Twisted Sister: 20 anos de “A Twisted Christmas”
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| "A Twisted Christmas", do Twisted Sister, completa 20 anos de lançamento em 2026. |
Neste sábado, 17 de outubro, o álbum “A Twisted Christmas“, o sexto disco de estúdio do
Twisted Sister, completa 20 anos de lançamento. Gravado entre junho e agosto de
2006 no Audio Magick, em West Babylon, Nova York, o álbum foi lançado pela
Razor & Tie e a produção assinada por Mark Mendoza e Jay Jay French. Como o
título indica, o projeto nada mais é do que as clássicas músicas natalinas
realizadas em versões Heavy Metal com algumas mudanças líricas.
Esse registro de Dee Snider e companhia, que
fique claro, não se trata bem de um álbum conceitual e também esse tipo de
trabalho (releituras de músicas natalinas, no caso) não é nenhuma novidade, mas
o material apresentado pelo Twisted Sister traz os temas com as letras
tradicionais misturados com o som típico do grupo, ou seja, aquela ‘mistureba’
de Glam Rock e Heavy Metal, incluindo aí letras humorísticas e riffs bem Hard.
O CD começa com “Have Yourself A Merry Little
Christmas“, que começa em uma versão em que nada lembra o Twisted
Sister, ou seja, no estilo voz e violão, uma pegada mais pop, mas ainda na
abertura, os caras interrompem a música dizendo algo do tipo “Hey, Isso não é Twisted Sister! Isto é Twisted Sister!“,
em seguida, entra as guitarras e a bateria do saudoso AJ Pero, com Dee Snider
mandando bem com seus vocais inconfundíveis, com a presença de um coro berrando
“Ho-ho-ho, Let’s go!“, no melhor estilo Ramones. Depois,
em “Oh Come All Ye Faithfull”, uma canção tradicional, mas com uma pegada
instrumental de “We’re Not Gonna Take It“,
clássico-mor desses “sickers mother fuckers”. O terceiro tema é “White Christmas“, detentora de um ritmo galopante e que
tem a participação especial da lendária vocalista do metal alemão, Doro Pesch,
nos backing vocal, porém, praticamente inaudível. Na sequência, “I’ll Be Home For Christmas“, uma balada Glam Rock que
traz outra participação feminina: Lita Ford, cujo vocal, ao contrário de Doro,
aparece mais nítido aqui. O álbum chega ao meio com “Silver
Bells“, uma popular canção natalina da década de 1950 que o TS deixou
a sua cara, mas com riffs “inspirados” em “Problem Child“, do
AC/DC.
Dando continuidade à obra, o play segue “I Saw Mommy Kissing Santa Claus“, também composta
originalmente nos anos 1950 e que teve os riffs originalmente oriundos de “You’ve Got Another Thing Comin’“, do Judas Priest. Em
seguida, vem “Let It Snow, Let It Snow, Let It Snow“, cujo o riff de
guitarra nitidamente é uma referência ao clássico sabático “Children Of The Grave“. O tema posterior é “Deck The Halls“, outro tradicional tema de Natal, mas
composto no século XVI, e que o Twisted Sister apresentou os riffs de guitarra
baseados em “The Boys Are Back In Town“, do Thin Lizzy. Enquanto
isso, em “The Christmas Song (Chestnuts Roasting On An Open Fire)”
não traz nada de extraordinário, apesar a grande interpretação de Dee Snider.
E, para encerrar, a divertida “Heavy Metal Christmas (The
Twelve Days Of Christmas)“, que é uma releitura feita pelo Twisted
Sister em que, apesar de soar um tanto quanto repetitiva, traz bons licks de
guitarra, bateria dinâmica e solo de baixo e uma letra hilária que, segundo o
interlocutor, em seu “Natal Heavy Metal” ganhou de presente uma tatuagem do
Ozzy, dois pares de calça de lycra, três cintos decorados, quatro litros de
Jack Daniels, cinco brincos de caveira, entre outras coisas. Além disso, o
registro ainda tem uma faixa oculta, porém, bem curta, intitulada “We Wish You A Twisted Christmas“, que nada mais é do
que uma versão adaptada de outro tema tradicional de Natal, “We Wish You A Merry Christmas“, e é cantada em coro,
sem a parte instrumental.
Sinceramente, “A Twisted Christmas”
está longe de ser um clássico do Twisted Sister, mas é um bom disco para
escutarmos no fim do ano, ou você prefere escutar aquela enfadonha versão da
Simone para “Happy Xmas (War Is Over)“, de John Lennon, que
conhecemos como “Então, É Natal“. Só de lembrar
disso, confesso que me dá um certo desânimo do período natalino, não pela
celebração religiosa em si, mas na parte comercial da coisa (lojas e ruas de
comércio abarrotados de gente, crianças pedindo presentes e toda aquela
palhaçada em que o principal homenageado, aos poucos, vem sendo ignorado).
A seguir, a ficha técnica e o tracklist da
obra.
Por Jorge Almeida

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