Museu Judaico de São Paulo apresenta panorama de cinco décadas da obra de Gretta Sarfaty *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Com mais de 60 trabalhos, Diáfana percorre diferentes momentos
da trajetória da artista, referência da Body Art e da arte feminista no Brasil,
e investiga as relações entre corpo, imagem e identidade
Novembro
de 2026 – Ao longo de sua carreira, Gretta Sarfaty
fez do corpo, da imagem e de sua própria identidade territórios de
experimentação artística. Fotografia, performance, vídeo e pintura integram uma
produção que questiona os modos de representar o feminino e as fronteiras entre
o que se mostra e o que permanece oculto. Essa rota é o ponto de partida de Diáfana,
exposição que o Museu Judaico de São Paulo apresenta a partir de 13 de
novembro. Com curadoria de Patricia Wagner, a
mostra reúne mais de 60 trabalhos da artista.
Referência de body art e da arte feminista no Brasil, Sarfaty rompeu
com convenções da representação feminina ao colocar o próprio corpo no centro
de sua prática. Mais do que objeto de observação, ele se torna instrumento de
investigação e transformação, por meio do qual a artista aborda questões de
intimidade, identidade e relações sociais. Em diferentes linguagens e momentos
de sua produção, a imagem de si deixa de ser uma representação estável para se
tornar um campo de experimentação, no qual a percepção do corpo e do sujeito
está em permanente construção.
É nesse percurso que o título Diáfana encontra seu sentido.
Rendas, véus, vidros, vapores e espelhos aparecem como elementos que filtram,
fragmentam ou transformam as imagens, criando diferentes possibilidades de
percepção. O que se vê, portanto, depende também daquilo que se interpõe entre
o olhar e seu objeto.
A exposição propõe, assim, uma reflexão sobre a própria
construção da imagem e da identidade. Quem se revela quando um corpo é exposto?
O que permanece oculto mesmo diante do olhar? Ao reunir trabalhos de 1976 a
2023, a mostra acompanha como essas questões atravessam sua produção, em uma
pesquisa que tensiona os limites entre presença e ausência, intimidade e
exposição, corpo e representação.
Nascida em Atenas, na Grécia, em 1947, Gretta Sarfaty chegou ao
Brasil em 1955 e construiu uma carreira internacional, com passagens por
cidades como Paris, Milão, Nova York e Londres. Sua investigação ganhou força
nos anos 1970, com séries como Auto-Photos (1976), em que a manipulação de negativos
permitiu explorar novas formas de retratar mulheres e seus corpos. O percurso
apresentado inclui ainda trabalhos de Evocative Recollections (1978–1981), Metamorphic
Recollections (1981–1985), Kabbalah (1985) e Reflections of a Woman (1991–1997), além de Inside the
Box (2023), evidenciando as transformações de sua linguagem ao
longo das décadas.
Com obras presentes em acervos como os do Museu de Arte de São
Paulo (MASP), da Pinacoteca de São Paulo, do Instituto Inhotim, do Museo Reina
Sofía, na Espanha, e do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, em Portugal,
a artista consolidou uma trajetória que atravessa disciplinas e desafia
convenções visuais. Em Diáfana, esse conjunto de trabalhos mostram como suas
experimentações ampliaram as possibilidades de pensar o corpo, a identidade e a
experiência feminina na arte contemporânea.
Realizada em parceria com a Central Galeria, a exposição ocupa o
segundo subsolo do Museu e fica em cartaz até 11 de abril de 2027.
Sobre o Museu Judaico de São Paulo (MUJ)
O Museu Judaico de São Paulo cultiva e apresenta a diversidade
das expressões da cultura judaica em diálogo com o contexto brasileiro e com o
contemporâneo, dedicando-se à defesa dos direitos humanos e ao combate ao
antissemitismo e a todas as formas de preconceito. Inaugurado em 2021, fruto de
uma mobilização da sociedade civil, o MUJ possui o maior acervo judaico da
América Latina. Além de quatro andares expositivos, com exposições de longa
duração e temporárias, o Museu realiza festivais literários, concertos
musicais, seminários, debates, publicações, jornadas, oficinas e um amplo
programa educativo, entrelaçando perspectivas judaicas e não judaicas. Os
visitantes também têm acesso a uma biblioteca com mais de mil livros para
consulta, a um café com delícias gastronômicas comandadas por chefs e
restaurantes judaicos e a "Lodjinha", com produtos diversificados
para festas e tradições judaicas.
Créditos: Carolina Amoeda | Cor Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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