O outro lado da Copa do Mundo: as lesões que interrompem carreiras e exigem resposta rápida da medicina esportiva *
![]() |
| Foto meramente ilustrativa. |
Exames de imagem têm papel central na identificação, monitoramento e recuperação das lesões mais frequentes no futebol profissional, ajudando a definir condutas médicas e o retorno seguro dos atletas às competições.
Segundo Dr. Harley De Nicola, médico radiologista, professor doutor da Unifesp e superintendente médico da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem - FIDI, o futebol profissional concentra um perfil de lesões bastante conhecido pela medicina esportiva, principalmente em membros inferiores. “As lesões musculares, ligamentares e tendíneas continuam sendo as mais frequentes no futebol de alto rendimento porque envolvem estruturas submetidas a explosão, aceleração, mudança brusca de direção e contato físico constante”, explica.
Nesse cenário, o diagnóstico por imagem tornou-se uma ferramenta central não apenas na confirmação da lesão, mas também no planejamento terapêutico e na definição do retorno esportivo. “Hoje, a ressonância magnética, o ultrassom musculoesquelético e, em alguns casos, a tomografia computadorizada permitem avaliar extensão da lesão, grau de comprometimento das fibras musculares, edema, inflamação e resposta ao tratamento com muito mais precisão”, explica.
Pernas: melhor amigo que exige
atenção especial
Estudos nacionais e internacionais ajudam a dimensionar esse cenário. Pesquisa
conduzida pela University of South Wales, liderada por Steven
Jones (2019), identificou que as regiões mais afetadas em jogadores de futebol
são a coxa (23%), o tornozelo (17%) e o joelho (14%). Já levantamento realizado
pela Unifesp, conduzido por Quintana (2010) com atletas profissionais
brasileiros, apontou que 72,2% das lesões ocorrem nos membros inferiores, sendo
34,5% na coxa, 17,6% no tornozelo e 11,8% no joelho.
Já o estudo desenvolvido pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em análise do Campeonato Brasileiro Série A de 2016 mostrou que 59,3% das lesões registradas ocorreram nos membros inferiores, com predominância das lesões musculares em posteriores de coxa, responsáveis por 59,5% das ocorrências musculares observadas.
Além do ambiente esportivo profissional, o especialista alerta que muitas dessas lesões também são frequentes em praticantes amadores. “Existe uma tendência de reprodução da intensidade do esporte de elite sem o mesmo preparo físico, recuperação ou acompanhamento médico. Isso aumenta o risco de lesões graves mesmo em atletas recreativos”, afirma.
· JONES, Steven. Injury patterns in professional football players. University of South Wales, 2019.
· QUINTANA, H. et al. Incidência de lesões em atletas profissionais brasileiros. Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), 2010.
· UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR). Análise epidemiológica de lesões no Campeonato Brasileiro Série A, 2016.
Sobre Dr. Harley de
Nicola: Médico radiologista, professor doutor do
Departamento de Radiologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade
Federal de São Paulo e superintendente médico da Fundação Instituto de Pesquisa
e Estudo de Diagnóstico por Imagem. Especialista em diagnóstico por imagem,
possui ampla experiência em procedimentos percutâneos guiados por ultrassom,
gestão de equipes médicas e coordenação de serviços de imagem. É membro titular
da Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e
Cirurgia Endovascular e do Colégio Brasileiro de Radiologia, onde
também coordenou Comissão Nacional de Ultrassonografia. Atua ainda na
formação de especialistas como coordenador da pós-graduação em ultrassonografia
da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem -
FIDI, além de participar ativamente de pesquisas, publicações científicas e
congressos nacionais e internacionais.
Sobre a FIDI
Fundada em 1986 por médicos professores integrantes
do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina –
atual Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) –, a FIDI é uma Fundação
privada sem fins lucrativos que reinveste 100% de seus recursos em assistência
médica à população brasileira, por meio do desenvolvimento de soluções de
diagnóstico por imagem, realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão
médico-científica, ações sociais e filantrópicas. Com mais de 2.100
colaboradores e um corpo técnico formado por mais de 500 médicos parceiros, a
FIDI está presente em 100 unidades de saúde nos estados de São Paulo, Rio de
Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás. É a maior empresa especializada
em diagnóstico por imagem do Brasil. Em 2025, foram 4,8 milhões de exames
realizados - um crescimento de 11% em relação a 2024, entre ressonância
magnética, tomografia computadorizada, ultrassonografia, mamografia, raios-X e
densitometria óssea. Com soluções customizadas em diagnóstico por imagem, a
FIDI oferece serviços de Telerradiologia, Gestão Completa, Consultoria,
Educação Médica e Inteligência Artificial.
fidi | Facebook | Instagram
Créditos: Imprensa FIDI | Agência FR
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

Comentários
Postar um comentário