Teko Porã: Documentário indígena tem lançamento gratuito em Jundiaí (SP) nesta quarta (29) *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Produção que revela a vida entre dois mundos na Aldeia Rio Silveira, no litoral norte paulista, será exibida na Sala de Cinema São Paulo-Minas
A poucos quilômetros da maior metrópole do país, em
meio à Mata Atlântica do litoral norte paulista, o povo Guarani Mbya mantém
viva uma cultura ancestral que luta para resistir às pressões do mundo
contemporâneo e ao avanço da tecnologia. É esse encontro entre tradição e
presente que chega ao público no lançamento gratuito de “Teko Porã, retrato atual da vida
cotidiana na aldeia Rio Silveira”, nesta quarta-feira (29/04), às
19h, na Sala de Cinema São Paulo-Minas, no Complexo Fepasa, na Avenida dos
Ferroviários, em Jundiaí (SP).
Dirigido pela jornalista e roteirista Luciana Alves,
com codireção do cacique Adolfo Timotio, o documentário mergulha no cotidiano
da Aldeia Rio Silveira, território Guarani Mbya localizado entre São Sebastião
e Bertioga, revelando saberes, espiritualidade, relações familiares, desafios
contemporâneos e a delicada travessia de um povo que vive entre dois mundos.
A construção sonora também segue essa proposta: o
desenho de som prioriza os sons naturais da aldeia, enquanto a trilha é
composta exclusivamente por músicas tocadas e gravadas durante as filmagens no
próprio território, reforçando a autenticidade da experiência.
Para a realização desse olhar, a Speed Comunica
reuniu uma equipe altamente profissional e sensível, que respeitou
integralmente, em todas as etapas, as orientações e o tempo da comunidade,
sempre em alinhamento com o codiretor do filme, cacique Adolfo Timotio.
Antes do lançamento público em Jundiaí, o filme teve
uma apresentação especial no último 17 de abril, dentro da própria aldeia, em
uma sessão marcada pelo reencontro entre a comunidade e sua própria imagem na
tela.
A escolha de Jundiaí para o lançamento tem forte
valor afetivo para os realizadores. “Escolhemos Jundiaí porque é uma cidade que
faz parte da nossa história. Eu e Claudio trabalhamos e moramos aqui por quase
20 anos, nossos filhos nasceram em Jundiaí e era muito importante compartilhar esse
filme com os amigos da cidade onde, principalmente eu, construí grande parte da
minha trajetória profissional ”, afirma a diretora do documentário, Luciana
Alves.
Construção coletiva
Ela destaca que o filme documental foi construído em
um processo de escuta, convivência e participação direta da comunidade
indígena. “Foi um profundo aprendizado conhecer esse admirável mundo que existe
tão perto de nós e que muitas vezes desconhecemos. Mais do que registrar a
cultura Guarani, queríamos construir esse filme junto com a aldeia. Tivemos a
participação ativa de indígenas em várias etapas da produção, com dois
produtores locais, dois intérpretes de guarani, além da codireção do cacique
Adolfo. Foram quase 20 diárias, realizadas ao longo de vários meses de
convivência, escuta e troca. Isso faz toda a diferença no resultado e no
respeito à forma como essa história é contada”, destaca.
O diretor de fotografia Claudio Alves ressalta que a
construção visual do documentário também nasceu da troca com o território e da
oficina cultural realizada na aldeia. “A fotografia buscou valorizar a beleza
das imagens, da paisagem, da floresta, dos rios e da luz natural da aldeia. Mas
esse olhar também foi compartilhado. A oficina audiovisual realizada no
território permitiu uma troca muito rica sobre imagem, memória e narrativa,
aproximando ainda mais a equipe da comunidade. Isso trouxe uma verdade visual
muito forte ao filme e ampliou a sensibilidade do nosso olhar sobre a beleza e
a potência daquele espaço”, comenta Claudio.
Contemplado em edital do Programa de Ação Cultural
(ProAC), o documentário foi produzido pela Speed Comunica e só se tornou
possível graças ao fomento público à cultura. A realização é da Secretaria da
Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, com recursos da
Política Nacional Aldir Blanc, por meio do Sistema Nacional de Cultura, do
Ministério da Cultura e do Governo Federal.
Após o lançamento em Jundiaí, “Teko Porã” segue em
processo de inscrição em festivais nacionais e internacionais, ampliando o
alcance dessa narrativa sobre identidade, resistência e memória dos povos
originários brasileiros. Acompanhe nas redes sociais.
Créditos: Ellen Bacci Fernandes | EBF Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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