Kid Abelha: 25 anos de “Surf”
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| "Surf", do Kid Abelha, completa 25 anos de lançamento em 2026. |
Hoje, 18 de maio, “Surf“, o décimo quinto disco de estúdio do Kid Abelha, que completa 25 anos nesse ano. O álbum saiu pela Universal Music, a nova gravadora da banda na ocasião, e a produção ficou a cargo de George Israel, Kadu Menezes, Max de Castro e Memê.
Com
a intenção de fazer um disco para efeito de show, o Kid Abelha acabou se
perdendo por conta da ânsia de mesclar tudo o que foi bem-sucedido já feito
pelo trio. Logo, as guitarras de Bruno Fortunato, os violões e os instrumentos
de sopro de George Israel e o vocal aveludado de Paula Toller acabaram se
prejudicando em um disco com letras que chegam até a ser bobinhas.
O
álbum fez várias menções ao Rio de Janeiro, como pode ser conferido nas faixas “Ressaca 99” e “Gávea Posto 6“,
assim como nas fotos do encarte, incluindo capa e contracapa, enaltecendo
temáticas do surfe e do mar.
Algumas
faixas até remetem às características típicas do Kid Abelha, como em “Eu Contra a Noite“,
que tem a presença notável do sax de George Israel. Outro bom acerto é a pop “Três Garotas da Calçada“,
com uma letra até engraçadinha e um pouco feminista. E, claro, não poderia
faltar as baladas, como “O
Rei do Salão” e a voz sexy de Toller em faixas como “Quando Eu Te Amo“.
A atmosfera black se fazem presentes em “Dez Minutos” e “Solidão, Bom Dia!“, curiosamente, ambas produzidas
por Max de Castro.
Bom,
em relação às demais, não agrega muita coisa, mantém o mesmo espírito pop de
letras menos elaboradas de outrora. O disco ficou devendo, não sei se o receio
de estrear por uma nova gravadora fez o trio ter um “bloqueio criativo” e
ficasse com receio de ousar um pouco mais. Enfim, não é um álbum que deixou
saudades e nem pode ser considerado clássico. Parece que toda a inspiração do
Kid Abelha foi descarregada em “Autolove“,
o ousado álbum de 1998.
Se
for dar uma nota de 0 a 10, um 5,5 aqui está de bom tamanho. Ou seja, “Surf” só vale mesmo
para quem é fanático pela banda.
A
seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.
Por
Jorge Almeida

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