Exposição “Imaginação Radical: 100 Anos de Frantz Fanon” no Museu das Favelas
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| "Tião" (2017), escultura de bronze, de Flávio Cerqueira. Foto Jorge Almeida |
Reunindo mais de 130 obras de artistas de oito países, a mostra “Imaginação Radial: 100 Anos de Franz Fanon” está em cartaz até o próximo domingo, 24 de agosto, no Museu das Favelas, e sugere uma reflexão acerca do legado de Frantz Fanon, médico, psiquiatra e pensador martinicano que influenciou debates sobre raça, colonialismo e identidade ao longo dos séculos XX e XXI.
A exposição aborda os conceitos de Fanon da arte contemporânea e mostra como seu pensamento permanece atual nas produções artísticas, nos movimentos sociais e nas discussões sobre território, memória e pertencimento.
Com curadoria de Thais de Menezes e Jairo Malta, a exposição é organizada em quatro nichos que tratam de assuntos como identidade, corpo, território e sonho, acenando o visitante a distinguir a imaginação como um instrumento de mudança social. Participam artistas brasileiros e internacionais, entre eles Dalton Paula, Bruno Baptistelli, Rebeca Carapiá, JX, Juliana dos Santos, Nenesurreal, Tau Luna e Mayara Amaral.
Além do forte impacto visual e dos recursos multimídia, a mostra também expande o debate sobre educação antirracista e a seriedade de debater essas questões de maneira ininterrupta nas escolas, e não somente em datas específicas. A proposta conversa diretamente com a necessidade de estabelecer ambientes educacionais mais conscientes, inclusivos e integrados com a diversidade da sociedade brasileira.
Em meio aos destaques estão
obras como: "Série Cabeçudos" (2025), técnica mista, de Nenê Surreal;
"Tião" (2017), escultura de bronze (foto), de Flávio Cerqueira;
"Estamos Aqui Como Quem Guarda O Que Ainda Resta" (2025), uma tinta
acrílica e tinta a óleo sobre tela, de Bruno Lyfe.
SERVIÇO:
Exposição:
Imaginação Radical: 100 anos de Frantz Fanon
Onde: Museu
das Favelas – Páteo do Collegio, 148 - Centro
Quando: até
24/05/2026, de terça a domingo, das 10h às 17h (permanência até 18h)
Quanto: entrada
gratuita
Por Jorge Almeida

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