Copa do Mundo além do futebol: como a nostalgia da geração passada reacende o patriotismo emocional entre os mais jovens *
Foto meramente ilustrativa. Da rua pintada às reuniões em família, memória afetiva da Copa no Brasil ganha novo significado e revela como o sentimento coletivo pode fortalecer vínculos emocionais em tempos de hiperconexão Tem cheiro de churrasco no ar, barulho de rojão antes mesmo da bola rolar e uma lembrança quase automática das ruas pintadas de verde e amarelo. Para muitos brasileiros, falar de Copa do Mundo é revisitar uma época em que o país parecia parar junto, onde desconhecidos se abraçavam em cada gol e as famílias se reuniam na sala como se aquele momento tivesse algo de sagrado. Entre as Copas dos anos 1990 e 2000, o futebol virou memória afetiva, tradição e um dos maiores símbolos de união popular do Brasil. Hoje, em meio às telas, vídeos rápidos e uma rotina cada vez mais acelerada, a forma de viver a Copa mudou, mas a emoção ainda encontra espaço. A geração mais nova acompanha os jogos pelo celular, comenta nas redes sociais e transforma memes em linguagem uni...