Jenni Mosello lança "BRava" e transforma identidade, brasilidade e intensidade em novo álbum *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Com participações de Ney Matogrosso, Xênia França, Elana Dara, Marcelo Tofani e Dani Black, o disco marca uma nova fase na carreira da artista
Após um período intenso de novidades, Jenni Mosello apresenta “BRava”, novo
álbum de sua carreira. O projeto é apresentado ao público no dia 29 de maio e
consolida uma fase mais íntima, intensa e brasileira da artista. Reunindo 13
faixas ao total, o disco transmuta temas como pertencimento, liberdade,
identidade e amadurecimento em música.
Condensando em seu trabalho nomes como Ney
Matogrosso, Xênia França, Marcelo Tofani, Dani Black e Elana
Dara, a cantora mergulha em sua brasilidade e organiza um
lançamento que divaga sobre diferentes partes de sua trajetória. O disco ainda
parte de uma artista atravessada por múltiplas referências culturais, que
encontra nos versos de cada faixa um lugar de importância e soma.
“É um álbum muito importante para mim. Ele simboliza coragem e
me exigiu tocar em assuntos que eu ainda não tinha conseguido acessar em outros
trabalhos. Eu finalmente me sinto pertencente e acredito que consegui reunir
toda a minha construção e maturidade como pessoa em um mesmo lugar. ‘BRava’
carrega essa mistura de bravura e fúria, onde eu me senti pela primeira vez
excelente no que eu estou fazendo”, relata Jenni Mosello.
A construção do álbum já vinha sendo apresentada ao público
desde “Céu
da Boca”, faixa que inaugurou a nova etapa da carreira de
Jenni Mosello e transformou a fala em um gesto de coragem e ocupação de espaço. “Tende a
Piorar”, segunda canção de “BRava”, aprofunda em seus
versos a inquietação sobre não saber parar, transbordar sentimentos e colocar
tudo para fora. Em seguida, “De Gole em Gole”, ao lado de Xênia França,
chegou como um encontro entre jazz, pagode baiano e pop para debater sobre
amadurecimento e aceitação da própria potência.
A artista também fala sobre seu reencontro com a brasilidade em
“BRava”, movimento que aparece no projeto como parte essencial de sua
identidade: “Ele surgiu de um lugar de necessidade. Eu sempre tive medo de não ser
pertencente o suficiente para abraçar a minha bandeira. Eu cresci em um lugar
europeu bastante colonizador, consciente ou inconscientemente, e vivi uma
dualidade muito dura quando criança. Existem coisas incríveis, mas ainda é um país
preconceituoso. Eu cresci com medo de pertencer. Foi quando eu voltei para o
Brasil que eu entendi que as minhas vontades incompreensíveis cabiam, na
verdade, em outro lugar. É o que me torna a artista que eu sou”.
As dez faixas inéditas que chegam com o lançamento completo
revelam camadas ainda não apresentadas anteriormente. Em “Artista”, Jenni
retorna seu olhar ao próprio ofício e canta sobre a necessidade de cantar,
criar e existir enquanto artista. A faixa traduz a força artística quase
incontrolável que atravessa Jenni e a maneira como a arte se impõe como parte
essencial de sua essência.
Na parceria com Ney Matogrosso, “Fome”, surge
como a faixa foco do projeto. A canção carrega uma energia acelerada e urbana,
enquanto a letra atravessa temas como rotina, esquecimento e observa o tempo
como uma força que segue seu próprio fluxo e acaba deixando todos para trás. Ao
falar sobre a “fome do tempo”, a faixa reflete sobre a pressa que atravessa a
vida e sobre a busca em compreender os próprios caminhos, antes que tudo passe
rápido demais.
“O Ney faz parte dessa construção porque, em um mundo em que as
pessoas olham primeiro para os números, ele não quis saber quantos ouvintes
mensais ou seguidores eu tinha. Ele topou fazer arte comigo. Saber que ainda
existem ouvidos como os dele, que colocam a arte em primeiro lugar e me
enxergam para além dos estereótipos da indústria, me faz acreditar que, de
alguma forma, eu estou no lugar certo e fazendo a coisa certa”, conta
Jenni sobre sua reunião com o cantor.
Com Elana Dara, “Incomum” mergulha em uma atmosfera romântica
e pessoal, mercada pelo desejo, pela falta e pelo risco de se entregar a uma
relação capaz de tirar seu corpo do lugar. A música fala de uma espera que
também tem limite, de um amor que precisa de cuidado e presença, enquanto a
possibilidade de outros encontros também é explorada e aparece como provocação
nos versos “Enquanto
você não vem, outro corpo pode me achar”.
A inédita “Estrangeiros”, escrita ao lado de Marcelo
Tofani, surge a partir de uma melancólica sensação de deslocamento para
discorrer sobre saudade, pertencimento e brinca com a sensação de uma relação
amorosa, deslocando a ideia de casa como um território completo para pessoas,
cheiros e encontros capazes de criar a sensação de acolhimento. A canção ainda
é conduzida por uma batida enérgica e bem-disposta.
Em “Um Dia de Cada Vez”, Jenni desacelera e
propõe uma pausa no ritmo do disco. A música fala sobre deixar o corpo respirar
e viver o presente sem pressa, tentando escapar da rotina sem remoer o passado
ou antecipar o que ainda está por chegar e transformando o descanso em uma
necessidade e um gesto de autocuidado. Já “Melhor Saída”, com
Dani Black, segue por um caminho mais introspectivo e reflete sobre sair da
rotina e correria para entender que, às vezes, o que parece alucinar pode ser
justamente a melhor saída. A faixa fala sobre quebrar padrões, escapar de
regras impostas pela sociedade e encontrar a sua maneira de viver.
O álbum também encontra momentos de poesia lírica em “Dona Linda”, faixa
inspirada na avó de Jenni. Mulher indígena, Dona Linda atravessou uma
trajetória difícil desde a juventude e deixou como herança o desejo e a sede de
viver a vida em sua maior potência. Expulsa da aldeia aos 13 anos, vendeu ossos
na rua para sobreviver e chegou a ser modelo para uma loja famosa. Hoje, Dona
Linda pinta telas como uma forma de contar a sua própria verdade. Jenni, por
sua vez, escolheu outro tipo de tinta e encontrou no canto uma maneira de
transformar o legado em arte. A música ainda aparece como uma das inéditas mais
contemplativas do projeto.
Em “Sinto Muito”, a mesma sensibilidade ganha uma
nova versão enérgica e intensa, tornando-se a voz de quem quer viver a vida
inteira em um segundo e está sempre com a fome de quem quer o mundo inteiro. O
verso “Sinto
muito, muito, muito, muito mesmo” ainda brinca com o duplo
sentido da expressão entre sentir em excesso e pedir desculpas.
“Rua dos Lírios” nasce
de uma reunião criativa com Nave, produtor da música, ao lado de Lucas Vaz.
Mais do que falar do cotidiano, a canção celebra o encontro com outras pessoas
que também se sentem diferentes, como um jeito de dividir o peso do caos e
reconhecer iguais pelo caminho. Fechando o percurso do álbum, “BRava” funciona
quase como um manifesto do projeto. A faixa-título reúne poesia, intensidade,
força e crítica para apresentar uma artista grata de poder brincar com
dualidades, letras e melodias em seu ofício.
“O azul presente no disco vem muito desse lugar da bandeira do
Brasil, que às vezes é muito esquecido. Por um tempo, eu me senti como esse tom
de azul. Mas por dentro, eu sempre fui muito brasileira. O meu disco surge a
partir desse lugar, de estar falando do meu Brasil, e eu espero que ele se
traduza no coração das pessoas como ele tenha que se traduzir”, completa
Jenni sobre a estética visual do álbum.
Com “BRava”, Jenni apresenta um trabalho que constrói uma
linguagem própria a partir de suas inquietações, entre faixas que passam por
desejos, descanso, saudade, criação e caos. O álbum apresenta uma artista ainda
mais consciente de sua própria potência e abraça diferentes referências e
camadas de brasilidade, afirmando o projeto como um disco íntimo e vivo.
TRACKLIST DE “BRAVA”
1. ARTISTA
2. FOME (FT. NEY MATOGROSSO)
3. DE GOLE EM GOLE (FT. XÊNIA FRANÇA)
4. CÉU DA BOCA
5. INCOMUM (FT. ELANA DARA)
6. ESTRANGEIRO (FT. MARCELO TOFANI)
7. UM DIA DE CADA VEZ
8. MELHOR SAÍDA (FT. DANI BLACK)
9. DONA LINDA
10. SINTO MUITO
11. TENDE A PIORAR
12. RUA DOS LÍRIOS
13. BRAVA
Créditos: Maria Luiza De Nigris | Perfexx
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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