Ian Hill, do Judas Priest, anuncia sua aposentadoria
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| O baixista Ian Hill. Créditos: Ross Halfin/Sony |
Nesta
sexta-feira, 9 de outubro de 2026, o lendário baixista do Judas Priest, Ian
Hill, anunciou a sua aposentadoria depois de anos tentando controlar as dores e
manter o ritmo das apresentações. Aos 74 anos, Hill decidiu encerrar sua
participação nas atividades ao vivo por conta do avanço de uma artrite que
comprometeu seus ombros, mãos e joelhos, complicando cada vez mais sua
capacidade de tocar.
A aposentadoria
de Ian Hill marca o fim de uma das carreiras mais duradouras da história do
Heavy Metal. Integrante do Judas Priest desde 1970, o baixista foi o único
músico a participar de todas as formações da banda ao longo de mais de cinco
décadas, acompanhando a evolução do grupo desde os primeiros passos até sua
consolidação como uma das principais referências do gênero.
A situação se
agravou durante a turnê europeia mais recente, quando Hill rompeu um tendão do
ombro esquerdo durante uma apresentação em Bruxelas. A lesão o impediu de
levantar o braço adequadamente para tocar baixo, levando a banda a convocar
Davey Rimmer, conhecido por seu trabalho com o Uriah Heep e o Elegant Weapons,
para substituí-lo em um show em Londres. Rimmer já havia estudado o repertório
como uma alternativa caso o veterano não pudesse se apresentar, mas a evolução
dos problemas de saúde acabou tornando definitiva sua entrada na formação. Em
sua despedida, Hill também destacou o desejo de dedicar mais tempo à família,
depois de passar praticamente toda a vida adulta comprometido com a rotina de
gravações e turnês. O Judas Priest agradeceu ao músico por sua contribuição e
reconheceu sua importância como a base de uma história que atravessou gerações.
Embora esteja
deixando os palcos, Ian Hill continuará ligado à história fonográfica do Judas
Priest. O baixista participou de todos os álbuns de estúdio da banda desde “Rocka Rolla” (1974), e também contribuiu
com as linhas de baixo do próximo disco, ainda sem título ou data de lançamento
confirmada. Sua trajetória ajuda a compreender a transformação do grupo, que
começou explorando diferentes vertentes do rock e, ao longo dos anos,
desenvolveu uma sonoridade fundamental para a consolidação do heavy metal. Essa
evolução também aparece nas dez músicas que Hill escolheu como as mais
marcantes da carreira do Judas Priest, seleção apresentada no livro de
fotografias “Judas Priest: 50 Heavy Metal
Years”, lançado em 2021.
A saída de Ian
Hill dos palcos encerra um capítulo histórico, mas não apaga sua contribuição
para o desenvolvimento do Judas Priest. Seu baixo esteve presente na construção
de uma sonoridade que atravessou gerações e ajudou a definir os rumos do heavy
metal. Ao escolher músicas que vão de “Rocka
Rolla” a “Firepower”, Hill
oferece um panorama de sua própria trajetória e da evolução de uma banda que
soube mudar sem perder suas características essenciais. Com Davey Rimmer
assumindo o instrumento nas apresentações ao vivo, o Judas Priest inicia uma
nova etapa, enquanto o legado de seu integrante mais antigo permanece
registrado nos discos que ajudaram a transformar o grupo em uma referência
mundial do gênero.
Valeu, Ian Hill, sua contribuição ao Metal será eterno.
Por Jorge Almeida

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