Psicanalista transforma bloqueio criativo em aventura sobre memória, fantasia e infância *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Em obra que mistura psicologia e ficção, a autora Carla
Meneghini conduz os leitores por uma jornada de autoconhecimento e mostra como
acolher a própria história pode abrir caminhos para o presente
Todo enredo começa em algum lugar, pode
ser uma frase solta, uma imagem, uma lembrança ou simplesmente um pontinho em
branco. Mas e depois? Em Era uma vez uma história, primeiro
livro infantojuvenil da psicanalista Carla Meneghini, a própria
O problema é que existe um obstáculo: a escritora
está sofrendo de um bloqueio criativo. Para virar uma obra literária, a
jovem criação precisa de um final e recebe uma missão que parece
simples, mas logo se transforma em uma jornada pelos cantos mais
inesperados da mente. Pelo caminho, a personagem conhece alguns
amigos, uma narrativa antiga que esqueceu o próprio nome; uma
princesa deixada de lado em um conto de fadas; duas minhocas chamadas
Para Sempre e Nunca Mais, que discutem sobre os possíveis desfechos; e
uma misteriosa criatura detentora da chave capaz de abrir uma
caixa mágica.
É justamente quando a aventura parece caminhar
para a fantasia que se revela a camada mais sensível do
livro. Ao voltar para o início da trajetória, Carla faz com
que a protagonista encontre uma menina escondida em um berço. A criança se
apresenta como o monstro, mas logo revela ser
a sua própria escritora na infância.
A história percebe que, por trás daquela suposta fera,
existe alguém que precisa de acolhimento. Em vez de
enfrentá-la, ela oferece carinho e canta uma canção de
ninar para conseguir a chave de que precisava.
Dentro da cabeça da
escritora, já raiava um novo dia, e a história sentia-se perdida, sem saber
aonde ir ou o que fazer. Lembrou-se então do conselho da princesa: Quando não
souber mais para onde ir, volte ao início da sua história. Lá certamente você
encontrará alguma pista. (Era uma vez uma história, p. 24)
A descoberta muda o sentido de toda a jornada:
talvez criar não seja apenas vencer o medo, pensar
nas palavras perfeitas ou esperar pela ideia genial. Às
vezes é necessário voltar para onde tudo começou. Ao revisitar o próprio
percurso, a personagem percebe que as coisas podem ganhar novos
sentidos quando são vistas pelo olhar do presente. A reflexão
conversa com crianças, mas também com adultos que já sentiram o peso da
cobrança, da dúvida ou da sensação de não serem bons o bastante.
Em Era uma vez uma história, a psicanalista
compõe uma obra sobre imaginação, mas também sobre coragem. A
narrativa é um convite às pessoas a enxergarem os
próprios medos, dúvidas e bloqueios de outra maneira: nem sempre é preciso ter
todas as respostas antes de começar. Às vezes, é justamente no
caminho, entre tentativas, tropeços, lembranças e descobertas, que a
história encontra seu final.
Ficha
Técnica:
Título
do livro: Era Uma Vez Uma História
Autora: Carla Meneghini
Editora: Ases
da Literatura
ISBN/ASIN: 978-6552287557
Páginas: 40
Preço: R$
59,90
Onde
comprar: Amazon
Sobre a autora: Carla
Instagram: @carlameneghini_psi
Créditos: Caroline Arnold | LC Agência de Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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