Com streaming em 85% da receita, ensino musical busca novos formatos, por Rodolfo Vidal*
Foto meramente ilustrativa. No Brasil, de acordo com a Pro-Música Brasil, o streaming supera 85% da receita do setor, consolidando um padrão de comportamento em que o acesso é instantâneo, amplo e personalizado. Esse número não é apenas um retrato do consumo, mas um indicativo direto de como o público passou a se relacionar com a música. Quem monta repertórios sob demanda, descobre artistas por recomendação algorítmica e transita entre gêneros em poucos cliques dificilmente se adapta a um modelo de ensino baseado em progressões fixas, tempo predeterminado e pouca autonomia. O descompasso entre essas duas experiências ajuda a explicar por que o formato tradicional perde adesão. A dimensão global reforça essa leitura. Segundo a IFPI, no Global Music Report 2024, o streaming já responde por mais de 65% da receita mundial da indústria fonográfica. Isso significa que a principal porta de entrada para a música hoje é mediada por plataformas que organizam conteúdo de forma...