Cinco dicas para levar o Mundial de Futebol para dentro da escola *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Educadora explica como o esporte pode estimular o trabalho em equipe e aproximar os alunos de temas como história, geografia, matemática e cidadania
O Mundial de Futebol movimenta as rodas de conversa
em casa, nas ruas, nas redes sociais e também dentro das escolas. Em ano de
competição, o interesse dos estudantes por seleções, jogadores, bandeiras,
placares e histórias de diferentes países pode sair do lugar da torcida e
entrar no planejamento pedagógico como ferramenta de aprendizagem.
Para os educadores, o torneio oferece uma
oportunidade concreta de aproximar o conteúdo das aulas da rotina dos alunos.
“O Mundial de Futebol desperta uma curiosidade natural e a escola pode
aproveitar isso para tornar o aprendizado mais significativo. Quando o
estudante percebe que aquilo que ele acompanha fora da sala também pode ser
estudado dentro dela, o conhecimento ganha sentido e se aproxima da realidade”,
afirma Marizane Piergentile, diretora da Rede Adventista de Educação no Vale do
Paraíba.
Segundo a educadora, o principal cuidado é não
reduzir o tema a enfeites, murais ou pausas no calendário escola, já que o
futebol pode ser usado como ponto de partida para pesquisas, leitura de dados,
produção textual, debates e projetos interdisciplinares.
“Uma das formas mais simples de levar o Mundial de
Futebol para a sala de aula é trabalhar a geografia dos países participantes. A
partir das seleções classificadas, os alunos podem localizar continentes,
capitais, idiomas, moedas, climas e costumes. A atividade amplia o repertório
cultural e ajuda a reduzir estereótipos, porque mostra que cada bandeira
representa uma história, uma população e um território”, comenta Marizane.
Os resultados dos jogos também podem apoiar o ensino
da matemática. Tabelas, pontuação, saldo de gols, porcentagens, estatísticas e
probabilidades tornam os números mais próximos do cotidiano dos estudantes. Ao
calcular a chance de uma seleção avançar de fase ou comparar o desempenho de
equipes em uma tabela, o aluno trabalha raciocínio lógico a partir de uma
situação que já desperta atenção.
De acordo com a diretora da Rede Adventista de
Educação, o torneio ainda pode estimular a leitura e a produção de textos com
reportagens, perfis de atletas, crônicas esportivas, entrevistas simuladas,
resenhas de jogos e pesquisas sobre a história dos mundiais que ajudam a
desenvolver vocabulário, interpretação e argumentação. “Outro caminho é usar o
esporte para discutir cidadania. Dentro de campo, há regras, árbitros, funções,
combinados, responsabilidades e consequências, dinâmica que pode ajudar a
conversar sobre respeito, ética, inclusão, convivência e cooperação. Assim como
um time não funciona quando cada jogador atua sozinho, a sala de aula também
depende de escuta, participação e responsabilidade coletiva”, afirma.
Por fim, o Mundial de Futebol também pode inspirar
projetos práticos entre diferentes disciplinas. Feiras culturais sobre os
países participantes, murais informativos, jogos cooperativos, pesquisas sobre
alimentação dos atletas, debates sobre saúde e apresentações sobre músicas,
danças e tradições de outras nações transformam a competição em uma experiência
educativa mais ampla.
“Talvez o maior aprendizado que o Mundial de Futebol
possa deixar na escola não esteja no placar, mas no percurso. Uma seleção não
chega preparada por acaso, existe treino, escuta, disciplina, erro, recomeço e
confiança no outro. Quando o aluno entende isso, ele passa a olhar também para
a própria trajetória com mais paciência e responsabilidade. A escola pode
mostrar que vencer não é apenas levantar uma taça, mas aprender a caminhar
junto, respeitar regras, lidar com frustrações e reconhecer que cada pessoa tem
um papel importante dentro de um grupo”, finaliza a mestre e pedagoga Marizane
Piergentile.
Sobre
o Adventista - A Rede Adventista de Educação integra um dos maiores
sistemas privados de ensino do mundo, presente em mais de 100 países e formado
por milhares de instituições educacionais. No Brasil, a rede reúne centenas de
unidades e oferece ensino desde a educação infantil até o superior, com uma
proposta pedagógica voltada à formação integral do estudante. O modelo segue a
educação confessional, que integra excelência acadêmica à formação baseada em
valores.
Tecnologia educacional, desenvolvimento
socioemocional e atividades culturais, esportivas e comunitárias fazem parte da
rotina com o objetivo de estimular autonomia, pensamento crítico e convivência
cidadã no ambiente escolar.
No estado de São Paulo, as unidades são organizadas
por regionais administrativas, que acompanham a aplicação do sistema pedagógico
e garantem a qualidade acadêmica. No Vale do Paraíba, a rede é coordenada pela
Associação Paulista do Vale (APV), que gerencia nove escolas nas cidades de
Lorena, Taubaté, São José dos Campos, Jacareí, Guarulhos (duas unidades),
Caraguatatuba, Bragança Paulista e Mogi das Cruzes. A décima unidade da
regional está em processo de implantação em Atibaia e tem previsão de
funcionamento para 2027.
Créditos: Érika Ricci | Assessoria de Imprensa
* Este
conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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