Projeto Clarice faz últimas apresentações no Teatro Paulo Eiró *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Espetáculo dirigido por Cesar Ribeiro, com
adaptações de cinco contos de Clarice Lispector, reúne quatro atrizes com mais
de 60 anos, Clara Carvalho, Magali Biff, Mariana Muniz e Vera Zimmermann
O espetáculo Projeto Clarice, com adaptação e direção de Cesar
Ribeiro, entra em sua última semana de apresentações no Teatro Paulo Eiró. Até
8 de novembro, o público tem a chance de assistir à montagem, que reúne quatro
atrizes com mais de 60 anos, Clara Carvalho, Magali Biff, Mariana Muniz e Vera
Zimmermann, em adaptações de cinco contos de Clarice Lispector: Via Crucis,
Menino a Bico de Pena, A Legião Estrangeira, Amor e O Ovo e a Galinha.
O espetáculo acontece de quinta a domingo (veja programação abaixo).
A montagem investiga diferentes dimensões da experiência
feminina ao abordar questões como identidade, subjetividade, alteridade,
família e afetos. A partir de situações aparentemente cotidianas, os textos
revelam personagens afetadas por acontecimentos que transformam a percepção de
si mesmas e de suas relações com o mundo. “Essas histórias falam de questões
cotidianas a partir da epifania, do monólogo interior e da relação
feminino-masculino”, diz o diretor.
A adaptação de Cesar Ribeiro considera as características e
experiências de cada intérprete, estabelecendo uma relação entre a literatura
de Clarice e as possibilidades expressivas do corpo. “A construção das
transformações ou indagações de cada personagem procura traduzir para o corpo
aquilo que Clarice expressa por meio das palavras”, afirma Ribeiro.
A encenação combina realismo, simbolismo e extrarrealismo
para construir um universo que dialoga com questões contemporâneas e com a
pesquisa do diretor sobre sistemas de violência e suas formas de representação.
A cenografia é assinada por J. C. Serroni, e a trilha sonora reúne referências
musicais diversas, de canções de jogos eletrônicos ao punk e à música
eletrônica.
Projeto Clarice dá continuidade à pesquisa desenvolvida por
Cesar Ribeiro sobre sistemas de violência e formas de representação associadas
às distopias. Para o diretor, a realidade brasileira apresenta elementos de uma
sociedade distópica. “A realidade em que vivemos, com todas as violências no
Brasil desde seus marcos fundantes, é em si uma distopia. Desde Trilogia
Kafka, estamos atentos e continuamos falando sobre essas violências, mas
com aspectos mais lúdicos e poéticos”, diz Ribeiro.
Embora o protagonismo seja feminino, figuras masculinas
também estão presentes. Atores aparecem vestidos de smoking preto e máscaras de
peixe para criar uma representação de uma masculinidade sem rosto. A imagem faz
referência a outro livro de Clarice Lispector, A Mulher que Matou os Peixes.
Sinopse
A partir da adaptação de cinco contos de Clarice Lispector,
composta pelos textos Via Crucis, Menino a Bico de Pena, A Legião Estrangeira,
Amor e O Ovo e a Galinha, o espetáculo aborda conceitos de família, relações
afetivas e alteridade sob o olhar de Clarice. A adaptação e direção é de Cesar
Ribeiro, com as atrizes Clara Carvalho, Magali Biff, Mariana Muniz e Vera
Zimmermann.
Adaptação, trilha sonora e direção: Cesar Ribeiro
Atuação: Clara Carvalho, Magali Biff, Mariana Muniz e Vera
Zimmermann
Ator-contrarregra: Pedro Conrado
Cenografia: J. C. Serroni
Figurinos: Telumi Hellen
Iluminação: Rodrigo Palmieri
Visagismo: Louise Helène
Operação de luz: Lê Carmona
Operação de som: Rafu Ferraz
Técnico de palco: Jefferson Oliveira e Joobs
Designer gráfico: Fabricio Sindice
Fotos: João Caldas Filho
Filmagem: Halei Rembrandt
Mídias sociais: Jessica Fioramonte
Assessoria de imprensa: Canal Aberto
Comunicação
Assistente de produção: Alexandre Silva
Produção executiva: Jarbas Galhardo
Direção de produção: Marisa Medeiros
Coordenação de projeto: Cris Zonzini
Assist. de cenografia: Débora Ferreira
Cenotécnico: Wagner Almeida
Assist. de cenotécnico: Douglas
Vendramini e Theo Piazzi
Adereços: Camila Myczkowski, Flávia Marques, Carol Moraes,
Andrea Amorim, Niki Cavalcanti, Mariana Guilen e César Couto
Pintura de arte e texturização: Beatriz Leandro, Mel Cruz e Yasmin Silva
Costureira: Lia Couros
Realização: Garagem 21, Brancalyone Produções, Governo do
Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas,
Governo Federal, Ministério da Cultura e Lei Aldir Blanc
Teatro Paulo Eiró - Avenida Adolfo Pinheiro, 765 - Santo Amaro, São Paulo,
SP
Até 08 de novembro de 2026
Horários: quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h.
Valor do ingresso: R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia
Duração: 100 minutos | Classificação: 12 anos
Mesas de Debates “A Perspectiva do Feminino na Sociedade
Brasileira Atual”
Local: SP Escola Superior de Teatro - Praça Roosevelt, 210 - Centro, São Paulo, SP
Horário: 20h às 22h, entrada gratuita
05/11 (quinta-feira)
Convidada: Araju Ara Poty, liderança indígena e cacica da Tekoa Ytu.
Mediadora: Maria Fernanda Vomero, jornalista, performer e
doutora em Artes Cênicas (Pedagogia do Teatro) pela Universidade de São Paulo
(USP)
Créditos: Dani Valério | Canal Aberto
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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