Escritor utiliza ficção científica para discutir desigualdades sociais no Brasil *
Foto meramente ilustrativa. Em entrevista, o escritor Eliander A. Costa reflete sobre a importância da literatura para pensar temas como preconceito racial e exploração do trabalho Eliander A. Costa apresenta O Homem-Máquina de Taruã como uma forma de questionar as estruturas que sustentam a sociedade contemporânea. A partir da ficção científica, ele narra um mundo marcado pela desigualdade social, pelo preconceito racial e pela exploração do trabalho. Na obra, um condomínio separado entre o “Lado de Lá”, ocupado pelos ricos e poderosos, e o “Lado de Cá”, onde vivem os trabalhadores. Nesse cenário, Taruã surge como uma voz dissonante. Morador do lado mais pobre, o protagonista se destaca por suas habilidades intelectuais e pela capacidade de criar soluções tecnológicas, mas é sua indignação diante das injustiças que o impulsiona a agir. Ao planejar uma invenção capaz de transformar o contexto em que vive, ele percorre uma trajetória marcada por descobe...