Feira Ìyaloja: Museu Afro Brasil Emanoel Araujo abre inscrições para a 2ª edição *

Créditos: divulgação

Até 30 empreendedores serão selecionados para o evento, que acontece em 18 de outubro, na Marquise do Museu; inscrições seguem até 9 de outubro

São Paulo, setembro de 2026 - O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, com gestão da Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura (AMAB), abre inscrições para a 2ª edição da Feira Marquise Afro — Ìyálọ́jà. O evento será realizado em 18 de outubro, domingo, das 10h às 17h, na Marquise do Museu, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

O chamamento público selecionará até 30 empreendedores interessados em expor e comercializar produtos e serviços nos segmentos de artes visuais, artesanato, moda, design, beleza, literatura, decoração e gastronomia. As inscrições podem ser feitas até 9 de outubro de 2026, às 23h59, pelo formulário on-line.

Após a primeira edição, realizada em 20 de setembro, a feira dá continuidade à proposta de aproximar produção cultural, empreendedorismo e público. A iniciativa reconhece os setores criativos como atividades econômicas capazes de gerar trabalho e renda, além de ampliar a circulação de produtos, saberes e repertórios estéticos.

Mulheres negras e economia criativa
A expressão iorubá Ìyálọ́jà significa “mãe do mercado” e designa um título de liderança das mulheres comerciantes. O nome remete também à história de quitandeiras, ganhadeiras e vendedoras negras no Brasil, cuja atuação articulava comércio, sustento familiar e circulação de conhecimentos.

“Quando falamos de economia criativa, é importante reconhecer que mulheres negras já movimentavam redes de comércio, sustentavam famílias e faziam circular saberes e produtos muito antes de esse conceito ganhar esse nome. A Feira Marquise Afro parte dessa história para olhar o presente e criar espaço para que novos empreendedores possam gerar renda, ampliar conexões e ocupar o Museu também como lugar de circulação econômica e cultural”, afirma Jandaraci Araújo, diretora-executiva do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo.

O Museu incentiva a inscrição de artistas e coletivos que promovam a presença de pessoas negras e indígenas. A seleção buscará expressar essa representatividade, assim como a diversidade de gênero.

Como participar
Os interessados deverão preencher o formulário e apresentar a documentação e os materiais previstos no edital, incluindo CNPJ ou Certificado da Condição de Microempreendedor Individual (CCMEI) atualizado, documentos da pessoa responsável, breve apresentação do empreendimento, fotografias dos produtos ou serviços e lista ou faixa de preços.

Empreendimentos de alimentos e bebidas deverão apresentar também os documentos específicos exigidos para o segmento, como cardápio, descrição dos equipamentos e comprovação de boas práticas de manipulação de alimentos. Os critérios de participação e a relação completa de documentos estão no Edital de Chamamento Público.

Serviço | 2ª Feira Marquise Afro — Ìyálọ́jà
Data: 18 de outubro de 2026, domingo
Horário: das 10h às 17h
Local: Marquise do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
Endereço: Parque Ibirapuera — Portão 10, Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n, São Paulo (SP)
Seleção: até 30 empreendedores
Inscrições: até 9 de outubro de 2026, às 23h59, horário de Brasília
Formulário: acesse aqui

Sobre o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, administrada pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura. Inaugurado em 2004, a partir da coleção particular do seu fundador, Emanoel Araujo (1940-2022), o museu é um espaço de história, memória e arte.

Localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo conserva, em cerca de 12 mil m², um acervo museológico com mais de 20 mil obras, apresentando diferentes aspectos dos universos culturais africanos e afro-brasileiro e abordando temas como religiosidade, arte e história, a partir das contribuições da população negra para a construção da sociedade brasileira e da cultura nacional. O Museu exibe parte desse acervo na exposição de longa duração e realiza exposições temporárias.

Como parte de sua estratégia de ampliar o diálogo com diferentes públicos e fortalecer sua presença na sociedade, o Museu conta ainda com Seu Jorge e Lázaro Ramos como embaixadores institucionais.

Créditos: Marcela Lima | 4F Com

* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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