Van Halen: 30 anos de “Balance”
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| “Balance”, do Van Halen: completa 30 anos em 2025 (à direita, a versão japonesa da obra, sem as crianças siamesas). |
Hoje, sexta-feira, 24 de janeiro de 2025, um bom álbum chega aos seus 30 anos de lançamento: me refiro a “Balance“, o décimo disco de estúdio do Van Halen. Gravado entre maio e setembro de 1994 no 5150 Studios, estúdio de Eddie Van Halen, em Los Angeles e também no Little Mountains Sound Studios, em Vancouver, no Canadá, onde residia o produtor da obra, Bruce Fairbairn, o play foi lançado pela Warner Bros..
Depois
de terem dado uma pausa para as férias, no primeiro semestre de 1994, os
integrantes do Van Halen voltaram para trabalhar o próximo disco do grupo. No
entanto, o período de produção e lançamento de “Balance” foi marcado em um clima meio conturbado entre
o vocalista Sammy Hagar e os irmãos Van Halen e, para piorar o clima, a morte
do empresário Ed Leflfler e a escolha de Ray Danniels para tocar os negócios
não colaboraram. As sessões de gravação levavam cerca de oito horas por dia, em
média.
O
disco traz bons temas, como “The
Seventh Seal“, que abre a obra e que seria o nome original da
obra, em que são apresentadas conotações místicas e como parte do processo de
sobriedade de Eddie Van Halen, que fazia terapia para parar de beber. A canção
apresenta monges cantando e sinos de metal, a música revelou uma parede de
guitarra vasta e aberta, semelhante ao U2, que se projetava no terreno mais
escuro que a banda já enfrentou. Em seguida, vem “Can’t Stop Lovin’ You“, em que Sammy tirara,
supondo-se do ponto de vista de sua ex-esposa, acreditando que ela ainda
estivesse apaixonada por ele. Uma balada hard que se tornou um clássico. Outra
faixa que merece atenção é “Don’t
Tell Me (What Love Can Do)”, cujo single foi lançado em
dezembro de 1994, ou seja, antes de sair o disco, enfim, uma música cuja letra
teve inspiração no suicídio de Kurt Cobain. Enquanto isso, “Amsterdam“,
como o título indica, foi escrita sobre a capital do pátria-mãe de Eddie e Alex
Van Halen, que nasceram em Nijmegen. Uma música que conseguiu bastante
divulgação na mídia, por conta de seu estilo mais acessível, foi a ótima balada
“Not Enough“.
Graças
à nova fase em que Eddie estava a passar, incluindo aí até mudança no visual, “Balance” é
considerado o trabalho mais “sério” do Van Halen, com composições com críticas
políticas e sociais através de metáforas, e (muitas) reflexões em relação aos
sentimentos. Vale destacar também o ótimo trabalho feito pelo já falecido
produtor Bruce Fairbairn, que proporcionou uma sonoridade mais crua na obra.
Para
a capa, o fotógrafo Glen Wexler elaborou algumas ideias, entre elas, um menino
andrógino de quatro anos, mas, como o título do álbum mudou para “Balance“, o
fotógrafo esboçou novos conceitos e, com a aprovação da banda, os gêmeos
siameses em uma gangorra, que foi fotografado em seu estúdio, em Hollywood.
Wexler, ironicamente, apresentou na capa a impossibilidade de os siameses
brincarem na gangorra, e, ao fundo, um cenário desolado, com os demais
equipamentos do playground inutilizáveis. Aliás, os gêmeos siameses foram
“projetados” para imitar o formato do logotipo do “VH”. No entanto, para o
mercado japonês, os gêmeos siameses deram lugar a uma criança comum por conta
de uma eventual censura no mercado daquele país.
Após
o lançamento do disco, a banda saiu em turnê, que teve seu nome (internamente)
alterado de “Balance Tour” para “Ambulance Tour”
porque Eddie estava com problemas no quadril e Alex tinha de usar um colar
cervical.
O
disco vendeu bem, algo em torno de cinco milhões de cópias em todo o mundo e,
para muitos fãs, “Balance” marcou o fim de uma era do Van Halen, afinal, esse
foi o último disco completo com Sammy Hagar, que por conta das divergências
mencionadas acima e que, convenhamos, não foram bem esclarecidas até hoje por
nenhum dos lados, seguiu sua vida. Aliás, para finalizar, a faixa “The Seventh Seal”
foi indicada ao Grammy de Melhor Performance de Hard Rock e o disco alcançou o
topo da Billboard 200 dos Estados Unidos em fevereiro de 1995.
Enfim, esse
play, sem exagero, foi o último grande registro do Van Halen e que merece ser
ouvido a cada segundo.
A seguir, a
ficha técnica e o tracklist da obra.
Por Jorge
Almeida

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