Entre doces e seres encantados, Museu Afro Brasil Emanoel Araujo convida o público a reencontrar a infância *
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| Museu Afro Brasil Emanoel Araujo. Créditos: Divulgação |
Exposição
"Encantário Ibejis — Salve as crianças!" abre em 31 de outubro e
reúne obras do acervo e artistas convidados em um encontro de gerações,
memórias e linguagens
São
Paulo, outubro de 2026 — Há espaço para sacis, doces, brinquedos e
travessuras. Há também florestas, festas e memórias que passam de uma geração a
outra. É nesse universo que o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da
Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo,
sob gestão da Associação
Museu Afro Brasil (AMAB), apresenta “Encantário
Ibejis — Salve as crianças!”, com curadoria de
Vera Nunes e cocuradoria de Camila Tuon e Gabriela de Paula.
Com abertura em 31 de outubro, às 11h, a exposição reúne obras do acervo
formado por Emanoel Araujo e de artistas convidados. Em cartaz até março de
2027, a mostra convida pessoas pequenas e crescidas a descobrir o que acontece
quando a infância conduz o olhar.
Inspirada na força dos Ibejis, dos Erês, de Cosme e
Damião, dos sacis e de outros seres encantados, a exposição aproxima arte,
brincadeira e memória. O convite é deixar a curiosidade abrir caminho: observar
um detalhe, reconhecer uma lembrança, descobrir uma história ou imaginar outra.
Entre as obras, o encantamento ganha lugar como experiência que atravessa o
cotidiano, os saberes e as celebrações.
A mostra também permite conhecer uma maneira
particular de reunir e apresentar arte. Para Emanoel Araujo, colecionar era
criar encontros. Peças de diferentes origens, tempos, materiais e linguagens
podiam ocupar o mesmo espaço sem que uma fosse considerada mais importante do
que a outra. Ao aproximar o que costumava permanecer separado, ele construía
relações que ajudavam a olhar novamente para cada objeto.
“Encantário Ibejis — Salve as crianças!” retoma
essa perspectiva para saudar sua obra e seu legado. Trabalhos de diferentes
gerações se encontram em um percurso que abre espaço para apreciar, sonhar e
experimentar. As relações entre as obras convidam o público a perceber como uma
imagem pode despertar uma memória e como essa mesma memória pode ganhar outros
sentidos aos olhos de uma criança.
Nesse encontro, adultos e crianças têm repertórios a
compartilhar. Uma festa pode trazer de volta uma história de família; um
brinquedo pode aproximar infâncias vividas em épocas distintas; uma travessura
pode despertar reconhecimento entre quem acaba de chegar ao mundo e quem já tem
muito para contar. A exposição propõe esse trânsito entre gerações, acolhendo
diferentes maneiras de perceber e se relacionar com a arte.
Encontros
entre acervo e produção contemporânea
O diálogo reúne obras do acervo de artistas como
Mestre Didi, Rubem Valentim, Walter Firmo, Lita Cerqueira, Sônia Gomes, Alex
Hornest, Mestre Passarinheiro, Emmanuel Zamor, Jadir João Egydio, Gê Viana,
Diego Mouro, Mãe Detinha de Xangô e Benzita de Oxum, Cícera Fonseca da Silva,
Madalena dos Santos Reinbolt, Thaís Mirabe Ueda, Herberth Mendes Sobral,
Crisaldo Moraes, Isa do Rosário, Wagner Porto, Mestre Benon, Félix Farfan,
Orlando Azevedo, Rosa Gauditano, Rodrigo Petrella, José Alves, João Alves,
Maurina Pereira dos Santos e Lambusgatagor.
Entre os convidados estão Gugie Cavalcanti, Negana
Pereira, Ogba, Valter Nu, Auá Mendes, Raphaella Laz, Rio Sora, Robinho Santana,
Mayara Amaral, Rapha Dutra, Larissa de Souza, Manoela Navas, Guilherme Kid,
Jéssica Senra, Fernanda Gomes dos Santos, Raimundo Santos Bida, Emerson Rocha e
Ogbae Aline Bispo.
Ao colocar essas produções em contato, a exposição
faz do encontro entre linguagens uma oportunidade de descoberta. Para todas as
idades, fica o convite a dar tempo ao olhar e encontrar, entre as obras, a
criança que ainda pergunta, inventa e se encanta.
Créditos: Marcela Lima | 4F Com
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa
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