ArPa 2026: Exposições para visitar em São Paulo *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Roteiro reúne 12 mostras em galerias e instituições que acompanham a 5ª edição da feira e ampliam a programação de arte na cidade
Maio de 2026 - Durante a 5ª
edição da ArPa, São Paulo recebe uma programação paralela em galerias e
instituições, com exposições que acompanham o período da feira e ampliam o
circuito expositivo da cidade. Entre os destaques, estão as três exposições
dedicadas a Almir Mavignier, apresentadas na DAN
Galeria, na Paulo Kuczynski e na Unibes Cultural,
que revisitam diferentes momentos de sua trajetória, da fase figurativa ao
desenvolvimento de uma linguagem abstrata baseada na cor, na serialidade e na
investigação óptica.
Na Zipper Galeria, a individual de Romy Pocztaruk
apresenta uma nova fase da artista a partir de esculturas produzidas com
concreto e fibras sintéticas, em que materiais associados ao universo cosmético
são tensionados em estruturas de caráter construtivo.
Já a Galatea, em 28 de maio, inaugura duas exposições: a coletiva Memórias particulares — Oito décadas de arte brasileira, que reúne obras de um acervo privado de nomes fundamentais da arte nacional entre o final do século XIX e o século XX; e Alfabeto Solare, individual de Edival Ramosa, que revisita diferentes fases de sua produção em pintura, escultura, objeto e desenho.
Programação completa:
Centenário de Almir Mavignier - DAN Galeria
Contemporânea, Paulo Kuczynski e Unibes Cultural
Celebrando o centenário aniversário de Almir Mavignier
(1925–2018), completado no ano passado, DAN Galeria, Paulo Kuczynski Galeria e
Unibes Cultural apresentam, de forma coordenada, três exposições dedicadas ao
artista.
A DAN Galeria Contemporânea, que representa o espólio
de Almir Mavignier, apresenta uma mostra que oferece um amplo panorama de sua
produção. O conjunto reúne obras que atravessam diferentes momentos de sua
trajetória, desde os trabalhos iniciais ainda figurativos até a consolidação de
sua linguagem abstrata, marcada pela investigação sistemática da cor, da
repetição e da vibração óptica. A seleção inclui pinturas, obras gráficas e um
painel inédito de grandes dimensões, última obra realizada pelo artista,
evidenciando a amplitude e a consistência de sua pesquisa. A mostra traz ainda
obras do Museu das Imagens do Inconsciente, do período que Mavignier
frequenta o ateliê de arte terapia de Engenho de Dentro, junto com Nise
da Silveira.
Já na Paulo Kuczynski Galeria, a proposta é estabelecer
um diálogo entre as obras de Mavignier e Arthur Luiz Piza, aproximando duas
trajetórias fundamentais da abstração construtiva. Enquanto a produção de
Mavignier se estrutura pela vibração óptica, serialidade e organização rigorosa
do plano, em Piza o interesse se desloca para a materialidade e a construção do
relevo. Esse diálogo começa muito antes da exposição. Amigo de Piza em Paris e
admirador da obra de Mavignier, Paulo Kuczynski coleciona trabalhos de ambos há
cerca de 15 anos, adquirindo-os na Europa, onde os artistas viveram e
produziram parte de suas obras mais importantes.
Por fim, a Unibes Cultural reúne 51
tipografias derivadas digitalmente de obras do artista, apresentadas ao lado de
cartazes e outras peças gráficas, evidenciando sua investigação no campo do
design gráfico.
Almir Mavignier - O Acaso Determinado
Dan Contemporânea - R. Amauri, 73, São Paulo
Período expositivo: até 21 de
agosto; segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 13h
Docugrafias de Almir Mavignier
Unibes Cultural - R. Oscar Freire, 2.500, São Paulo
Período expositivo: até 19 de
julho; quarta a sábado, das 12h às 20h; domingo, das 10h às 19h
Oposições Geométricas
Paulo Kuczynski Galeria - Al. Lorena, 1661
Período expositivo: até 22 de
agosto; segunda à sexta, das 9h30 às 18h30; sábado, das 11h às 15h
DAN Galeria - Máscaras, Ivald Granato – Quem é
você?
Na DAN Galeria é apresentado uma nova leitura da
obra de Ivald Granato. Máscaras, Ivald Granato – Quem é você?, com
curadoria de Maria Alice Milliet, reúne um conjunto de pinturas
realizadas por Granato no fim da década de 1990 e as coloca em diálogo com
máscaras africanas preservadas nas coleções de Christian-Jack Heymès e da
família Mastrobuono.
A exposição parte de um dado central para a leitura da trajetória
de Ivald Granato. Durante décadas, sua presença pública, suas ações
performáticas e sua energia irreverente ocuparam lugar decisivo na recepção de
sua obra. Esse aspecto é incontornável, mas não a resume.
Granato foi também um pintor de grande domínio técnico, um desenhista excepcional e um conhecedor profundo da história da arte. Transitava entre linguagens e repertórios com intimidade rara, não para repetir estilos, mas para tensioná-los a partir de uma inteligência visual muito própria. Maria Alice Milliet lembra que, ao chegar à maturidade, depois de mais de três décadas de exposições, premiações e reconhecimento, Granato já ocupava um lugar de destaque na cena artística brasileira. Talentoso desenhista e pintor, havia atravessado os “ismos” e a Pop Art em estreita sintonia com seu tempo.
Curadoria: Maria Alice Milliet
Endereço: DAN Galeria – Rua Estados Unidos, 1638 – São Paulo
Período expositivo: até 27 de junho
Horário: das 10h às 19h, de segunda a sexta; das 10h às 13h, aos sábados
Entrada gratuita
Classificação: livre
Mais informações: dangaleria.com.br
Galatea- Memórias particulares – Oito
décadas de arte brasileira
A Galatea exibe Memórias particulares
— Oito décadas de arte brasileira, coletiva que reúne obras mantidas
durante décadas em acervos privados, longe do circuito expositivo, muitas delas
raramente vistas em público. Com caráter museológico, a mostra apresenta
trabalhos produzidos entre as décadas de 1880 e 1980 por artistas como Alfredo
Volpi, Alberto da Veiga Guignard, José Pancetti, Di Cavalcanti, Candido
Portinari, Anita Malfatti, Lasar Segall e Benedito Calixto,
agora organizados em um percurso curatorial e expográfico desenvolvido
especialmente para a ocasião.
Mais do que uma reunião de obras históricas, a mostra revela um imaginário específico de país entre o final do século XIX e ao longo do século XX. O núcleo principal da exposição atravessa um Brasil associado à modernização, à arquitetura, articulado também pelo pensamento geométrico e pela cultura popular, um país que emoldura-se por tintas que evidenciam modificações paisagísticas no universo agrário, urbano e litorâneo, assim como privilegiam a exposição de um volume relevante da produção artística nacional.
Serviço:
Memórias particulares — Oito décadas de arte
brasileira
Local: Galatea Padre João Manuel
Endereço: R. Padre João
Manuel, 808 - Térreo, São Paulo - SP, 01411-001
Período expositivo: 28 de maio
a 25 de julho de 2026
Horários: Segunda a quinta: 10h às 19h |
Sexta: 10h às 18h | Sábado: 11h às 17h
Ingresso: Gratuito
Mais informações: https://www.galatea.art/
Instagram: @galatea.art_
Galatea - Alfabeto Solare
Edival Ramosa fez da
experimentação uma dimensão central de sua obra, retomando continuamente
formas, materiais e procedimentos em uma trajetória marcada pela circulação
entre o Brasil e diferentes países ao longo das décadas de 1960 e 2010. Esse
aspecto é retomado em Alfabeto Solare, nova exposição da Galatea.
Sob curadoria de André Pitol, a individual reúne pinturas,
esculturas, objetos e desenhos produzidos ao longo dessas quase cinco décadas.
Parte do conjunto apresentado integrou a 36ª Bienal de São Paulo, marco recente
do processo de retomada crítica da obra do artista.
Serviço:
Edival Ramosa – Alfabeto Solare
Curadoria: André Pitol
Local: Galatea Oscar Freire
Endereço: R. Oscar Freire,
379 - Lj.01 - Jardins, São Paulo - SP
Período expositivo: 28 de maio
a 25 de julho de 2026
Horários: Segunda a quinta: 10h às 19h |
Sexta: 10h às 18h | Sábado: 11h às 17h
Ingresso: Gratuito
Mais informações: https://www.galatea.art/
Instagram: @galatea.art_
“Ainda bem que este tipo de arte um dia irá acabar.” A frase de Gustavo Speridião dá nome — e tom — à exposição coletiva AINDA BEM em cartaz na Danielian. Reunindo 28 artistas dos séculos XIX, XX e XXI, a mostra parte da provocação para questionar a tradição burguesa que moldou a ideia de arte no Brasil e no Ocidente.
Com curadoria de Clarissa Diniz, a exposição coloca em choque dois
imaginários: de um lado, pinturas e retratos ligados ao olhar protegido de uma
elite branca brasileira que buscava reproduzir padrões europeus de refinamento;
de outro, obras contemporâneas que ironizam, desmontam e desafiam esse legado —
inclusive o geometrismo industrial modernista, lido sublinhado em suas
implicações com concepções de controle e higienização social, estética e
cultural.
Pinturas, vídeos e fotografias ocupam o espaço expositivo em um
percurso que atravessa diferentes tempos históricos para revelar permanências
incômodas. Mais do que revisitar a história da arte brasileira, AINDA BEM
sugere que certas estruturas de poder seguem intactas — mesmo que com novas
molduras —, apesar de serem, ainda, passíveis de desmonte e transformação.
Nas obras de As feras / Às feras, emergem figuras que unem o corpo
à fauna, à flora e a objetos. Signos como o canavial, a onça e o boi remetem
não só à Zona da Mata pernambucana, onde reside e trabalha, mas também a
dilemas de resistência e pertencimento. Pontes compõem cenas marcadas por
movimento, nas quais a artista articula experiências de trânsito e memória a
partir de um repertório ligado ao território onde vive.
Com origem na literatura, sua prática artística mantém um conflito entre palavra e imagem como eixo de produção, em suas obras coexistem camadas que estreitam a artista da própria memória. Ao partir de seu imaginário, Neves compõe cenas de carga simbólica, onde símbolos presentes na sua trajetória são desmembrados, rejeitando interpretações fixas ou definitivas.
Zipper Galeria - Mega Hair
A Zipper Galeria apresenta Mega Hair,
nova individual de Romy Pocztaruk. Com texto de Renato
Rezende, a mostra reúne esculturas inéditas feitas de concreto e fibra
sintética (material industrial utilizado em apliques capilar) e marca uma nova
fase na produção da artista, na qual questões antes investigadas na fotografia
são deslocadas para o campo escultórico. A exposição integra o programa Zip’Up,
dedicado a processos autorais apresentados no andar superior da galeria.
Na montagem, Pocztaruk emprega técnicas de trama próprias dos
salões de beleza: mechas longas envolvem blocos de concreto, pendem da parede
até o chão e, em algumas obras, tranças espessas operam como elemento
estrutural, sustentando blocos empilhados. As funções se invertem: o que
deveria ser cosmético assume a função estrutural; o que deveria ser estrutural
revela vulnerabilidade.
Serviço:
Romy Pocztaruk – Mega
Hair
Texto Crítico: Renato
Rezende
Local: Zipper Galeria - R. Estados
Unidos, 1494 - Jardim America, São Paulo
Período expositivo: até 13 de junho
de 2026
Informações: www.zippergaleria.com.br | @zippergaleria
A Zipper Galeria exibe também Fio d’água, exposição de Laura Villarosa. Com texto crítico de Priscyla Gomes, a mostra reúne um conjunto inédito de trabalhos em que a artista constrói paisagens imaginadas em que pintura e bordado se constituem mutuamente.
As composições de Villarosa evocam territórios anteriores ao mapa,
superfícies percorridas por linhas e relevos que parecem preceder qualquer
tentativa de localização geográfica. A artista trabalha a imagem que se forma
pela acumulação paciente do gesto, fora do registro figurativo direto.
Serviço:
Fio d’água – Laura Villarosa
Texto crítico: Priscyla Gomes
Local: Zipper Galeria - R. Estados
Unidos, 1494 - Jardim America, São Paulo
Período expositivo: até 13 de junho
de 2026
Informações: www.zippergaleria.com.br | @zippergaleria
Museu Judaico de São Paulo – Burle Marx:
Plantas em Movimento
No Museu Judaico de São Paulo, a exposição Burle Marx: Plantas em
Movimento traz um recorte introdutório da obra paisagística de Roberto Burle
Marx e seus colaboradores, com foco no uso de algumas espécies vegetais –
por meio de desenhos de projetos, fotografias, filmagens e documentação do
acervo do Instituto Burle Marx. A curadoria é de Isabela Ono e Guilherme
Wisnik.
O percurso evidencia o paisagismo, em Burle Marx, como linguagem
em que a vegetação assume papel central, estruturando composições em constante
transformação. A partir de projetos públicos e privados, a seleção privilegia a
recorrência de determinadas espécies e suas associações, revelando um
vocabulário vegetal que atravessa sua produção e se fundamenta na observação
direta dos biomas e na relação entre natureza e cultura.
Serviço:
Museu Judaico de São Paulo – Burle Marx:
Plantas em Movimento
Período expositivo: até 2 de
agosto
Endereço: Rua Martinho Prado, 128 – São
Paulo, SP
Ingressos: https://museujudaicosp.org.br/visite/
Funcionamento: Terça a domingo,
das 10 horas às 18 horas (última entrada às 17h30)
Ingresso: R$24,00 (inteira) | R$12,00
(meia) | sábados gratuitos
Nesta quinta edição, a ABERTO ocupa a Casa Bola, construída
manualmente entre 1974 e 1979. A obra sintetiza a pesquisa radical de Eduardo
Longo sobre a habitação esférica e afirma uma postura experimental que se
manteve à margem dos cânones da arquitetura institucional. Ao ser ativada como
espaço expositivo, a casa preserva seu caráter singular e quase contracultural,
revelando ao público uma das obras mais emblemáticas — e ainda pouco conhecidas
— da arquitetura brasileira, até hoje uma presença discreta na paisagem urbana
paulistana. A edição apresenta dois marcos inéditos: a ampliação do projeto
expositivo, que dá continuidade e expande a ocupação de casas modernistas
iniciada nas edições anteriores, e a celebração da obra de um arquiteto em
vida.
Serviço:
ABERTO5 – Casa Bola
Período expositivo: até 31 de
maio
Endereço: Av. Brigadeiro Faria Lima, 2889
- Jardim Europa, São Paulo
Ingressos: https://www.aberto.art/pt-BR
Funcionamento: quarta a domingo
- 10h às 19h (última entrada 18h30)
Mais informações: @aberto.art
Classificação indicativa: Proibida entrada de menores de 12
anos.
Créditos: Edgard França | Cor
Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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