Alice Cooper: 25 anos de “Brutal Planet”
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| "Brutal Planeta", de Alice Cooper, chega às bodas de prata em 2025. |
Nesta sexta-feira, 6 de junho, o álbum “Brutal Planet“, o 14º disco de estúdio de Alice Cooper (sem contabilizar os do Alice Cooper Group), completa 25 anos. Gravado no primeiro semestre de 2000 nos Blue Room Studios e no A&M Studios, na Califórnia, a obra foi produzida por Bob Marlette e lançado pela Spitfire.
Com uma
abordagem mais obscura em relação aos trabalhos anteriores, o disco apresenta
músicas que tem mais proximidade com o Metal Industrial que, aqui, casou-se
perfeitamente coma voz peculiar do mestre do “Rock horror”, ou seja, é o som
moderno e pesado criando o caos que a mente perturbada de Alice Cooper
propicia.
O
disco começa bem com a faixa-título, que faz jus ao nome: uma música brutal,
pesada e que Alice Cooper chega para falar que, de fato, morávamos (e ainda
moramos, passados duas décadas) em um “planeta brutal”, em que ele condena os
sistemas de julgamento que o mundo usa. Em seguida, em “Wicked Young Man“,
que aborda a perversidade e o ódio do personagem que afirma que o seu caráter
maléfico não foi influenciado pelos games e nem pelos filmes que assistia,
enfim, uma canção que fala dos tiroteios em escolas, tipo de fatalidade que
acontece regularmente nos Estados Unidos e que, aqui no Brasil, recentemente
tivemos algo parecido, como o da escola Raul Brasil, em Suzano. O terceiro tema
é “Sanctuary“, em
que Alice Cooper descreve pessoas que não fazem nada de diferente da sua rotina
“automática” e que, por conta disso, não desenvolve uma personalidade própria,
aceita passivamente a situação e nada faz para mudar. Já em “Blow Me A Kiss“,
o cantor incita o ouvinte a pensar mais profundamente sobre assuntos
espirituais e também ele denuncia todas as formas de intolerância. A injustiça
social é o tema central de “Eat
Some More“, em que Alice Cooper demonstra toda sua ironia ao
exalar que, enquanto de um lado temos milhões de quilos de carne apodrecendo e
cargas de trem com pão mofado, milhões de pessoas morrem de fome, por exemplo.
E o play chega à metade com “Pick
Up The Bones” que, apesar de ser uma linda balada, traz um
refrão forte e grudento em que apresenta a guerra como tema em que o personagem
se depara com os restos mortais de seus familiares.
A
sétima faixa é a pessimista “Pessi-Mystic”
em que parece ter sido inspirada em “God“, de John Lennon. Na sequência vem “Gimme“, que
apresenta a imagem de um personagem dominante, à disposição para submeter para
os destituídos de formas para manter-se. Em “It’s The Little Things“, o personagem ranzinza
desabafa e apresenta um comportamento psicopata. O penúltimo tema é “Take It Like A Woman“,
uma bela balada com um ótimo arranjo em que Alice Cooper fala de assunto
relacionado a violência doméstica. E o disco fecha com “Cold Machines“,
que Alice Cooper diz ter se inspirado em Marylin Mason.
Além
das 11 faixas originais, em alguns países, como Japão e Austrália, foram
agraciados com uma faixa bônus: “Can’t Sleep, Clowns Eat Me“. E, meses após o
lançamento, a gravadora ainda lançou uma “edition tour” pela Europa, que trazia
quatro faixas ao vivo, incluindo “My Genaration“, clássico do The Who, e um
documentário intitulado “Total
Rock Rockumentary“.
Em “Brutal Planet“, Alice Cooper soube dosar a modernidade sem deixar de lado as suas raízes, além disso, trouxe ótimos músicos para sua banda e, apesar de não ter o reconhecimento devido, o disco assegura que todos amantes da música pesada precisam da “titia” Alice.
A seguir, a
ficha técnica e o tracklist (versão “tour edition”) da obra.
Phil
X: guitarra
Por Jorge Almeida

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