Causos de Rolando Boldrin chegam ao palco do Sesc Belenzinho em “O Céu de Durvalina”, com Geni Cavalcante *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Às vésperas dos
90 anos que Rolando Boldrin completaria em outubro, “O Céu de Durvalina” tem
direção artística de Ronaldo Aguiar e dramaturgia de Nereu Afonso da Silva
Pesquisa de
Geni Cavalcante nas ruas de São Paulo incorpora gestos, falas e movimentos de
trabalhadores e migrantes à personagem por meio da Mimesis Corpórea.
Os
causos de Rolando Boldrin chegam aos palcos às vésperas do aniversário de 90
anos que o artista completaria em 22 de outubro. A partir de 29 de outubro, o Sesc
Belenzinho recebe “O Céu de Durvalina”, solo de Geni Cavalcante que
retoma uma personagem criada entre 2009 e 2010, a partir da obra de Boldrin. A
montagem é uma homenagem ao artista, cuja trajetória na música e na televisão
esteve ligada à valorização da cultura popular brasileira.
A
personagem Durvalina surgiu no espetáculo “Contando Causos”, dirigido
por Ana Wuo, no qual Geni Cavalcante recriava figuras do cotidiano por meio da
Mimesis Corpórea, procedimento de pesquisa desenvolvido pelo Lume Teatro. A
atriz conheceu e trabalhou a personagem a partir da observação de pessoas reais
e, mais de uma década depois, decidiu aprofundá-la em um solo. Para a nova
montagem, os causos de Boldrin foram incorporados à dramaturgia de Nereu Afonso
da Silva, com autorização de sua viúva, Patrícia Boldrin.
Em
“O Céu de Durvalina”, Durvalina é uma mulher que deixou São João do
Paraíso, no interior de Minas Gerais, há mais de três décadas, carregando o
sonho de comprar uma máquina de costura para a mãe. Em São Paulo, vende bolos e
café em um ponto de ônibus, onde compartilha causos e memórias com quem passa.
A personagem atravessa histórias de migração, saudade e pertencimento, em
diálogo com referências da música raiz caipira e com o universo dos causos
populares.
A
MONTAGEM -
O espetáculo também recupera a relação de Geni Cavalcante com o repertório de
Boldrin. Em “Contando Causos”, o artista acompanhou o trabalho da atriz
e se emocionou com a criação. Agora, os causos voltam à cena em uma obra
construída especialmente para Durvalina. O espetáculo traz ainda referências
musicais ligadas ao universo de Boldrin, com canções e gravações de nomes como
Milionário & José Rico, Pena Branca & Xavantinho e Helena Meirelles. Em
uma das cenas, Durvalina dança com o vestido da mãe ao som de “Mãezinha
Querida”, de Carlos Galhardo.
A
relação com a cultura do interior também aparece em um momento em que a
personagem convida o público a participar de uma lembrança da festa de São João
do Paraíso, o “Segura Cano”. Em cena, o café servido por Durvalina reforça a
proximidade com o público e o cotidiano da personagem.
A
construção da atual Durvalina partiu ainda de uma nova pesquisa realizada por
Geni Cavalcante nas ruas de São Paulo, com vendedores ambulantes, motoristas e
cobradores de ônibus, porteiros, trabalhadores de supermercado, garçons e
migrantes. Gestos, modos de falar e formas de caminhar observados nesse
processo foram incorporados à personagem por meio da Mimesis Corpórea. A
Durvalina apresentada agora, porém, é uma personagem ficcional, construída a
partir dessas referências e da trajetória iniciada em “Contando Causos”.
Rolando
Boldrin morreu em novembro de 2022, aos 86 anos. Durante 17 anos, apresentou o
programa “Sr. Brasil”, na TV Cultura, dedicado à música e às manifestações da
cultura popular brasileira. Em 2015, recebeu a Ordem do Mérito Cultural do
governo federal. “O Céu de Durvalina” se soma às homenagens ao artista
ao levar novamente seus causos para a cena, agora integrados à trajetória de
uma personagem que nasceu justamente desse repertório.
SINOPSE
-
Em cena, Durvalina é uma mulher que deixou São João do Paraíso (MG) há mais de
três décadas, carregando o sonho de comprar uma máquina de costura para a mãe.
Hoje vende bolos e café num ponto de ônibus em São Paulo, onde compartilha
causos e memórias com quem passa. Inspirado em "Contando Causos",
espetáculo de 2010 sobre a obra de Rolando Boldrin, o solo tem atuação de Geni
Cavalcante, direção artística de Ronaldo Aguiar e dramaturgia de Nereu Afonso
da Silva. Uma homenagem à cultura popular brasileira e aos migrantes que vieram
para a cidade grande.
SERVIÇO
Sessões
com acessibilidade em Libras:
14
de novembro, sábado, às 21h
20
de novembro, sexta-feira, às 17h
05
de dezembro, sábado, às 21h
Sesc
Belenzinho
Endereço:
Rua Padre Adelino, 1000.
Telefone:
(11) 2076-9700
Transporte
público
Metrô
Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)
Estacionamento
De
terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h.
Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$10,00 a primeira hora e R$4,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$20,00 a primeira hora e R$5,00 por hora adicional.
Créditos: Dani Valério | Canal Aberto
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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