Fábricas de Cultura levam mural coletivo à exposição de Día de Muertos no Memorial da América Latina *
Obra reúne seis artistas da Zona Leste de São Paulo e do ABC e combina grafite, pintura, arte têxtil e escultura em homenagem à cultura mexicana e à literatura brasileira e mexicana
São Paulo, Outubro de 2026 - As
Fábricas de Cultura, programa da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria
Criativas do Estado de São Paulo, participam do evento de Día de Muertos, no
Memorial da América Latina, com a criação de um mural coletivo desenvolvido por
seis artistas do Setor A. A obra reúne diferentes gerações e linguagens
artísticas em uma composição que combina grafite, pintura, colagem, arte
têxtil, escultura e arte popular. A abertura oficial acontece em 30 de outubro,
e a visitação segue de 31 de outubro a 8 de novembro de 2026.
Já consolidada no calendário de atrações dos feriados de finados no Memorial da América Latina, a celebração de Día de Muertos reúne manifestações artísticas e referências da cultura mexicana. Nesta edição, a participação das Fábricas de Cultura do Setor A ganha forma em um mural coletivo criado por seis artistas, que levam à programação diferentes técnicas, experiências e referências culturais, em uma produção que conecta gerações e valoriza a diversidade da arte periférica. Conheça os artistas que integram o mural:
· Agnes Foster: Artista, marionetista e mestre artesã de bonecos, trabalha com arte têxtil, papel machê e materiais reciclados. Suas criações são inspiradas em mitologias, terror e cultura pop.
· Hellen Marques (Hell): Artista da Zona Leste de São Paulo, explora referências da cultura periférica e geek em trabalhos com pintura acrílica, aquarela e ilustração digital.
· Júlia Vanucci: Artista visual paulistana que transita entre desenho, pintura, fotografia e diferentes linguagens artísticas, com foco na experimentação de técnicas e formas de expressão.
· Marcos Moluco: Artista visual e produtor cultural, atua nas ruas de São Paulo desde 2005. Integrante da OTM CREW, desenvolve trabalhos com grafite, lettering e fotografia, abordando temas como memória, identidade e periferias.
· Ray Santos: Grafiteira de 18 anos, começou a explorar a arte urbana aos 14. Desenvolve trabalhos com letras, personagens e diferentes técnicas, transformando muros em espaços de expressão de sua identidade artística.
· Sônia AP: Aos 67 anos, encontrou na pintura uma forma de expressar sua criatividade. Autodidata, dedica-se há cerca de dois anos à pintura, utilizando principalmente tinta acrílica. Sua participação promove o encontro entre diferentes gerações de artistas (foto).
O mural é inspirado em dois eixos temáticos: “Do
Portal para o Campo Santo” e “A história da Catrina”. O primeiro aborda a
mitologia asteca e as concepções pré-hispânicas sobre os ciclos da vida e da
morte, com referências a divindades, mundos e símbolos tradicionais da
celebração. O segundo apresenta a trajetória da Catrina, figura criada pelo
ilustrador mexicano José Guadalupe Posada, em 1910, como crítica social, e
posteriormente incorporada por Diego Rivera ao mural Sonho de uma Tarde de
Domingo no Parque Alameda, de 1947. Com o passar do tempo, a personagem
tornou-se um dos símbolos mais reconhecidos da cultura mexicana.
Elementos tradicionais do Día de Muertos, como arcos
de flores, cempasúchil, caveiras e borboletas-monarca, serão reinterpretados
pelos artistas em uma composição que aproxima referências culturais mexicanas
de suas próprias vivências e estilos. A proposta reúne técnicas e materiais
diversos para construir uma instalação marcada pela pluralidade de olhares
sobre a celebração.
Neste ano, a literatura é o tema da exposição, que
presta homenagens especiais aos escritores Juan Rulfo e Jorge Amado. Altares e
instalações na Galeria Marta Traba celebram as tradições mexicanas e valorizam
a memória de autores brasileiros e mexicanos.
A exposição integra uma iniciativa conjunta das
Secretarias de Cultura do Município e do Estado de São Paulo, do Memorial da
América Latina e dos consulados do México e do Uruguai, com apoio cultural do
Governo do Estado, da Prefeitura de São Paulo e das fundações Jorge Amado e
Juan Rulfo.
Serviço
Exposição de Día de Muertos –
Memorial da América Latina
Abertura oficial:
30 de outubro de 2026
Visitação:
de 31 de outubro a 8 de novembro de 2026
Festival:
de 31 de outubro a 2 de novembro de 2026
Local:
Memorial da América Latina – Galeria Marta Traba
Endereço
Av. Mário de Andrade, 664 - Portão 8, Barra funda , São Paulo (SP)
Sobre as Fábricas de Cultura - Desenvolvido
desde 2007 pelo Governo do Estado, com recursos do BID – Banco Interamericano
de Desenvolvimento e da Secretaria de Estado da Cultura, atual Secretaria de
Estado da Cultura e Economia Criativa, o Programa Fábricas de Cultura foi
criado para estimular o desenvolvimento integral de cidadãos por meio da
valorização e ampliação de universos culturais e de situações de convivência e
experimentação artística, bem como incentivar e potencializar a articulação de
redes de produção e de circulação cultural. As Fábricas de Cultura oferecem à
população uma diversa e intensa programação cultural, com cursos de dança,
teatro, música, circo, artes visuais, multimeios e xadrez, além de sessões de
cinema, shows musicais, bibliotecas com cerca de cinco mil títulos cada e
estúdios de áudio e vídeo. Sete das 15 unidades das Fábricas em São Paulo são
geridas pela Organização Social Catavento: as da zona Leste de São Paulo e das
cidades de São Bernardo do Campo e Santos que, no ano de 2025, ofereceram
cerca de 800 cursos com mais de 24 mil matrículas, além dos mais de 1,1 milhão
de atendimentos nas diversas atividades oferecidas.
Créditos: Bia Murano | BM Com
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa
Comentários
Postar um comentário