Festival Raízes Ancestrais coloca protagonismo indígena no centro do debate sobre clima, cultura e futuro em Belo Horizonte *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Evento realizado nesta quarta-feira (27/05), reúne e homenageia lideranças originárias, artistas, intelectuais e movimentos sociais em uma grande mobilização pela defesa dos territórios e da vida. A programação terá início com a entrega das homenagens na UFMG e será finalizada com apresentações gratuitas na rua Sapucaí, recebendo atrações como Maria Gadú, DJ Ekanta, Sérgio Pererê, Célia Xacriabá, Sônia Guajajara e atrações indígenas, como Djuena Tikuna, Eric Terena e Brô MCs.
Belo Horizonte recebe nesta quarta-feira,
dia 27 de maio a programação do Festival Raízes Ancestrais – Pela Cura da
Terra, um grande encontro cultural, político e simbólico que irá reunir
lideranças indígenas, artistas, intelectuais, movimentos sociais,
universidades, juventudes e representantes da sociedade civil em torno de
debates sobre território, democracia, cultura, clima e futuro. O festival
propõe uma reflexão pública sobre a urgência de reconstruir as relações entre
humanidade, natureza e vida coletiva a partir dos saberes ancestrais.
A iniciativa nasce do reconhecimento de que Minas
Gerais é território indígena ancestral. Muito antes das fronteiras
institucionais do estado, povos originários já habitavam, protegiam e produziam
conhecimento sobre esses territórios. Ao afirmar que “Minas Gerais é Terra
Indígena”, o festival reforça a permanência viva dessas culturas, suas línguas,
espiritualidades, modos de vida e contribuições fundamentais para o presente e
o futuro do país.
Mais do que um evento cultural, o Festival Raízes
Ancestrais se apresenta como um espaço de encontro entre ancestralidade, arte,
política pública, comunicação, juventude e mobilização social. Em um contexto
marcado pela crise climática, pelos conflitos territoriais e pela exploração
predatória da natureza, o encontro evidencia os povos indígenas como
protagonistas de caminhos possíveis para a preservação da vida e para a
construção de modelos mais sustentáveis de existência.
A abertura oficial acontece às 09h30, na
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), reforçando o papel da universidade
pública como espaço de diálogo intercultural e valorização dos saberes
originários. O painel “Minas Gerais é Terra Indígena: Um encontro sobre futuro,
território, cultura e clima” reúne importantes lideranças indígenas, intelectuais
e representantes institucionais, entre eles a deputada federal Célia Xakriabá,
o ministro dos Povos Indígenas Eloy Terena, o reitor da UFMG Alessandro
Fernandes Moreira e a liderança e cineasta Suely Maxakali.
Um dos momentos centrais do festival será a
cerimônia “Embaixadoras e Embaixadores pelo Clima”, iniciativa que homenageia
personalidades que contribuem para ampliar o debate sobre justiça climática,
direitos indígenas, cultura, ancestralidade e proteção dos territórios.
As homenagens reconhecem trajetórias que utilizam a
arte, a comunicação, a espiritualidade, a mobilização social e a atuação
política como instrumentos de defesa da vida, da memória coletiva e da
preservação ambiental. A cerimônia contará com a participação de vários nomes
que serão homenageados, incluindo a cantora Marina Sena.
Lideranças indígenas homenageadas
Entre as lideranças indígenas homenageadas estão
Davi Kopenawa, referência internacional na defesa da Amazônia e dos povos
originários; Shirley Krenak, reconhecida pela luta em defesa do Rio Watu e pela
denúncia dos impactos da mineração; Sirêpte Xakriabá, guardião dos saberes
ancestrais e das medicinas tradicionais do povo Xakriabá; Zé Fiuza Xakriabá e
Cacique Domingos Xakriabá, referências na defesa do território e da espiritualidade
indígena no norte de Minas Gerais; Sueli Maxakali e Suely Maxakali, que atuam
na preservação da língua, da cultura e da educação indígena Tikmũ’ũn/Maxakali;
Pajé Analice Tuxá, Wasady Xakriabá, Daru Tikuna, Edgar Kanaykõ Xakriabá, além
de Jhuena Tikuna, Eric Terena e Gean Pankararu, que fortalecem as pautas
indígenas contemporâneas por meio da música, da comunicação e do audiovisual.
Também estão entre os homenageados Eloy Terena, pela
atuação política e jurídica em defesa dos direitos constitucionais indígenas, e
Brô MCs, primeiro grupo de rap indígena do Brasil, reconhecido por transformar
o hip hop em ferramenta de denúncia das violências sofridas pelos povos
originários.
“Falar da cura da Terra é também reconhecer que
Minas Gerais sempre foi território indígena. Antes das cercas, das cidades e
das mineradoras, já existiam povos cuidando da água, das florestas, das
montanhas e da vida. Esse festival é um chamado para o Brasil compreender que
não existe futuro sem os povos indígenas e sem a reconexão com os saberes
ancestrais. Cura da Terra é cura da memória, do território e da nossa relação
com o planeta.”, reforça Célia Xakriabá, deputada federal.
Artistas e personalidades homenageadas
Entre os artistas e personalidades homenageados
estão Marina Sena, por projetar Minas Gerais nacionalmente valorizando a
liberdade estética e as expressões culturais populares, Maria Gadú, pelo
posicionamento público em defesa dos povos indígenas e das pautas
socioambientais; Mano Brown, referência histórica da música como instrumento de
consciência política e denúncia das desigualdades sociais; Djonga e Xamã, por
ampliarem debates sobre racismo, ancestralidade e periferia por meio da música
e Sérgio Pererê, reconhecido pela valorização das culturas afro-mineiras,
indígenas e populares.
Também recebem homenagem Renegado, Kdu dos Anjos,
Coral, Russo do Coletivo Terra Firme, Lukas du Palko Aberto, Tim do Espanta
Crise, Scheylla Bacellar, Tomás Gonzaga, Meninas de Sinhá e Fran Glam Glam,
artistas e articuladores culturais que utilizam a arte como ferramenta de
fortalecimento comunitário, inclusão social e valorização das periferias.
A lista contempla ainda importantes referências da
cultura, da educação e dos direitos humanos, como Conceição Evaristo, cuja obra
transformou a literatura em território de memória e resistência; Ana Paula
Renault, reconhecida pelo posicionamento em pautas sociais e de direitos
humanos; Roberto Andrés, pela articulação entre cultura, cidade e ecologia;
além de Rainha Belinha, Makota Kássia Kidoialê, Mãe Efigênia do Kilombo Manzo,
Mãe Ione, Claudia Mayorga, Gláucia Cristine Martins de Araújo Vieira, Camilo
Gan e Lucinha Alvarez, homenageados por suas trajetórias ligadas à preservação
da ancestralidade afro-brasileira, da memória coletiva, da cultura popular e
das redes de cuidado comunitário.
“A comunicação indígena tem um papel fundamental
nesse processo de cura da Terra, porque ela ajuda a romper silêncios históricos
e a mostrar que nossos povos seguem vivos, produzindo conhecimento, cultura e
resistência. O festival também é um espaço para fortalecer as juventudes
indígenas, as mulheres e os comunicadores que usam a imagem, a palavra e a arte
para defender os territórios e projetar futuros possíveis.”, destaca a
comunicadora Grazy Kaimbé, da Mídia Indígena.
Programação Cultural Gratuita
O Festival Raízes Ancestrais chega à rua Sapucaí com
uma programação cultural que reúne música, arte, performance, mobilização
social e presença indígena contemporânea no centro da capital mineira. A
proposta do encontro é aproximar diferentes públicos das pautas indígenas,
climáticas e territoriais por meio da cultura, promovendo um espaço de
celebração, diversidade, resistência e construção coletiva de futuro.
A programação cultural acontece no Circuito Sapucaí,
com apresentações musicais, performances e atos político-culturais abertos ao
público. Entre as atrações confirmadas estão Djuena Tikuna, Gean
Pankararu, Eric Terena, Brô MCs, Maria Gadú e DJ
Ekanta, além de participações especiais de Célia Xakriabá, Sônia
Guajajara, Shirley Krenak, Marcos Kaingang e Sérgio Pererê.
O Festival Raízes Ancestrais reafirma Belo Horizonte
e Minas Gerais como territórios de diversidade, resistência e construção
coletiva de futuro, promovendo um encontro entre cultura, mobilização social,
espiritualidade e protagonismo indígena contemporâneo.
O Festival Raízes Ancestrais – Pela Cura da Terra é uma criação da Mídia Indígena, com realização do Ministério dos Povos Indígenas e Governo Federal, execução do Instituto No Setor, produção da Maraca Pro e apoio institucional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Programação Festival Raízes Ancestrais
Circuito Sapucaí – palco aberto montado na rua
Sapucaí em frente ao número 469
Apresentação oficial: Yrewa Krenak e Malu
Tamietti
18h - Abertura com Comitê Indígena de Belo Horizonte e Povo
Pataxó
18h20 - Show Magia Negra
18h30 Show Djuena Tikuna convida Sérgio
Pererê
19h10 Maria Gadú
19h40 Ato Cultural “Minas Gerais é Terra Indígena”
Abertura com o povo Xakriabá
Participações: Célia Xakriabá, Sônia Guajajara, Shirley Krenak e Marcos
Kaingang
20h20 Fechamento do ato com o Povo Maxakali
20h35 Show Bros MC’s
21h10 Erick Terena convida DJ Ekanta
Programação gratuita
SERVIÇO
Festival Raízes Ancestrais – Pela Cura da Terra
Data: 27 de maio – quarta-feira
Horários e locais:
09h30 – UFMG – Campus Pampulha – Auditório da
Reitoria – Coletiva de Imprensa
10h – UFMG – Campus Pampulha – Auditório da
Reitoria – Painel de Abertura e entrega das homenagens, incluindo a presença de
vários homenageados.
18h às 22h – Circuito Sapucaí
– Programação cultural aberta ao público
Mini-bios homenageados e atrações do Festival Raízes Ancestrais
Atrações da programação Circuito Sapucaí
Apresentações gratuitas, das 18h às 22h
Djuena Tikuna
Cantora, jornalista e ativista indígena do povo
Tikuna, reconhecida nacionalmente por fortalecer a música indígena
contemporânea e a valorização das culturas originárias brasileiras.
DJ Erick Terena
Expoente global da música eletrônica indígena e
referência em ativismo audiovisual. Como produtor e sound designer do filme
Yanuni (pré-indicado ao Oscar 2026), une tecnologia e ancestralidade para
projetar o protagonismo originário nos maiores palcos do mundo.
Brô MC’s
Primeiro grupo de rap indígena do Brasil, formado
por artistas Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul, reconhecido nacionalmente
pela defesa dos povos indígenas através da música e da cultura hip hop.
Maria Gadú
Cantora, compositora e produtora cultural.
Reconhecida nacionalmente, utiliza sua influência na arte como uma grande
aliada na defesa dos direitos humanos, do meio ambiente e dos territórios
indígenas.
DJ Ekanta
DJ e produtora musical pioneira da cena eletrônica
no Brasil. Mãe dos também dj’s Alok e Bhaskar, Ekanta é reconhecida como forte
aliada das pautas indígenas, utilizando sua música na valorização da
ancestralidade e da natureza. Sua impressionante atuação fora do Brasil a torna
seguramente uma das mais experimentadas e respeitadas DJs do mundo.
Yrewa Krenak
Artista e designer indígena do povo Krenak.
Transforma a cultura e os grafismos ancestrais de seu povo em roupas e artes
visuais, utilizando a moda e a arte como ferramentas para contar histórias e
fortalecer a resistência dos povos originários.
Malu Tamietti
Produtora cultural e CEO do selo independente
AQuadrilha (Belo Horizonte). É referência na produção executiva e direção
criativa no fomento da cultura urbana e do rap nacional.
Magia Negra
Bloco afro criado em 2013, em Belo Horizonte, pelo
artista Camilo Gan. Combate o racismo através da arte, misturando ritmos
afro-mineiros, afrobeat, jazz, rap e ancestralidade.
Povo Pataxó
Povo de aproximadamente 20.000 indivíduos,
localizados no extremo sul da Bahia e norte de Minas Gerais. Falam o português
e vivenciam um forte processo de revitalização de sua língua materna, o
Patxohã.
Povo Maxakali
Povo do nordeste de Minas Gerais (Vale do Mucuri),
com cerca de 2.500 indivíduos. Destacam-se pela preservação cultural, com a
língua Maxakali falada no cotidiano por quase 100% da população.
Povo Xakriabá
Maior população indígena de Minas Gerais (cerca de
8.900 indivíduos), situados no norte do estado. Falam o português no cotidiano
e realizam a retomada de sua língua materna, o Akwẽ, através de rituais e
cantos.
Homenageados
Rainha Belinha
Referência histórica do Congado e das tradições
afro-mineiras, atua na preservação da ancestralidade negra, dos saberes do
Rosário e da memória cultural dos povos tradicionais de Minas Gerais.
Makota Kássia Kidoialê
Liderança quilombola e referência na defesa das
religiões de matriz africana, dos territórios tradicionais e da justiça
climática e racial em Minas Gerais.
Gláucia Cristine Martins de Araújo Vieira
Do Kilombo Souza, liderança comunitária, atua no
fortalecimento da cultura negra periférica e das redes coletivas de resistência
em Minas Gerais.
Mãe Ione
Do Kilombo Souza, liderança comunitária e guardiã da
memória afro-brasileira, reconhecida pelo fortalecimento das redes de cuidado,
solidariedade e resistência nos territórios periféricos.
Claudia Mayorga
Do Kilombo Souza, liderança comunitária e guardiã da
memória afro-brasileira, reconhecida pelo fortalecimento das redes de cuidado,
solidariedade e resistência nos territórios periféricos.
Sirêpte Xakriabá (Pajé Deda Xakriabá)
Pajé e guardião dos saberes ancestrais dos povos
originários, referência da espiritualidade, das medicinas tradicionais e do
cuidado com o povo Xakriabá.
Wasady Xakriabá
Jovem articuladora indígena comprometida com o
fortalecimento da juventude originária, da justiça climática e da defesa dos
territórios indígenas.
Shirley Krenak
Liderança indígena reconhecida pela defesa do Rio
Watu, dos direitos das mulheres indígenas e pela denúncia dos impactos da
mineração sobre os territórios tradicionais.
Camilo Gan
Educador e articulador cultural do Bloco Afro Magia
Negra, atua na valorização da cultura afro-brasileira e da educação
antirracista em Belo Horizonte.
Daru Tikuna
Artesã e educadora popular indígena, utiliza a arte
como instrumento de valorização da ancestralidade e defesa dos territórios
tradicionais.
Eloy Terena
Ministro dos Povos Indígenas, advogado e liderança
política reconhecida pela atuação em defesa dos direitos constitucionais dos
povos indígenas. Com trajetória marcada pela incidência política e jurídica em
pautas estratégicas no STF e em Cortes Internacionais, teve papel central no
enfrentamento ao marco temporal e na ampliação da participação indígena nos
espaços institucionais.
Sérgio Pererê
Cantor, compositor e multiartista mineiro,
referência na valorização das culturas afro-mineiras, indígenas e populares por
meio da música.
Pajé Analice Tuxá
Pajé e liderança indígena comprometida com a
preservação da espiritualidade ancestral e a luta pelas retomadas e pelos
territórios tradicionais.
Mãe Efigênia do Kilombo Manzo
Importante liderança religiosa e comunitária de
matriz africana, referência histórica no enfrentamento ao racismo religioso e
na defesa dos territórios tradicionais negros.
Renegado
Cantor, compositor e produtor cultural mineiro,
reconhecido pela valorização da cultura periférica e das expressões artísticas
negras.
Maria Gadú
Cantora e compositora com compromisso com a defesa
dos povos indígenas, com a valorização das culturas originárias e com a justiça
socioambiental.
Davi Kopenawa
Liderança indígena e xamã do povo Yanomami,
reconhecido nacional e internacionalmente por sua atuação histórica na defesa
dos direitos dos povos indígenas, da proteção dos territórios tradicionais e do
enfrentamento às violências e invasões sofridas pelas comunidades originárias.
Sua trajetória é marcada pela luta em defesa das florestas e dos modos de
existência dos povos originários a partir da centralidade dos saberes
ancestrais, da espiritualidade e da autodeterminação dos povos indígenas.
Kdu dos Anjos
Artista, empreendedor social e fundador do Lá da
Favelinha, projeto voltado ao fortalecimento da juventude periférica por meio
da arte e da educação.
Coral
Artista da cena independente que desenvolve uma
trajetória marcada pela experimentação estética, pela liberdade criativa e pela
valorização das expressões dissidentes na cena cultural independente. Sua
atuação articula música, poesia, performance e linguagem visual, promovendo
reflexões sobre identidade, corpo, ancestralidade e diversidade.
Russo do Coletivo Terra Firme
Ator, Educador Popular, Pedagogo, Produtor de
Vídeos, Produtor de Beats Instrumentais de RAP e FUNK, desenvolve uma
trajetória comprometida com o fortalecimento da comunicação popular, da cultura
periférica e das redes comunitárias em Belo Horizonte e Região Metropolitana.
Lukas du Palko Aberto
Cantor e produtor cultural ligado ao projeto Palco
Aberto, dedicado à democratização do acesso à cultura e ao incentivo à cena
artística independente.
Tim do Espanta Crise
Articulador cultural do projeto Espanta Crise em
Belo Horizonte, atua com cultura popular, economia solidária e ocupação
comunitária dos espaços urbanos.
Scheylla Bacellar
Arte educadora, dançarina e gestora integrante do
Coletivo Mulheres da Quebrada, iniciativa voltada ao fortalecimento do
protagonismo feminino nas periferias urbanas. Por meio do Coletivo, promove
iniciativas de formação política, acolhimento, cultura e mobilização
comunitária, fortalecendo a participação das mulheres na construção de
territórios mais justos e solidários.
Tomás Gonzaga
Produtor e gestor cultural, desenvolve uma
trajetória de fortalecimento da música independente e da diversidade cultural
em Belo Horizonte. Por meio da Autêntica, contribui para ampliar espaços de
circulação artística, incentivar artistas independentes e fortalecer a cena
cultural mineira, promovendo encontros entre diferentes linguagens e públicos.
Meninas de Sinhá
Grupo formado por mulheres idosas que transformam a
música em instrumento de cuidado comunitário, convivência, valorização do
envelhecimento digno e fortalecimento dos vínculos coletivos.
Marina Sena
Cantora do estado de Minas Gerais. Construiu uma
trajetória de destaque na música brasileira contemporânea, projetando Minas
Gerais nacional e internacionalmente por meio de uma produção artística marcada
pela originalidade, liberdade estética e valorização das expressões culturais
populares.
Lucinha Alvarez
Educadora popular, articuladora social e defensora
dos direitos humanos. Por meio do Coletivo Teia – Tecendo Fios de Um Direito,
atua na formação política de mulheres, populações periféricas e comunidades
tradicionais, promovendo práticas coletivas de solidariedade, acesso à
cidadania e enfrentamento das violências sociais e institucionais.
Fran Glam Glam
Artista drag, performer e produtora cultural, Fran
Glam Glam é uma das referências da cena ballroom e LGBTQIAPN+ em Belo
Horizonte. Atua no fortalecimento das expressões artísticas dissidentes,
periféricas e negras. Sua trajetória articula arte, performance, cultura
ballroom e mobilização comunitária, criando espaços de acolhimento, pertencimento
e visibilidade para corpos historicamente marginalizados.
Roberto Andrés
Urbanista, professor, escritor e articulador
cultural, Roberto Andrés desenvolve uma trajetória voltada à educação
ambiental, ao pensamento crítico e à valorização da biodiversidade e dos
territórios. Fundador da revista Piseagrama e articulador do Festival do Onça,
atua na construção de iniciativas que aproximam cultura, cidade, ecologia e
justiça climática, promovendo reflexões sobre preservação ambiental, democracia
urbana e cuidado coletivo com a vida.
Mano Brown
Um dos maiores nomes da história do rap brasileiro,
Mano Brown é rapper, compositor e comunicador reconhecido por transformar a
música em instrumento de denúncia das desigualdades sociais, do racismo
estrutural e da violência contra as periferias. Como integrante dos Racionais
MC’s, construiu uma obra que marcou gerações e fortaleceu a cultura hip-hop
como espaço de consciência política, resistência cultural e afirmação da
juventude negra periférica.
Djonga
Rapper, compositor e escritor de Belo Horizonte,
Djonga se consolidou como uma das vozes mais potentes do rap contemporâneo
brasileiro. Sua obra aborda racismo estrutural, desigualdade social, memória
negra e dignidade das periferias, utilizando a música como ferramenta de
denúncia, consciência política e valorização das juventudes negras e
periféricas.
Xamã
Rapper, cantor, compositor e ator, Xamã é um dos
principais nomes da música urbana contemporânea no Brasil. Sua trajetória
artística combina rap, poesia e diferentes sonoridades brasileiras para
discutir desigualdade social, afetos, ancestralidade e vivências periféricas,
ampliando a visibilidade da cultura hip-hop e das juventudes populares no
cenário nacional.
Zé Fiuza Xakriabá
Liderança indígena do povo Xakriabá, Zé Fiuza atua
na defesa dos territórios tradicionais, da memória ancestral e dos direitos dos
povos originários no Cerrado mineiro. Sua trajetória fortalece a preservação
dos saberes indígenas, a proteção das águas e a continuidade das formas
coletivas de cuidado e resistência do povo Xakriabá.
Cacique Domingos Xakriabá
Cacique e importante liderança tradicional do povo
Xakriabá, Domingos Xakriabá possui trajetória marcada pela luta em defesa do
território, da espiritualidade indígena e da autonomia dos povos originários.
Sua atuação fortalece a resistência indígena no norte de Minas Gerais e a
transmissão dos saberes ancestrais entre gerações.
Sueli Maxakali
Liderança indígena do povo Maxakali, Sueli atua na
valorização da cultura, da língua e dos saberes tradicionais de seu povo,
fortalecendo a educação indígena e a preservação das expressões ancestrais
Maxakali.
Jhuena Tikuna
Cantora, compositora, atriz e ativista indígena do
povo Tikuna, Jhuena Tikuna utiliza a música e o audiovisual como ferramentas de
valorização das culturas indígenas, da ancestralidade e da defesa dos direitos
dos povos originários.
Brô MCs
Primeiro grupo de rap indígena do Brasil, o Brô MCs
é formado por jovens Guarani-Kaiowá do Mato Grosso do Sul e se tornou
referência nacional na valorização da juventude indígena por meio da cultura
hip-hop. Suas músicas denunciam violências contra os povos indígenas, defendem
os territórios tradicionais e fortalecem a identidade e a resistência dos povos
originários.
Eric Terena
Comunicador indígena, ativista climático e DJ do
povo Terena, Eric Terena atua na articulação entre comunicação, cultura,
audiovisual e justiça climática. Sua trajetória fortalece a visibilidade das
pautas indígenas nos debates ambientais contemporâneos, promovendo a
valorização das narrativas originárias e da juventude indígena nos espaços de
incidência política e cultural.
Gean Pankararu
Artista, produtor cultural e articulador indígena do
povo Pankararu, Gean atua no fortalecimento das expressões culturais
originárias e na valorização da presença indígena nos espaços urbanos e artísticos.
Sua trajetória conecta ancestralidade, cultura e mobilização social,
contribuindo para ampliar a visibilidade das lutas indígenas contemporâneas.
Edgar Kanaykõ Xakriabá
Edgar Kanaykõ Xakriabá pertence ao povo indígena
Xakriabá do Estado de Minas Gerais. É mestre em Antropologia e possui graduação
em Formação Intercultural para Educadores Indígenas pela Universidade Federal
de Minas Gerais. Nas lentes dele, a partir de uma atuação livre na
etnofotografia, a fotografia torna-se uma nova “ferramenta” de luta,
possibilitando ao “outro” ver com outro olhar aquilo que um povo indígena é.
Ana Paula Renault
Ana Paula Renault é jornalista, escritora e
comunicadora mineira, reconhecida nacionalmente por sua atuação na televisão,
nas redes sociais e nos espaços de debate público. Natural de Belo Horizonte,
sua trajetória se destaca pela comunicação direta, pelo posicionamento crítico
e pela defesa de pautas ligadas aos direitos humanos, à democracia e à justiça
social. Conhecida por sua personalidade forte, destemida e pela firmeza com que
se posiciona diante de temas sociais e políticos, Ana Paula Renault também se
destaca pela sensibilidade e humanidade ao tratar de assuntos complexos e
densos, especialmente aqueles relacionados às violências, desigualdades e
vulnerabilidades enfrentadas por diferentes grupos sociais.
Tia Milena
Milena Moreira Laje, conhecida como “Tia Milena”, é
recreadora infantil, tendo conquistado reconhecimento nacional por meio da
participação no BBB26, onde sua autenticidade, carisma e forma espontânea levou
para a televisão aberta aspectos da realidade vivida por milhares de
brasileiros das periferias e do interior do país. Natural de Itambacuri e
moradora de Teófilo Otoni, Minas Gerais, sua trajetória é marcada pelo trabalho
e pela construção de vínculos comunitários por meio do cuidado com crianças e
famílias.
Conceição Evaristo
Conceição Evaristo é escritora, professora e
referência fundamental da literatura brasileira contemporânea. Nascida em Belo
Horizonte, sua trajetória traz a força da palavra como território, memória,
denúncia e ancestralidade. Ao criar palavras para nomear mundos e experiências
negadas pela linguagem hegemônica, Conceição Evaristo e sua escrita de
“escrevivências” constrói caminhos de retomada. Afinal, assim como nossos
territórios, a linguagem também é um campo de disputa entre aqueles que a
cuidam e aqueles que se apropriam dela como forma de poder.
Mídia Ninja
Uma das principais redes de comunicação independente
do Brasil, a Mídia NINJA constrói uma trajetória de compromisso com a
democratização da informação, pela cobertura de mobilizações populares e pela
valorização das vozes historicamente invisibilizadas pelos grandes meios de
comunicação.
Mídia Indígena
Rede de comunicação indígena do Brasil, a Mídia
Indígena trabalha há mais de uma década na promoção e preservação das culturas
originárias, fortalecendo narrativas produzidas pelos próprios povos indígenas.
É referência nacional e internacional na defesa dos territórios tradicionais,
da demarcação das terras indígenas e da justiça climática, especialmente por
meio de campanhas como “Brasil Indígena, Terra Demarcada” e “Brasil Merece
Respeito”.
Créditos: Fábio Gomides | A Dupla Informação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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