Feira Preta Festival celebra Viva Pequena África e impulsiona organizações do território *
Festival gratuito na Praça Mauá,
dias 29, 30 e 31 de maio
Rio de Janeiro – Feira Preta Festival retorna ao Rio
de Janeiro nos dias 29, 30 e 31 de maio, e ocupa o Píer Mauá, Armazém Kobra e
diversos pontos da Região Portuária. Realizado em parceria com a iniciativa
Viva Pequena África, é o maior evento de cultura e economia preta da América
Latina e reúne shows, talks, cinema, feira de empreendedores, gastronomia, moda
e inovação negra. A escolha do território da Pequena África, historicamente
marcado pela chegada, circulação e resistência de populações de matriz
africana, conecta o evento a uma geografia simbólica da diáspora, onde passado
e futuro se encontram para reafirmar identidades e projetar o desenvolvimento
social e econômico.
“A força da cultura preta move economias, redes,
territórios e futuros. O Feira Preta Festival é um espaço de encontro entre
memória, criatividade e prosperidade. Mais do que um festival, queremos
consolidar uma plataforma permanente de desenvolvimento econômico e cultural
para a população negra”, afirma Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta.
Organizações da Pequena África
Na sexta-feira (29), as ações começam com o painel
de abertura do BNDES sobre crédito e impacto social, e o dia encerra-se com um
xirê conduzido pelo Ilê Asé Iyá Omi Funfun e pelo afoxé Filhos de Gandhi Rio.
No sábado (30) terá o Cortejo do Cordão do Prata
Preta e as apresentações de dança da Cia Efeito Urbano. No mesmo dia, o
Instituto Pretos Novos coordena o circuito guiado no Cais do Valongo, enquanto
o CEAP comanda o painel "Ubuntu Carioca: Presente, Passado e Futuro da
Pequena África", seguido pelo debate "Da Pequena África ao Mundo:
fluxos da diáspora". O Baile Black Bom também marca presença no sábado,
ocupando o Palco Pedra do Sal, no Armazém Kobra, convidando Dom Filó e Sandra
de Sá.
No domingo (31), o público acompanha o cortejo do
Bloco Coração das Meninas e a apresentação da Orquestra Luna, primeira
orquestra de câmara de violinos da Providência, idealizada pela instituição
Casa Amarela. O dia conta com o samba de raiz Samba Canela de Velho, do grupo
Moça Prosa e o Samba da Cabaça. O Casarão Cultural João de Alabá assume o
circuito histórico Cidade Terreiro.
Durante todo o fim de semana, as ações de literatura
e infância ocupam o espaço Feira Pretinha e o Espaço Ginga, e traz contações da
Casa da Escrevivência com as histórias de Ananse e Yalodê, o espetáculo "O
Cordel da Providência" do Instituto Entre o Céu e a Favela e o Bando do
Teatro da Favela, ao lado da contadora Kemla Baptista e mediações de Jonathan
Raymundo.
Cine Raiz
O evento conta com o Cine Raiz, mostra de cinema
negro promovida pelo BNDES. As exibições incluem os longas "Malês",
dirigido por Antônio Pitanga, "A Noite de Alaíde", que conta a
trajetória de Alaíde Costa, “Criadas”, a animação "Amadeo e o Hipotético
Mundo Novo", além do curta "O Senhor do Trem".
Lançamento Rede Memória Viva
Durante o evento será anunciado o edital da Rede
Memória Viva, uma ação de que vai conectar e promover, nacional e
internacionalmente, organizações de base territorial dedicadas à preservação e
à valorização da memória africana no Brasil, criando uma articulação inédita
entre iniciativas de salvaguarda da herança africana, turismo de base
comunitária e desenvolvimento econômico local.
A proposta da Rede é construir, até 2027, um mapa
interativo de territórios de memória negra, inspirado na experiência desenvolvida
na Pequena África carioca, reconhecida internacionalmente por sua importância
histórica para a diáspora africana. O mapa será veiculado, ao menos, em
português, inglês e espanhol, dando visibilidade global às organizações e
territórios integrantes da Rede.
O edital da ação deve ser lançado em junho, dando
prazo de pelo menos um mês para inscrição das organizações interessadas. O
resultado da seleção está previsto para setembro, com a listagem de todas as
organizações que tenham atendido aos critérios previstos na iniciativa. Não há
limite máximo de organizações contempladas: tantas quantas se inscrevem e
atenderem aos requisitos poderão participar da Rede e receberão as atividades
de capacitação nela previstas.
Os critérios de seleção vão considerar aspectos
ligados à preservação da memória afro-brasileira, atuação cultural comunitária,
potencial turístico, valorização da ancestralidade africana e impacto
territorial. “Identificar outras Pequenas Áfricas no Brasil significa
reconhecer territórios que preservam a memória viva da população negra e
impulsionam o afroturismo como estratégia de desenvolvimento econômico e
valorização cultural. A Rede nasce para fortalecer essas iniciativas e
conectá-las nacionalmente”, afirma Antônio Pita, diretor da Diaspora.Black.
Adicionalmente a esse propósito de mapeamento de
organizações vinculadas à preservação da memória africana no Brasil, a
iniciativa Rede Memória Viva selecionará quatro propostas de ações de
arquitetura, interpretativas e/ou museológicas, para apoio mediante custeio da
elaboração de projeto técnico, que possa facilitar a captação de recursos para
sua execução junto a parceiros públicos ou privados. Os detalhes dessa seleção
também serão veiculados no edital previsto para junho deste ano.
A iniciativa Viva Pequena África é estruturada e
patrocinada pelo BNDES, com apoio financeiro da Open Society Foundations, Ford
Foundation, Instituto Ibirapitanga e Fundação Itaú, sendo gerida por uma
coalizão composta pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas
(CEAP), Diáspora.Black e Feira Preta.
Programação Pequena África
Sexta-feira, 29 de maio
Palco Zungu (no Armazém 1)
Sábado, 30 de maio
Palco Pedra do Sal (no Armazém Kobra)
Domingo, 31 de maio
Palco Pedra do Sal (no Armazém Kobra)
Link para retirada de ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/feira-preta-festival-rio-2026/3437629
Mais informações: https://feirapretafestival2026.com.br
Créditos: Lara Barsi | Profile
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa
Comentários
Postar um comentário