Oralidades negras e o impacto na literatura e nas culturas urbanas e periféricas é tema de evento na programação cultural de São Paulo *
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| Foto meramente ilustrativa. |
A tradição oral de origem africana será celebrada em programação
que destaca sua influência na literatura contemporânea, na música e nas
expressões artísticas e culturais urbanas e periféricas como o hip hop, os
saraus e as batalhas de rima. Atividade vai integrar representantes dessas
áreas e instigar o debate a respeito.
A programação cultural paulistana terá nos dias 17,
18 e 22 de outubro de 2026 a primeira edição do Mate Masie - Cultura da Palavra:
Oralidade, Memória e Patrimônio, iniciativa do Instituto
Modernista com apoio da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa,
evento criado para promover as diversas formas de manifestações da oralidade
afro referenciadas. O encontro acontece no espaço Matilha Cultural (rua Rego Freitas, 542 – República) com programação multicultural gratuita,
livre para todas as idades. Além do fim de semana com participação de
escritores e estudiosos da cultura negra e periférica, haverá também uma noite
com atrações do hip hop, samba e afoxé. Como as vagas são limitadas ao espaço
de eventos, as inscrições ficarão disponíveis pelo Instagram @matemasiecultural
A dimensão cultural de origem africana atravessa, de
forma inquestionável, o corpo e a memória do povo brasileiro. E nada mais
fértil dessa africanidade do que a recriação das tradições orais, que se
instalaram com tanta força em solo brasileiro, ao ponto de produzir uma grande
diversidade de manifestações culturais e expressões artísticas, como o Boi, o
maracatu, a capoeira, o maculelê, o rap, o afoxé, as batalhas de rima da
quebrada, entre tantas outras.
Mas as oralidades de origem africana não estão
somente na arte musical, elas também estão cada vez mais na literatura
contemporânea e sendo reconhecidas nas práticas pedagógicas. Ou seja, quando se
fala de Brasil pode-se dizer que a africanidade está em tudo, o que falta é
identificar e reconhecer essa presença.
Para apresentar e debater como as oralidades negras
se manifestam e presentificam na literatura e em expressões artísticas urbanas
e periféricas, atualmente, será realizada a primeira edição do encontro Mate Masie –
Cultura da Palavra: Oralidade, Memória e Patrimônio.
Representado pelo Mate Masie, um
adinkra que significa "o que eu ouço, eu guardo, eu entendo" e
entender é sabedoria e conhecimento, o encontro tem como objetivo principal a
difusão, fomento e promoção das manifestações e instrumentos culturais
relacionados à oralidade, como poesia, música, sarau, slam de poesia e a
produção literária.
Painéis,
atividades e atrações
Nos dois primeiros dias, o programa será apresentado
na forma de painéis de debate sobre literatura negra e periférica e a
oralidade, apresentações artísticas das culturas urbanas de diversas origens
como hip hop, reggae, samba-rock, além de pocket shows musicais, de poesia,
participações de ativistas, escritores e acadêmicos. Dividido em duas partes
igualmente relevantes, a curadoria para os painéis de debates ficou a cargo da
jornalista e escritora Carla Nascîmento: “Mais do que discutir como a tradição
oral de origem africana se presentifica nas diversas manifestações e expressões
da cultura brasileira, é fundamental que se reconheça e se valorize essa presença.
Esse é o principal objetivo do Mate Masie.”, afirma.
Já a organização das atrações artísticas do evento é
do rapper Beto Teoria, responsável por convidar as dezenas de profissionais e
artistas do Hip Hop e outros grupos que compõem a programação musical do Mate
Masie: “Nosso projeto nasce com o propósito de ampliar essas vozes, trazendo
novas perspectivas estéticas, linguísticas e políticas. Além de promover
espaços de escuta e expressão, ele tem papel educativo e social: estimula
leitura, escrita e produção cultural, formando consciência crítica,
especialmente entre jovens”, acrescenta o produtor cultural.
Programação:
Dia
17/10
14h às 15h30 - Painel 1 - Literatura,
oralidade e o lugar em que a palavra ganha sentido
16h às 17h30 - Painel 2 - Oralidades
negras e ensinagens
17h30 – Sarau - Apresentação de obras literárias
18h – Samba de Roda da Nega Duda
Dia
18/10
14h - Roda de diálogo sobre cultura hip hop e sua
ancestralidade negra, com base na Lei nº 17.896/2024 que reconhece o estilo
musical como patrimônio cultural e imaterial. Convidados: Nação Hip Hop
SP, Editora LiteraRua; Revista Aydê; Instituto Kondzilla e Groove 011
16h - Pocket Show de Rap, DJs, MCs, Graffiteiros,
B.Girls e B.Boys e praticantes de Breaking.
Dia
22/10
19h às 22h - Pocket shows de vários artistas da cultura hip hop, samba e afoxé.
Interação com artistas sobre suas inspirações e trajetórias.
O evento é aberto ao público em geral, tem
classificação faixa etária livre e é voltado aos apreciadores e ativistas da
literatura, música e manifestações artísticas da cultura negra e urbana. Face
às iniciativas de aumento da visibilidade às novas leis dedicadas ao
reconhecimento das formas de manifestações culturais e a promover a educação
antirracista, o Mate Masie surge também como ação colaborativa
especialmente elaborada para atender a educadores sociais, gestores públicos,
artistas, produtores culturais e musicais, entre outros.
SERVIÇO:
Evento:
Mate
Masie – Cultura da Palavra: Oralidade, memória e patrimônio
Datas
e horários:
17 e 18/10 (sábado e domingo), das 14h às 19h
22/10 (quinta-feira), das 19h às 22h
Local:
Matilha Cultural
Endereço:
Rua Rego Freitas, 542 – República – São Paulo (SP)
Inscrições:
Formulário disponibilizado na página do evento no Instagram @matemasiecultural
Realização:
Instituto Modernista
Aberto ao público e
gratuito, classificação etária Livre para todos os públicos
Créditos: Cristiane Del Gaudio | Studio Graphico
* Este conteúdo
foi enviado pela assessoria de imprensa

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