Planetary Embassy chega a São Paulo para inaugurar nova fase da Swissnex no Brasil *
![]() |
| Foto meramente ilustrativa. |
Programação reúne exposição fotográfica na Avenida Paulista, diálogos sobre cidades, natureza e bioeconomia e o lançamento de novas iniciativas de colaboração entre Brasil e Suíça
A Swissnex realiza, de
25 de setembro a 1º de outubro, a edição de São Paulo da Planetary Embassy,
iniciativa global que propõe experimentar novas formas de diplomacia a partir
de uma perspectiva que coloca o mundo mais-que-humano no centro das relações. A
programação marca também a inauguração da nova sede da Swissnex na Avenida Paulista
e uma nova etapa de atuação da instituição no país, com foco ampliado em
conexões entre pesquisa, inovação e arte, tendo a natureza como centro.
Desenvolvida
inicialmente para a COP30, em Belém, e para a Climate Week, em Nova York, a
Planetary Embassy é um projeto experimental da rede Swissnex que busca ampliar
a ideia tradicional de diplomacia para além das relações entre pessoas e
instituições. O conceito parte da compreensão de que diferentes agentes vivos,
não vivos e tecnológicos, como rios, florestas, fungos, sistemas atmosféricos e
outras forças que moldam o planeta, também fazem parte das condições que
determinam o futuro da vida na Terra.
Em São Paulo, essa
abordagem será traduzida em uma série de experiências que conectam arte,
ciência, arquitetura, urbanismo, conhecimento tradicional, tecnologia,
bioeconomia e clima. O programa inclui uma exposição fotográfica ao ar livre na
Avenida Paulista, três encontros transdisciplinares, o lançamento de duas novas
iniciativas da Swissnex e a cerimônia de abertura de sua nova sede.
“São
Paulo é o lugar ideal para a Swissnex aprofundar a conexão entre a Suíça e o
Brasil em áreas como soluções voltadas à natureza, agricultura e sistemas
alimentares regenerativos, bioenergia, finanças da natureza, ciência da
biodiversidade e a emergente sociobioeconomia da Amazônia. Além da mudança para
um espaço maior, o novo escritório simboliza também a realocação da nossa sede
no Brasil do Rio de Janeiro para São Paulo e o início de uma fase mais centrada
na natureza. A Planetary Embassy sintetiza esse movimento ao reunir diferentes
campos e perspectivas para pensar em novas formas de escuta e relação com o
planeta”, afirma Benjamin Bollmann, CEO da Swissnex in Brazil.
A programação começa em
25 de setembro, com a abertura da exposição Planetary Embassy on Avenida
Paulista, instalada ao ar livre na ciclovia central da avenida, em frente à
nova sede da Swissnex, no número 1754. A mostra reúne sete fotografias de
artistas brasileiros e suíços selecionados por meio de uma chamada aberta. A
exposição é apresentada sob o patronato da fotógrafa suíço-brasileira Claudia
Andujar, reconhecida por seu trabalho de décadas junto ao povo Yanomami. As
obras foram concebidas como provocações visuais para imaginar outras formas de
coexistência e de relação entre seres humanos e as diferentes forças que moldam
a vida no planeta. Entre eles está o artista brasileiro Novíssimo Edgar,
nascido na periferia de Guarulhos, em São Paulo, e que vive e trabalha entre
São Paulo e Rio de Janeiro. Poeta, artista visual, compositor e performer,
Edgar desenvolve uma prática que transita por diferentes linguagens e campos de
pesquisa, com trabalhos voltados à metalinguagem e à arte transmídia, e vem
ganhando visibilidade na cena artística independente e alternativa.
A partir de 28 de
setembro, o programa ganha uma dimensão de encontros e debates com os
Confluence Dialogues, série de três experiências que utiliza os rios soterrados
sob o concreto de São Paulo como ponto de partida para discutir as relações entre
território, natureza e sociedade. A primeira atividade, Landscapes of Care,
acontece no Jardim Botânico de São Paulo e reúne artistas, cientistas e
pensadores indígenas para discutir práticas de cuidado, reciprocidade e relação
com plantas, rios, florestas, solos e sistemas alimentares. Entre os
facilitadores estão nomes como Ana Roman, curadora-chefe do Instituto Tomie
Ohtake, Eduardo Góes Neves, professor de arqueologia no Museu de Arqueologia e
Etnologia da Universidade de São Paulo e autor do livro ‘Sob os tempos do
equinócio: Oito mil anos de história na Amazônia central', Cristine Takuá,
Diretora do Instituto Maracá, que está fazendo a gestão compartilhada do Museu
das Culturas Indígenas em São Paulo, Carlos Fernandes Guarani, co-fundador do
Instituto Maracá e membro fundador do Conselho Aty Mirim do Museu das
Culturas indígenas de São Paulo e Till Langschied, artista visual e escritor a
frente do coletivo de escrita queer Q.U.I.C.H.E.
No dia 29, o encontro A
City Reimagined: Housing, Nature, and Urban Futures, realizado no Instituto de
Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo (IABsp), parte da
transformação dos rios e da paisagem natural paulistana e do documentário Entre
Rios, de Caio Ferraz, para discutir habitação, arquitetura, urbanismo e os
desafios de construir cidades mais inclusivas, resilientes e habitáveis diante
das mudanças climáticas. A atividade também se conecta à futura Urban Futures
Residency, iniciativa que reunirá pesquisadores e profissionais do Brasil e da
Suíça para explorar novas formas de pensar a habitabilidade urbana. Além do
próprio diretor do documentário, Caio Ferraz, a roda de conversa reúne nomes
como Danielle Dias, presidente do departamento de São Paulo do IAB, e Laís
Avelino, especialista em engajamento comunitário no Instituto Alana, no Jardim
Pantanal.
Já no dia 30, a Swissnex
recebe o encontro Rooted Bioeconomy: Science, Territory, and Reciprocity,
dedicado às oportunidades e aos desafios da bioeconomia na Amazônia. A
atividade reunirá pesquisadores, organizações de financiamento, empresas e
empreendedores para discutir temas como colaboração científica, acesso a
recursos, cadeias de fornecimento, rastreabilidade e oportunidades de mercado,
aproximando conhecimento, inovação e negócios conectados às realidades do
território. Para conduzir a agenda, pesquisadores e participantes de programas
da Swissnex se juntam a especialistas representantes de organizações como
Pactas, The Hope Economy, Amazônia +10, Earthworm Foundation e BAS.
A programação também
será marcada pelo lançamento de duas novas frentes de atuação. A Living Forest
Coalition será apresentada como uma plataforma voltada a fortalecer as conexões
entre Suíça e Amazônia em pesquisa, inovação e artes, criando novas
possibilidades de colaboração entre organizações e atores dos dois países. Já a
Urban Futures Residency, desenvolvida pela Swissnex em parceria com o ETH
Wohnforum – ETH CASE, a Swiss Leading House Latin America e o Instituto Tomie
Ohtake, propõe aproximar pesquisadores e criadores brasileiros e suíços para
investigar novas formas de imaginar as cidades e as condições de habitabilidade
no contexto da crise climática.
O encerramento da
programação, em 1º de outubro, será marcado pela cerimônia Imagining Planetary
Diplomacy, que também oficializa a abertura da nova sede da Swissnex na Avenida
Paulista. Realizado com o apoio das empresas suíças que fazem parte do Programa
de Parceria e Cooperação da Suíça no Brasil, liderado pela Embaixada da Suíça
no Brasil, o encontro reunirá o time da Swissnex, parceiros brasileiros e
suíços e integrantes dos ecossistemas de pesquisa, inovação, arte e natureza
para apresentar as novas iniciativas e discutir possibilidades de colaboração
entre os dois países em torno da chamada transição da natureza.
Após mais de uma década
de presença no Brasil, a instituição passa a ter sua sede na Avenida Paulista,
em uma localização estratégica para ampliar sua conexão com os ecossistemas
científico, tecnológico, econômico e cultural da cidade. A nova fase da
Swissnex no Brasil prioriza o fortalecimento das relações entre Suíça e Brasil
em áreas como soluções baseadas na natureza, clima, agricultura regenerativa,
bioenergia, biodiversidade e sociobioeconomia amazônica. Nesse contexto, a
Planetary Embassy atua como uma plataforma para aproximar pesquisa,
conhecimento indígena, artes, arquitetura, tecnologia e negócios, promovendo
diálogos sobre desafios que vão da conservação da biodiversidade à
transformação das cidades e à criação de novos modelos econômicos ligados à
natureza.
A edição paulistana
integra o movimento internacional da Swissnex de experimentar formas de
diplomacia capazes de responder a desafios de escala planetária. Depois de
passar por cidades como Boston e Osaka e de ter sido apresentada na COP30, em
Belém, a iniciativa chega a São Paulo em um momento que combina a expansão da
atuação da Swissnex no Brasil com a crescente aproximação entre ciência,
inovação, economia e natureza.
Sobre
a Swissnex
A Swissnex é a rede
global da Suíça para educação, pesquisa, inovação e artes. Presente em
diferentes países, conecta universidades, centros de pesquisa, startups,
empresas, governos e organizações da sociedade civil para promover colaboração
internacional e acelerar soluções para desafios globais. No Brasil, a
instituição atua aproximando os ecossistemas suíço e brasileiro em áreas como
ciência, tecnologia, empreendedorismo, inovação e sustentabilidade, promovendo
iniciativas que fortalecem a cooperação entre os dois países.
Créditos: Carlos Samor | Profile Ag.
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

Comentários
Postar um comentário