'Squel, Confissões de uma porta-bandeira' ganha première no Festival do Rio *
![]() |
| Foto meramente ilustrativa. |
Documentário
acompanha Squel Jorgea, porta-bandeira por duas décadas pela Mangueira e
Portela, que retorna à avenida após a maternidade
Após se aposentar em 2022, Squel Jorgea decide voltar ao Carnaval do Rio. Porta-bandeira por mais de 20 anos, ela foi a primeira a representar tanto a Mangueira quanto a Portela. De volta após a maternidade solo, reencontra o corpo, o gesto e a força que a tornaram referência. Na avenida, dança o enredo de Um Defeito de Cor, a resposta de um filho à carta de sua mãe escravizada, história que ecoa sua trajetória. Entre o silêncio e o tambor, sua dança se transforma em rito, resistência e celebração da cultura afro-brasileira.
Esta
é a premissa de "Squel, Confissões de uma porta-bandeira", de Celina
Torrealba e Zeca Brito, longa-metragem que ganha sua primeira exibição no Festival do Rio, no dia 6 de outubro,
terça-feira, às 19h, no Cinesystem Belas Artes Botafogo. A produção é assinada
pela Donna Features, com coprodução da Anti Filmes. Celina e Zeca também dividem
créditos de roteiro, produção e fotografia. A projeção acontece dentro da
mostra Première Brasil: Retratos. O filme tem previsão de lançamento marcada
para 2027.
"É um momento
muito importante para mim. Minha ficha ainda não caiu, meu coração está apertadíssimo”,
conta Squel Jorgea. Para ela, se tornar protagonista de um filme ganha um
significado ainda maior quando lembra sua carreira desde a infância, na Baixada
Fluminense. "Para aquela menina que começou em uma escolinha de
mestre-sala e porta-bandeira para crianças, ver hoje essa mulher sambista,
negra, artista e popular ocupando esse espaço em um mundo ainda tão machista é
uma conquista muito grande", complementa.
A produção nasceu da
admiração dos cineastas por Squel. Ela já estava aposentada da Mangueira quando
as gravações começaram, mas o longa ganhou novos contornos após a sambista
receber um convite da Portela. A porta-bandeira, aos 40 anos, precisou então se
reinventar, depois de ter feito o que o Carnaval muitas vezes não permite: ser
mãe. A festa popular coloca a mulher em evidência na avenida, mas, no dia
seguinte, nem sempre garante a ela o sustento. Squel conhece essa realidade
como poucas.
Entre intermináveis
ensaios e preparações, o documentário também acompanha os bastidores que
antecedem as sempre aguardadas performances de Squel na Marquês de Sapucaí.
"Entendi ali que o que emociona é resultado de um esforço enorme, que
acontece longe dos olhos do público", relembra Celina Torrealba. A
experiência também aproximou a equipe do universo da sambista: "Foi um
privilégio acompanhar a Squel nos bastidores e entrar no seu universo". A
produção do documentário durou cerca de quatro anos.
"Squel é uma das
maiores artistas nascidas no Brasil. Ela é a personificação da cultura popular
brasileira, da sofisticada linguagem do bailado carnavalesco, resultando de
muitos conhecimentos e ancestralidades", destaca Zeca Brito. “Apresentamos
o processo de criação dessa artista, em uma narrativa muito direta, onde ela
revisita sua história enquanto se prepara para um próximo grande desafio. É um
filme de superação e autoconhecimento", resume.
Serviço
"Squel,
Confissões de uma porta-bandeira"
(2026)
Festival
do Rio, Première Brasil: Retratos
Quando:
6 de outubro de 2026, terça-feira, às 19h
Onde:
Cinesystem Belas Artes Botafogo (Praia de Botafogo, 316 - Botafogo)
Brasil | Documentário | 85 min | Cor
Ingressos no site do
Festival do Rio
Instagram:
@donnafeatures
Ficha
Técnica
Direção: Celina
Torrealba e Zeca Brito
Produtores: Sergio
Carpi, Celina Torrealba, Frederico Ruas, Zeca Brito, Suzana Villas Boas e Squel
Jorgea
Produção: Donna
Features
Coprodução: Anti Filmes
Montagem: Jardel
Machado Hermes
Roteiro: Celina
Torrealba, Zeca Brito, Jardel Machado Hermes e Renato Dornelles
Direção de Fotografia:
Celina Torrealba, Zeca Brito, Bruno Polidoro e Érica Rocha
Música Original:
Fernando Aranha e Guga Bruno
Colorista: Marina
Cotrim
Design de Som:
Fernando Aranha
Mixagem: Bernardo
Adeodato
Personagens: Squel
Jorgea, Marluce Medeiros Paz e Marlon Lamar
Créditos:
Patrícia Rabello
* Este conteúdo
foi enviado pela assessoria de imprensa

Comentários
Postar um comentário