possível ao saudoso David Byron, especialmente nos clássicos da fase do finado vocalista. No entanto, uma das cartas na manga do grupo está nas guitarras de Mick Box (o único integrante da formação original presente na banda até hoje!) e a bateria precisa do também saudoso Lee Kerslake.

Claro que o repertório é focado no material dos anos 1970, mas contém algo mais recentes, e “Between Two Worlds” e “I Hear Voices”, ambas de “Sonic Origami” (1998), além de temas esquecidos como o mediano cover “Come Away Melinda”, gravado no ‘debut’ da banda em 1970.

No entanto, vários hinos da banda são muito bem executados, com alguns temas menos conhecidos do grande público, como a pesada “Universal Wheels”, uma das melhores músicas do Uriah Heep na fase “pós-Byron”.

Outros destaques ficam por conta de “Circus” e “Blind Eye”, pois ambas têm a participação especial de Ian Anderson, do Jethro Tull, na flauta. Ele também se junto ao grupo durante o set de “Acoustically Driven”. Mas a participação de Anderson foi extremamente agradável na música a ponto de acharmos que as faixas, especialmente a ‘intro’ de “Circus”, foi revisitada pelo Tull.

Mas o deleite fica por conta das quatro últimas faixas da obra. “Sunrise”, que ficou excelente, enquanto “Gipsy”, apesar de ter ficado boa, pecou por ter sido reduzida a meros três minutos, a épica “July Morning”, que foi brilhantemente interpretada aqui e, por fim, a não menos ótima “Easy Livin’”.

Embora tenha deixado alguns clássicos de fora, esse registro ao vivo é uma viagem muito agradável no repertório do Uriah Heep. E, sim, a capa foi desenhada por Roger Dean, o mesmo que assina a arte da capa do clássico “Demons And Wizards” (1972).

A seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.

Álbum: Electrically Driven
Intérprete: Uriah Heep
Lançamento: 22 de maio de 2001
Gravadora/Distribuidora: Classic Rock Productions
Produtor: Pip Williams

Mick Box: guitarra e backing vocal
Lee Kerslake: bateria e backing vocal
Bernie Shaw: voz
Trevor Bolder: baixo e backing vocal
Phil Lanzon: teclados e backing vocal

Ian Anderson: flauta em “Circus” e “Blind Eye

1. Return To Fantasy (Hensley / Byron)
2. Universal Wheels (Box / Lanzon)
3. Bird Of Prey (Box / Byron / Hensley / Newton)
4. Stealin’ (Hensley)
5. Between Two Worlds (Box / Lanzon)
6. I Hear Voices (Bolder)
7. Come Away Melinda (Hellerman / Minkoff)
8. Circus (Thain / Box / Kerslake)
9. Blind Eye (Hensley)
10. Sunrise (Hensley)
11. Gypsy (Box / Byron)
12. July Morning (Byron / Hensley)
13. Easy Livin’ (Hensley)

Por Jorge Almeida

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