Patrick Verfe Schneider estreia na poesia com o lançamento do livro "Fermata no Atonal" *

 

Foto meramente ilustrativa.

Especialista sobre o futuro do trabalho, professor e pesquisador une música, memória e emoções em obra que convida à reflexão sobre a intolerância aos erros

O que acontece quando deixamos de aceitar as imperfeições que fazem parte da experiência humana? E se, em vez de condenar nossos erros, aprendêssemos a fazer uma pausa para compreendê-los?

Essas são algumas das reflexões que atravessam Fermata no Atonal, primeiro livro de poesia de Patrick Verfe Schneider, professor, pesquisador e escritor reconhecido por sua atuação nos estudos sobre o futuro do trabalho. A obra está em pré-lançamento e propõe um olhar sensível sobre a relação entre música, tempo, memória e as contradições humanas.

Em sua incursão pela poesia, o autor desloca o olhar do universo profissional para a experiência íntima do existir. Com uma escrita que aproxima palavras, sons e silêncios, questiona uma sociedade cada vez mais intolerante ao erro, na qual falhas individuais frequentemente se transformam em motivos de julgamento e exposição pública.

O livro também convida o leitor a reconhecer a própria responsabilidade nesse processo, lembrando que a cobrança pela perfeição não se limita à maneira como julgamos os outros: muitas vezes, somos nossos críticos mais implacáveis.

Quando a música encontra a imperfeição humana
Para compreender o título da obra, vale recorrer a dois conceitos musicais. Fermata é um sinal que indica que uma nota ou pausa deve ter sua duração prolongada, para além do tempo habitual a critério do músico. Já o termo atonal remete ao que rompe com as referências harmônicas ocidentais tradicionais.

Em Fermata no Atonal, esses conceitos ganham uma dimensão simbólica. A atonalidade representa aquilo que escapa ao padrão esperado: os erros, as diferenças, as dúvidas e as experiências que não se encaixam naquilo que que é considerado correto ou ideal. A fermata, por sua vez, surge como a possibilidade de prolongar esse instante — seja para expor a falha alheia, seja para interromper o julgamento e abrir espaço à reflexão.

Em sua estréia na poesia, Patrick Verfe Schneider propõe uma escuta diferente da experiência humana, sem a exigência de que todas as notas estejam no tom. O autor convida o leitor a reconhecer o silêncio como parte da música para encontrar, na imperfeição, não necessariamente uma falha a corrigir, mas uma possibilidade de compreensão. “Porque, às vezes, é justamente quando a música sai do esperado que surge a oportunidade de escutar de outra maneira”.

Segundo ele, o problema não está em reconhecer as imperfeições, mas na maneira como lidamos com elas. “Em uma cultura que valoriza o desempenho impecável, o erro deixa de ser uma oportunidade de aprendizado e passa a ser tratado como algo a esconder, punir ou transformar em espetáculo”.

A provocação central do livro é justamente a inversão: e se, diante de nossas próprias atonalidades, escolhêssemos a pausa em vez da condenação? “A proposta é resgatar a capacidade de escutar, compreender e acolher aquilo que, embora imperfeito, também nos constitui como seres humanos”, destaca o autor.

Memória e música
Entre as referências que permeiam Fermata no Atonal está a jornada pelo Caminho de Santiago de Compostela, entre Portugal e Espanha, percorrido por Patrick em 2025. A experiência se soma às vivências de uma trajetória pessoal e musical que encontra na poesia uma forma de revisitar o passado, elaborar sentimentos e atribuir novos significados ao presente.

Além disso, o livro também percorre as experiências acumuladas ao longo de mais de três décadas de vivência musical do autor, onde a música não aparece apenas como referência estética, mas como uma linguagem capaz de traduzir emoções que nem sempre encontram expressão direta nas palavras.

Desta forma, os poemas transitam entre o som e o silêncio, a intensidade e a delicadeza, revelando sentidos que emergem tanto do que é dito quanto daquilo que permanece nas entrelinhas.

Ao abrir seu caderno de poemas ao público, Patrick transforma a escrita em um exercício de exposição e descoberta. Os versos acolhem sentimentos ora intensos, ora quase sussurrados, compondo um percurso em que o tempo não é apenas medida, mas espaço de transformação.

Pausa para reflexão
Mais do que uma estreia literária, Fermata no Atonal propõe uma reflexão sobre a maneira como nos relacionamos em uma sociedade marcada pela busca constante por resultados, pela exposição e pela exigência de respostas imediatas.

Ao aproximar a experiência poética de questões presentes no cotidiano, a obra convida o leitor a reconsiderar os próprios critérios de perfeição e a reconhecer o valor das pausas, das fragilidades e das diferenças. “Se somos capazes de prolongar o julgamento sobre os erros dos outros, por que não utilizar esse mesmo tempo para compreender nossas limitações e aprender com elas?”, propõe o autor.

Ficha Técnica
Fermata no Atonal
Patrick Verfe Schneider
104 páginas
Poesia
Editora Primata
https://editoraprimata.com/fermata-no-atonal-de-patrick-verfe-schneider/p

Sobre o autor
Gaúcho de Porto Alegre, Patrick Verfe Schneider vive há mais de uma década em São Paulo. Além da experiência corporativa e acadêmica, é músico, compositor e produtor, tendo atuado em diferentes atividades musicais. É autor do livro Futuro do Trabalho da Pessoa com Deficiência: da Lei de Cotas à Agenda 2030 e co-autor de Ensaios por uma organização consciente: Um guia (in)completo para líderes e designers organizacionais. Doutorando pela USP (Universidade de São Paulo), é pesquisador sobre as temáticas do futuro do trabalho e trabalho decente. Professor sobre IA@Work e Gestão Estratégica de Recursos Humanos em universidades, dentro e fora do Brasil.

Mais informações
www.linkedin.com/in/pvschneider
https://www.pvschneider.com

Créditos: Carla Pinho | C+C

* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Lula reeleito!

Renegado lança MargeNow *

Mostra das Nações reúne cultura, sabores e tradições do mundo no Largo da Batata *