Festival Raízes Ancestrais coloca protagonismo indígena no centro do debate sobre clima, cultura e futuro em Belo Horizonte *

  

Foto meramente ilustrativa.

Evento realizado nesta quarta-feira (27/05), reúne e homenageia lideranças originárias, artistas, intelectuais e movimentos sociais em uma grande mobilização pela defesa dos territórios e da vida. A programação terá início com a entrega das homenagens na UFMG e será finalizada com apresentações gratuitas na rua Sapucaí, recebendo atrações como Maria Gadú, DJ Ekanta, Sérgio Pererê, Célia Xacriabá, Sônia Guajajara e atrações indígenas, como Djuena Tikuna, Eric Terena e Brô MCs.

Belo Horizonte recebe nesta quarta-feira, dia 27 de maio a programação do Festival Raízes Ancestrais – Pela Cura da Terra, um grande encontro cultural, político e simbólico que irá reunir lideranças indígenas, artistas, intelectuais, movimentos sociais, universidades, juventudes e representantes da sociedade civil em torno de debates sobre território, democracia, cultura, clima e futuro. O festival propõe uma reflexão pública sobre a urgência de reconstruir as relações entre humanidade, natureza e vida coletiva a partir dos saberes ancestrais.

A iniciativa nasce do reconhecimento de que Minas Gerais é território indígena ancestral. Muito antes das fronteiras institucionais do estado, povos originários já habitavam, protegiam e produziam conhecimento sobre esses territórios. Ao afirmar que “Minas Gerais é Terra Indígena”, o festival reforça a permanência viva dessas culturas, suas línguas, espiritualidades, modos de vida e contribuições fundamentais para o presente e o futuro do país.

Mais do que um evento cultural, o Festival Raízes Ancestrais se apresenta como um espaço de encontro entre ancestralidade, arte, política pública, comunicação, juventude e mobilização social. Em um contexto marcado pela crise climática, pelos conflitos territoriais e pela exploração predatória da natureza, o encontro evidencia os povos indígenas como protagonistas de caminhos possíveis para a preservação da vida e para a construção de modelos mais sustentáveis de existência.

A abertura oficial acontece às 09h30, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), reforçando o papel da universidade pública como espaço de diálogo intercultural e valorização dos saberes originários. O painel “Minas Gerais é Terra Indígena: Um encontro sobre futuro, território, cultura e clima” reúne importantes lideranças indígenas, intelectuais e representantes institucionais, entre eles a deputada federal Célia Xakriabá, o ministro dos Povos Indígenas Eloy Terena, o reitor da UFMG Alessandro Fernandes Moreira e a liderança e cineasta Suely Maxakali.

Um dos momentos centrais do festival será a cerimônia “Embaixadoras e Embaixadores pelo Clima”, iniciativa que homenageia personalidades que contribuem para ampliar o debate sobre justiça climática, direitos indígenas, cultura, ancestralidade e proteção dos territórios.

As homenagens reconhecem trajetórias que utilizam a arte, a comunicação, a espiritualidade, a mobilização social e a atuação política como instrumentos de defesa da vida, da memória coletiva e da preservação ambiental. A cerimônia contará com a participação de vários nomes que serão homenageados, incluindo a cantora Marina Sena.

Lideranças indígenas homenageadas
Entre as lideranças indígenas homenageadas estão Davi Kopenawa, referência internacional na defesa da Amazônia e dos povos originários; Shirley Krenak, reconhecida pela luta em defesa do Rio Watu e pela denúncia dos impactos da mineração; Sirêpte Xakriabá, guardião dos saberes ancestrais e das medicinas tradicionais do povo Xakriabá; Zé Fiuza Xakriabá e Cacique Domingos Xakriabá, referências na defesa do território e da espiritualidade indígena no norte de Minas Gerais; Sueli Maxakali e Suely Maxakali, que atuam na preservação da língua, da cultura e da educação indígena Tikmũ’ũn/Maxakali; Pajé Analice Tuxá, Wasady Xakriabá, Daru Tikuna, Edgar Kanaykõ Xakriabá, além de Jhuena Tikuna, Eric Terena e Gean Pankararu, que fortalecem as pautas indígenas contemporâneas por meio da música, da comunicação e do audiovisual.

Também estão entre os homenageados Eloy Terena, pela atuação política e jurídica em defesa dos direitos constitucionais indígenas, e Brô MCs, primeiro grupo de rap indígena do Brasil, reconhecido por transformar o hip hop em ferramenta de denúncia das violências sofridas pelos povos originários.

“Falar da cura da Terra é também reconhecer que Minas Gerais sempre foi território indígena. Antes das cercas, das cidades e das mineradoras, já existiam povos cuidando da água, das florestas, das montanhas e da vida. Esse festival é um chamado para o Brasil compreender que não existe futuro sem os povos indígenas e sem a reconexão com os saberes ancestrais. Cura da Terra é cura da memória, do território e da nossa relação com o planeta.”, reforça Célia Xakriabá, deputada federal.

Artistas e personalidades homenageadas
Entre os artistas e personalidades homenageados estão Marina Sena, por projetar Minas Gerais nacionalmente valorizando a liberdade estética e as expressões culturais populares, Maria Gadú, pelo posicionamento público em defesa dos povos indígenas e das pautas socioambientais; Mano Brown, referência histórica da música como instrumento de consciência política e denúncia das desigualdades sociais; Djonga e Xamã, por ampliarem debates sobre racismo, ancestralidade e periferia por meio da música e Sérgio Pererê, reconhecido pela valorização das culturas afro-mineiras, indígenas e populares.

Também recebem homenagem Renegado, Kdu dos Anjos, Coral, Russo do Coletivo Terra Firme, Lukas du Palko Aberto, Tim do Espanta Crise, Scheylla Bacellar, Tomás Gonzaga, Meninas de Sinhá e Fran Glam Glam, artistas e articuladores culturais que utilizam a arte como ferramenta de fortalecimento comunitário, inclusão social e valorização das periferias.

A lista contempla ainda importantes referências da cultura, da educação e dos direitos humanos, como Conceição Evaristo, cuja obra transformou a literatura em território de memória e resistência; Ana Paula Renault, reconhecida pelo posicionamento em pautas sociais e de direitos humanos; Roberto Andrés, pela articulação entre cultura, cidade e ecologia; além de Rainha Belinha, Makota Kássia Kidoialê, Mãe Efigênia do Kilombo Manzo, Mãe Ione, Claudia Mayorga, Gláucia Cristine Martins de Araújo Vieira, Camilo Gan e Lucinha Alvarez, homenageados por suas trajetórias ligadas à preservação da ancestralidade afro-brasileira, da memória coletiva, da cultura popular e das redes de cuidado comunitário.

“A comunicação indígena tem um papel fundamental nesse processo de cura da Terra, porque ela ajuda a romper silêncios históricos e a mostrar que nossos povos seguem vivos, produzindo conhecimento, cultura e resistência. O festival também é um espaço para fortalecer as juventudes indígenas, as mulheres e os comunicadores que usam a imagem, a palavra e a arte para defender os territórios e projetar futuros possíveis.”, destaca a comunicadora Grazy Kaimbé, da Mídia Indígena.

Programação Cultural Gratuita
O Festival Raízes Ancestrais chega à rua Sapucaí com uma programação cultural que reúne música, arte, performance, mobilização social e presença indígena contemporânea no centro da capital mineira. A proposta do encontro é aproximar diferentes públicos das pautas indígenas, climáticas e territoriais por meio da cultura, promovendo um espaço de celebração, diversidade, resistência e construção coletiva de futuro.

Além das apresentações artísticas, a programação contará com participações especiais de lideranças indígenas, movimentos sociais, artistas e personalidades públicas em um grande ato político-cultural em defesa da vida, dos territórios e da justiça climática.

A programação cultural acontece no Circuito Sapucaí, com apresentações musicais, performances e atos político-culturais abertos ao público. Entre as atrações confirmadas estão Djuena TikunaGean PankararuEric TerenaBrô MCsMaria Gadú e DJ Ekanta, além de participações especiais de Célia Xakriabá, Sônia Guajajara, Shirley Krenak, Marcos Kaingang e Sérgio Pererê.

O Festival Raízes Ancestrais reafirma Belo Horizonte e Minas Gerais como territórios de diversidade, resistência e construção coletiva de futuro, promovendo um encontro entre cultura, mobilização social, espiritualidade e protagonismo indígena contemporâneo.

O Festival Raízes Ancestrais – Pela Cura da Terra é uma criação da Mídia Indígena, com realização do Ministério dos Povos Indígenas e Governo Federal, execução do Instituto No Setor, produção da Maraca Pro e apoio institucional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Programação Festival Raízes Ancestrais

Circuito Sapucaí – palco aberto montado na rua Sapucaí em frente ao número 469
Apresentação oficial: Yrewa Krenak e Malu Tamietti   
18h   - Abertura com 
Comitê Indígena de Belo Horizonte e Povo Pataxó 
18h20  -  Show Magia Negra 
18h30   Show Djuena Tikuna convida Sérgio Pererê
19h10     Maria Gadú
19h40   Ato Cultural “Minas Gerais é Terra Indígena”
Abertura com o povo Xakriabá
Participações: Célia Xakriabá, Sônia Guajajara, Shirley Krenak Marcos Kaingang
20h20   Fechamento do ato com o Povo Maxakali
20h35   Show Bros MC’s
21h10     Erick Terena convida DJ Ekanta

22h -   Encerramento

Programação gratuita

SERVIÇO
Festival Raízes Ancestrais – Pela Cura da Terra
Data: 27 de maio – quarta-feira
Horários e locais:
09h30 – UFMG – Campus Pampulha – Auditório da Reitoria – Coletiva de Imprensa
10h – UFMG – Campus Pampulha – Auditório da Reitoria – Painel de Abertura e entrega das homenagens, incluindo a presença de vários homenageados.
18h às 22h – Circuito Sapucaí – Programação cultural aberta ao público

Mini-bios homenageados e atrações do Festival Raízes Ancestrais

Atrações da programação Circuito Sapucaí
Apresentações gratuitas, das 18h às 22h
Djuena Tikuna
Cantora, jornalista e ativista indígena do povo Tikuna, reconhecida nacionalmente por fortalecer a música indígena contemporânea e a valorização das culturas originárias brasileiras.

DJ Erick Terena
Expoente global da música eletrônica indígena e referência em ativismo audiovisual. Como produtor e sound designer do filme Yanuni (pré-indicado ao Oscar 2026), une tecnologia e ancestralidade para projetar o protagonismo originário nos maiores palcos do mundo.

Brô MC’s
Primeiro grupo de rap indígena do Brasil, formado por artistas Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul, reconhecido nacionalmente pela defesa dos povos indígenas através da música e da cultura hip hop.

Maria Gadú
Cantora, compositora e produtora cultural. Reconhecida nacionalmente, utiliza sua influência na arte como uma grande aliada na defesa dos direitos humanos, do meio ambiente e dos territórios indígenas.

DJ Ekanta
DJ e produtora musical pioneira da cena eletrônica no Brasil. Mãe dos também dj’s Alok e Bhaskar, Ekanta é reconhecida como forte aliada das pautas indígenas, utilizando sua música na valorização da ancestralidade e da natureza. Sua impressionante atuação fora do Brasil a torna seguramente uma das mais experimentadas e respeitadas DJs do mundo.

Yrewa Krenak
Artista e designer indígena do povo Krenak. Transforma a cultura e os grafismos ancestrais de seu povo em roupas e artes visuais, utilizando a moda e a arte como ferramentas para contar histórias e fortalecer a resistência dos povos originários.

Malu Tamietti
Produtora cultural e CEO do selo independente AQuadrilha (Belo Horizonte). É referência na produção executiva e direção criativa no fomento da cultura urbana e do rap nacional.

Magia Negra
Bloco afro criado em 2013, em Belo Horizonte, pelo artista Camilo Gan. Combate o racismo através da arte, misturando ritmos afro-mineiros, afrobeat, jazz, rap e ancestralidade.

Povo Pataxó
Povo de aproximadamente 20.000 indivíduos, localizados no extremo sul da Bahia e norte de Minas Gerais. Falam o português e vivenciam um forte processo de revitalização de sua língua materna, o Patxohã.

Povo Maxakali
Povo do nordeste de Minas Gerais (Vale do Mucuri), com cerca de 2.500 indivíduos. Destacam-se pela preservação cultural, com a língua Maxakali falada no cotidiano por quase 100% da população.

Povo Xakriabá
Maior população indígena de Minas Gerais (cerca de 8.900 indivíduos), situados no norte do estado. Falam o português no cotidiano e realizam a retomada de sua língua materna, o Akwẽ, através de rituais e cantos.

Homenageados 
Rainha Belinha
Referência histórica do Congado e das tradições afro-mineiras, atua na preservação da ancestralidade negra, dos saberes do Rosário e da memória cultural dos povos tradicionais de Minas Gerais.

Makota Kássia Kidoialê
Liderança quilombola e referência na defesa das religiões de matriz africana, dos territórios tradicionais e da justiça climática e racial em Minas Gerais.

Gláucia Cristine Martins de Araújo Vieira
Do Kilombo Souza, liderança comunitária, atua no fortalecimento da cultura negra periférica e das redes coletivas de resistência em Minas Gerais.

Mãe Ione
Do Kilombo Souza, liderança comunitária e guardiã da memória afro-brasileira, reconhecida pelo fortalecimento das redes de cuidado, solidariedade e resistência nos territórios periféricos.

Claudia Mayorga
Do Kilombo Souza, liderança comunitária e guardiã da memória afro-brasileira, reconhecida pelo fortalecimento das redes de cuidado, solidariedade e resistência nos territórios periféricos.

Sirêpte Xakriabá (Pajé Deda Xakriabá)
Pajé e guardião dos saberes ancestrais dos povos originários, referência da espiritualidade, das medicinas tradicionais e do cuidado com o povo Xakriabá.

Wasady Xakriabá
Jovem articuladora indígena comprometida com o fortalecimento da juventude originária, da justiça climática e da defesa dos territórios indígenas.

Shirley Krenak
Liderança indígena reconhecida pela defesa do Rio Watu, dos direitos das mulheres indígenas e pela denúncia dos impactos da mineração sobre os territórios tradicionais.

Camilo Gan
Educador e articulador cultural do Bloco Afro Magia Negra, atua na valorização da cultura afro-brasileira e da educação antirracista em Belo Horizonte.

Daru Tikuna
Artesã e educadora popular indígena, utiliza a arte como instrumento de valorização da ancestralidade e defesa dos territórios tradicionais.

Eloy Terena
Ministro dos Povos Indígenas, advogado e liderança política reconhecida pela atuação em defesa dos direitos constitucionais dos povos indígenas. Com trajetória marcada pela incidência política e jurídica em pautas estratégicas no STF e em Cortes Internacionais, teve papel central no enfrentamento ao marco temporal e na ampliação da participação indígena nos espaços institucionais.

Sérgio Pererê
Cantor, compositor e multiartista mineiro, referência na valorização das culturas afro-mineiras, indígenas e populares por meio da música.

Pajé Analice Tuxá
Pajé e liderança indígena comprometida com a preservação da espiritualidade ancestral e a luta pelas retomadas e pelos territórios tradicionais.

Mãe Efigênia do Kilombo Manzo
Importante liderança religiosa e comunitária de matriz africana, referência histórica no enfrentamento ao racismo religioso e na defesa dos territórios tradicionais negros.

Renegado
Cantor, compositor e produtor cultural mineiro, reconhecido pela valorização da cultura periférica e das expressões artísticas negras.

Maria Gadú
Cantora e compositora com compromisso com a defesa dos povos indígenas, com a valorização das culturas originárias e com a justiça socioambiental.

Davi Kopenawa
Liderança indígena e xamã do povo Yanomami, reconhecido nacional e internacionalmente por sua atuação histórica na defesa dos direitos dos povos indígenas, da proteção dos territórios tradicionais e do enfrentamento às violências e invasões sofridas pelas comunidades originárias. Sua trajetória é marcada pela luta em defesa das florestas e dos modos de existência dos povos originários a partir da centralidade dos saberes ancestrais, da espiritualidade e da autodeterminação dos povos indígenas.

Kdu dos Anjos
Artista, empreendedor social e fundador do Lá da Favelinha, projeto voltado ao fortalecimento da juventude periférica por meio da arte e da educação.

Coral
Artista da cena independente que desenvolve uma trajetória marcada pela experimentação estética, pela liberdade criativa e pela valorização das expressões dissidentes na cena cultural independente. Sua atuação articula música, poesia, performance e linguagem visual, promovendo reflexões sobre identidade, corpo, ancestralidade e diversidade.

Russo do Coletivo Terra Firme
Ator, Educador Popular, Pedagogo, Produtor de Vídeos, Produtor de Beats Instrumentais de RAP e FUNK, desenvolve uma trajetória comprometida com o fortalecimento da comunicação popular, da cultura periférica e das redes comunitárias em Belo Horizonte e Região Metropolitana.

Lukas du Palko Aberto
Cantor e produtor cultural ligado ao projeto Palco Aberto, dedicado à democratização do acesso à cultura e ao incentivo à cena artística independente.

Tim do Espanta Crise
Articulador cultural do projeto Espanta Crise em Belo Horizonte, atua com cultura popular, economia solidária e ocupação comunitária dos espaços urbanos.

Scheylla Bacellar
Arte educadora, dançarina e gestora integrante do Coletivo Mulheres da Quebrada, iniciativa voltada ao fortalecimento do protagonismo feminino nas periferias urbanas.  Por meio do Coletivo, promove iniciativas de formação política, acolhimento, cultura e mobilização comunitária, fortalecendo a participação das mulheres na construção de territórios mais justos e solidários.

Tomás Gonzaga
Produtor e gestor cultural, desenvolve uma trajetória de fortalecimento da música independente e da diversidade cultural em Belo Horizonte. Por meio da Autêntica, contribui para ampliar espaços de circulação artística, incentivar artistas independentes e fortalecer a cena cultural mineira, promovendo encontros entre diferentes linguagens e públicos.

Meninas de Sinhá
Grupo formado por mulheres idosas que transformam a música em instrumento de cuidado comunitário, convivência, valorização do envelhecimento digno e fortalecimento dos vínculos coletivos.

Marina Sena
Cantora do estado de Minas Gerais. Construiu uma trajetória de destaque na música brasileira contemporânea, projetando Minas Gerais nacional e internacionalmente por meio de uma produção artística marcada pela originalidade, liberdade estética e valorização das expressões culturais populares.

Lucinha Alvarez
Educadora popular, articuladora social e defensora dos direitos humanos. Por meio do Coletivo Teia – Tecendo Fios de Um Direito, atua na formação política de mulheres, populações periféricas e comunidades tradicionais, promovendo práticas coletivas de solidariedade, acesso à cidadania e enfrentamento das violências sociais e institucionais.

Fran Glam Glam
Artista drag, performer e produtora cultural, Fran Glam Glam é uma das referências da cena ballroom e LGBTQIAPN+ em Belo Horizonte. Atua no fortalecimento das expressões artísticas dissidentes, periféricas e negras. Sua trajetória articula arte, performance, cultura ballroom e mobilização comunitária, criando espaços de acolhimento, pertencimento e visibilidade para corpos historicamente marginalizados.

Roberto Andrés
Urbanista, professor, escritor e articulador cultural, Roberto Andrés desenvolve uma trajetória voltada à educação ambiental, ao pensamento crítico e à valorização da biodiversidade e dos territórios. Fundador da revista Piseagrama e articulador do Festival do Onça, atua na construção de iniciativas que aproximam cultura, cidade, ecologia e justiça climática, promovendo reflexões sobre preservação ambiental, democracia urbana e cuidado coletivo com a vida.

Mano Brown
Um dos maiores nomes da história do rap brasileiro, Mano Brown é rapper, compositor e comunicador reconhecido por transformar a música em instrumento de denúncia das desigualdades sociais, do racismo estrutural e da violência contra as periferias. Como integrante dos Racionais MC’s, construiu uma obra que marcou gerações e fortaleceu a cultura hip-hop como espaço de consciência política, resistência cultural e afirmação da juventude negra periférica.

Djonga
Rapper, compositor e escritor de Belo Horizonte, Djonga se consolidou como uma das vozes mais potentes do rap contemporâneo brasileiro. Sua obra aborda racismo estrutural, desigualdade social, memória negra e dignidade das periferias, utilizando a música como ferramenta de denúncia, consciência política e valorização das juventudes negras e periféricas.

Xamã
Rapper, cantor, compositor e ator, Xamã é um dos principais nomes da música urbana contemporânea no Brasil. Sua trajetória artística combina rap, poesia e diferentes sonoridades brasileiras para discutir desigualdade social, afetos, ancestralidade e vivências periféricas, ampliando a visibilidade da cultura hip-hop e das juventudes populares no cenário nacional.

Zé Fiuza Xakriabá
Liderança indígena do povo Xakriabá, Zé Fiuza atua na defesa dos territórios tradicionais, da memória ancestral e dos direitos dos povos originários no Cerrado mineiro. Sua trajetória fortalece a preservação dos saberes indígenas, a proteção das águas e a continuidade das formas coletivas de cuidado e resistência do povo Xakriabá.

Cacique Domingos Xakriabá
Cacique e importante liderança tradicional do povo Xakriabá, Domingos Xakriabá possui trajetória marcada pela luta em defesa do território, da espiritualidade indígena e da autonomia dos povos originários. Sua atuação fortalece a resistência indígena no norte de Minas Gerais e a transmissão dos saberes ancestrais entre gerações.

Sueli Maxakali
Liderança indígena do povo Maxakali, Sueli atua na valorização da cultura, da língua e dos saberes tradicionais de seu povo, fortalecendo a educação indígena e a preservação das expressões ancestrais Maxakali.

Jhuena Tikuna
Cantora, compositora, atriz e ativista indígena do povo Tikuna, Jhuena Tikuna utiliza a música e o audiovisual como ferramentas de valorização das culturas indígenas, da ancestralidade e da defesa dos direitos dos povos originários.

Brô MCs
Primeiro grupo de rap indígena do Brasil, o Brô MCs é formado por jovens Guarani-Kaiowá do Mato Grosso do Sul e se tornou referência nacional na valorização da juventude indígena por meio da cultura hip-hop. Suas músicas denunciam violências contra os povos indígenas, defendem os territórios tradicionais e fortalecem a identidade e a resistência dos povos originários.

Eric Terena
Comunicador indígena, ativista climático e DJ do povo Terena, Eric Terena atua na articulação entre comunicação, cultura, audiovisual e justiça climática. Sua trajetória fortalece a visibilidade das pautas indígenas nos debates ambientais contemporâneos, promovendo a valorização das narrativas originárias e da juventude indígena nos espaços de incidência política e cultural.

Gean Pankararu
Artista, produtor cultural e articulador indígena do povo Pankararu, Gean atua no fortalecimento das expressões culturais originárias e na valorização da presença indígena nos espaços urbanos e artísticos. Sua trajetória conecta ancestralidade, cultura e mobilização social, contribuindo para ampliar a visibilidade das lutas indígenas contemporâneas.

Edgar Kanaykõ Xakriabá
Edgar Kanaykõ Xakriabá pertence ao povo indígena Xakriabá do Estado de Minas Gerais. É mestre em Antropologia e possui graduação em Formação Intercultural para Educadores Indígenas pela Universidade Federal de Minas Gerais. Nas lentes dele, a partir de uma atuação livre na etnofotografia, a fotografia torna-se uma nova “ferramenta” de luta, possibilitando ao “outro” ver com outro olhar aquilo que um povo indígena é.

Ana Paula Renault
Ana Paula Renault é jornalista, escritora e comunicadora mineira, reconhecida nacionalmente por sua atuação na televisão, nas redes sociais e nos espaços de debate público. Natural de Belo Horizonte, sua trajetória se destaca pela comunicação direta, pelo posicionamento crítico e pela defesa de pautas ligadas aos direitos humanos, à democracia e à justiça social. Conhecida por sua personalidade forte, destemida e pela firmeza com que se posiciona diante de temas sociais e políticos, Ana Paula Renault também se destaca pela sensibilidade e humanidade ao tratar de assuntos complexos e densos, especialmente aqueles relacionados às violências, desigualdades e vulnerabilidades enfrentadas por diferentes grupos sociais.

Tia Milena
Milena Moreira Laje, conhecida como “Tia Milena”, é recreadora infantil, tendo conquistado reconhecimento nacional por meio da participação no BBB26, onde sua autenticidade, carisma e forma espontânea levou para a televisão aberta aspectos da realidade vivida por milhares de brasileiros das periferias e do interior do país. Natural de Itambacuri e moradora de Teófilo Otoni, Minas Gerais, sua trajetória é marcada pelo trabalho e pela construção de vínculos comunitários por meio do cuidado com crianças e famílias.

Conceição Evaristo
Conceição Evaristo é escritora, professora e referência fundamental da literatura brasileira contemporânea. Nascida em Belo Horizonte, sua trajetória traz a força da palavra como território, memória, denúncia e ancestralidade. Ao criar palavras para nomear mundos e experiências negadas pela linguagem hegemônica, Conceição Evaristo e sua escrita de  “escrevivências” constrói caminhos de retomada. Afinal, assim como nossos territórios, a linguagem também é um campo de disputa entre aqueles que a cuidam e aqueles que se apropriam dela como forma de poder.

Mídia Ninja
Uma das principais redes de comunicação independente do Brasil, a Mídia NINJA constrói uma trajetória de compromisso com a democratização da informação, pela cobertura de mobilizações populares e pela valorização das vozes historicamente invisibilizadas pelos grandes meios de comunicação.

Mídia Indígena
Rede de comunicação indígena do Brasil, a Mídia Indígena trabalha há mais de uma década na promoção e preservação das culturas originárias, fortalecendo narrativas produzidas pelos próprios povos indígenas. É referência nacional e internacional na defesa dos territórios tradicionais, da demarcação das terras indígenas e da justiça climática, especialmente por meio de campanhas como “Brasil Indígena, Terra Demarcada” e “Brasil Merece Respeito”.

Créditos: Fábio Gomides | A Dupla Informação

* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Psicodramas insurgentes *

Artigo: Salve, Jorge!

Danielian recebe As Feras / Às Feras, individual de Ana Neves *